Seguindo o ambiente internacional positivo, a Bovespa deve abrir em alta nesta quarta-feira. A volatilidade de ontem ainda poderá estar presente, pois hoje ocorre o vencimento de opções sobre Ibovespa. Lá fora o discurso de Janet Yellen traz otimismo com a interpretação sobre a recuperação econômica dos EUA, apesar da consequente possibilidade de elevação dos juros. Os futuros do Dow Jones avançam ligeiramente, enquanto na Europa os ganhos nas principais bolsas giram em torno de 0,4%. O Ibovespa futuro, às 9h42, registrava alta de 0,42%.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro precisa ultrapassar a resistência imediata representada pelo topo formado em 68.280 pontos, para permitir a expectativa de extensão dos avanços até 69.000 pontos (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

O dólar-futuro manteve a trajetória baixista, mas muito afastado de suas Médias Móveis e isto poderá motivar um congestionamento ou reação antes da continuação da queda até R$ 3,08/3,075 (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

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Balanços 2016

BR Properties

A receita líquida de 2016, de R$ 465,7 milhões, corresponde a uma redução de 4% em relação a 2015 se consideradas apenas as receitas oriundas das mesmas propriedades, explicada pelo aumento da vacância ao longo do ano e pela redução do valor de aluguel de determinados contratos. Consideradas as receitas totais a queda foi de 35% em 2016 depois de ter sido de 15% em 2015 vs 2014. Porém, receitas financeiras de R$ 313 milhões permitiram a reversão do prejuízo de R$ 770 milhões em 2015 para lucro de R$ 29 milhões em 2016.

BTG Pactual

Fechou 2016 com lucro líquido de R$ 3,325 bilhões, contra R$ 4,616 bilhões em 2015 (-28%). O ROE foi de 15,5%, contra 22,4% (-6,4 p.p.). No 4T16, o lucro foi de R$ 652,3 milhões, estável em relação ao 3T16, mas com queda de 47% ante o 4T15. Tal queda ocorreu, sobretudo, diante da cisão da área de commodities, a Engelhart CTP, bem como a venda do BSI Bank, eventos efetuados no 3T16. Destacou-se positivamente no 4T16 as áreas de investment banking, especialmente em M&A, bem como o corporate lending, cujos spreads do crédito mantiveram-se elevados. Por outro lado, as receitas decorrentes da área do principal investimento foram mais fracas. O processo de desalavancagem do BTG Pactual, iniciado a partir do final de 2015, quando “estourou” o risco de imagem, permitiu larga folga do indicador de Basileia, no patamar de 21,5% em dezembro de 2016.

Economia em Foco

Setor de serviços fecha 2016 em queda de 5%

O setor de serviços parece esboçar alguma reação. Em dezembro cresceu 0,6% contra o mês anterior, depois de avançar 0,2% em novembro e recuar 2,3% em outubro. Contra o mesmo mês do ano anterior a queda foi de 5,7%, a maior para o mês desde o início da série em 2012. Ao fim de 2016 o rombo chegou a 5,0%, pior do que em 2015 (-3,6%), e no quarto trimestre, contra o terceiro, recuou 2,8%, revertendo quedas menores nos trimestres anteriores. Para 2017 alguma reação é esperada no segundo semestre, já que o setor ainda deve ser impactado pelo elevado desemprego e a perda de renda das famílias.

Cena Política

Deve repercutir nesta quarta-feira a decisão do ministro do STF Celso de Mello de manter Moreira Franco na Secretaria Geral da Presidência. Algum ruído é esperado nos mercados, já que muitos interpretam esta nomeação como uma “blindagem” contra a Lava-Jato. Gilmar Mendes, por exemplo, acha que esta decisão deve ser apreciada pelo plenário da Corte. Foi ele, inclusive, que julgou caso semelhante no ano passado, por ocasião do indeferimento da nomeação do ex-presidente Lula da Silva para a Casa Civil. Naquela ocasião a decisão acabou “monocrática” e não enviada para ser discutida e votada no plenário. Em paralelo, Carlos Veloso, ex-ministro do STF, deve ser confirmado no Ministério da Justiça. Entre tentativas e erros, esta escolha parece ter sido um acerto do presidente Temer.

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