A Bovespa deve reagir positivamente ao anúncio da nova meta fiscal para 2017 e ao IPCA de junho, acompanhando também a sinalização positiva dos mercados externos. Sobre a meta fiscal, foi definida uma previsão de déficit de R$ 139 bilhões, abaixo do rombo esperado para este ano. Já o indicador oficial de inflação mostrou forte desaceleração, ao registrar alta de 0,35%, ante 0,78% em maio. No exterior os investidores aguardavam a divulgação do payroll, que mostrou a criação de 287 mil empregos em junho, bem acima da previsão, mas com alta da taxa de desemprego, para 4,9%. Após esta divulgação, os índices futuros do Dow Jones e S&P 500 ganharam mais impulso, subindo ao redor de 0,5%. Por aqui o Ibovespa futuro também reagiu positivamente, passando a subir 1,10%, às 9h40.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em alta, mas ainda oscilando no interior do grande triângulo provocado pelo encontro das retas de tendência e precisando ultrapassar a resistência de 53.460 pontos para sinalizar um avanço importante.

O dólar-futuro perdeu a reta de sustentação e se cair abaixo do suporte de R$ 3,34 indicará maiores possibilidades de aceleração deste processo corretivo (comentários feitos às 09:10 h e baseados nos gráficos intraday de 60’).

Economia em Foco

IPCA avança 0,35% em junho
Segundo o IBGE, o IPCA de junho avançou 0,35%, ante 0,78% em maio. O acumulado em 12 meses foi de 8,84% e o acumulado em 2016 foi de 4,42%. Sete dos nove grupos apresentaram desaceleração, com a maior desaceleração observada no grupo Habitação (de 1,79% para 0,63%), com a taxa de água e esgoto passando de 10,37% para 2,64% em junho. A maior contribuição foi do grupo Alimentação (de 0,78% para 0,71%), impactando o índice em 0,18 p.p., com o feijão-carioca passando de 7,61% para 41,78% e o leite longa vida subindo de 3,43% para 10,16%. O INPC variou 0,47% em junho, ante 0,98% em maio, acumulando 5,09% em 2016 e 9,49% em 12 meses. Os produtos alimentícios ficaram em 0,81% (de 0,83% em maio), enquanto os não alimentícios ficaram em 0,31% em junho, de 1,05%. A variação do IPCA no mês veio dentro das expectativas. Importante observar o acumulado em 12 meses que também desacelerou. No entanto, devemos aguardar alguma pressão sobre os itens alimentícios em breve, devido a recente alta nos preços do atacado. A nossa expectativa para o IPCA ao final deste ano está em torno de 7,0%.

Índice Nacional da Construção Civil avança 1,02% em junho
O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), segundo o IBGE, avançou 1,02% em junho, ante 0,83% em maio. O acumulado em 12 meses foi de 6,99%. O custo nacional da construção, por metro quadrado subiu de R$ 997,60 para R$ 1.007,75 em junho, sendo R$ 528,55 relativos aos materiais e R$ 479,20 à mão de obra. A parcela dos materiais avançou 0,16%, ante 0,17% e o valor da mão de obra subiu para 1,97%, de 1,58% em maio.

IPC-S avança na primeira semana de julho
O IPC-S de 07 de julho, pela FGV, variou 0,44%, ante 0,26% na última divulgação. Quatro dos oito grupos componentes do índice apresentaram aceleração, com destaque para Alimentação (0,07% para 0,82%), com destaque para o item arroz e feijão (14,64% para 21,81%). Outras altas ocorreram nos grupos Despesas Diversas (0,41% para 0,50%), Transportes (-0,22% para -0,13%) e Educação, Leitura e Recreação (0,26% para 0,72%). As desacelerações ocorreram nos grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,54% para 0,51%), Vestuário (0,37% para 0,10%), Comunicação (0,11% para 0,10%) e, a principal, Habitação (0,63% para 0,44%).

Agendas

Corporativa – 08/07/2016

Econômica – 08/07/2016