A decisão de política monetária do Fed concentra as atenções nos mercados ao redor do mundo, apesar do quase consenso de que haverá uma elevação dos juros (veja mais no item Economia em Foco). Assim as bolsas internacionais operam com sinais mistos, com os índices europeus em ligeiras baixas e futuros do Dow Jones e S&P 500 com oscilações marginalmente positivas. Por aqui o Ibovespa futuro registrava, às 9h42, queda de 0,39%, após chegar a operar abaixo dos 59 mil pontos, quando caiu 0,93% na mínima do dia até o momento. O cenário político ainda é o centro das atenções locais, apesar da aprovação da PEC do Teto, mas com algumas dúvidas quanto à tramitação de outros importantes projetos, como Reforma da Previdência.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em baixa e se perder o suporte imediato de 58.720 pontos, aumentará as chances de continuação da queda até o fundo formado em 58.240 pontos (comentário feito às 09:09 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

O dólar-futuro penetrou na resistência de R$ 3,357 e isto significa que o repique altista poderá atingir o topo imediato, formado em R$ 3,383 (comentário feito às 09:09 h e baseado no gráfico intraday de 30’)..

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Economia em Foco

PEC do Teto aprovada
Passou a “PEC do Teto” no Senado em segundo turno. Não foi, no entanto, uma votação folgada. Muito pelo contrário. Com quórum menor (70 senadores), os votos a favor chegaram a 53, um pouco acima do mínimo (49), contra 16 contrários. Alguns acham que, pelo horário, de manhã, os senadores ainda não haviam chegado ao plenário do Senado, justificando este esvaziamento. Renan Calheiros antecipou a votação de propósito, pois se deixasse para o fim da tarde, poderia gerar mais tensão e protestos, que no fim, acabaram inevitáveis em várias cidades do País. A leitura do mercado, no entanto, é de que este quórum mais apertado pode ser um indicativo das dificuldades que o governo terá pela frente para votar a Reforma da Previdência. Nesta quarta-feira, esta será apresentada à Comissão de Justiça na Câmara e deve ir à plenário só depois da eleição do Congresso em fevereiro. Em paralelo, a crise política, com os depoimentos de Marcelo Odebrecht, segue contaminando o ambiente. Mercado deve repercutir tudo isso.

Reunião do FOMC
Dia de definição do Fomc sobre o balizamento da taxa de juros de curto prazo. Parece consenso que esta deve ser elevada em 0,25 ponto percentual, a 0,75%. A inflação norte-americana tendendo à alta, o mercado de trabalho à pleno emprego e o ritmo da economia compatível, corroboram para isso. Dúvidas, no entanto, surgem sobre como o Fed deve conduzir a política de juros depois da posse de Donald Trump em 20/01/17. Manterá o mesmo gradualismo ou acelerará os ajustes, diante da política fiscal mais expansiva deste presidente? Esta é a dúvida de todos. Elevação do juro pelo Fed já está prevista pelo mercado.

Serviços: Em outubro, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, o volume do setor recuou 2,4% em relação ao mês anterior, caindo 7,6% em relação a outubro/2015. No acumulado em doze meses e em 2016, a variação continua negativa, em 5,1% e 5%, respectivamente. Na análise mensal, os segmentos tiveram os seguintes desempenhos: Serviços prestados às famílias (0,1%), Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (-7,0%), Serviços de informação e comunicação (-3,1%), Serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,9%) e Outros Serviços (-0,5%). Cabe destacar que o agregado especial das Atividades turísticas apresentou variação de -1,3%, na comparação com o mês imediatamente anterior.

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