A Bovespa deve operar sob margens estreitas nesta quarta-feira, conforme vem ocorrendo nas últimas sessões, quando o Ibovespa registrou pequenas oscilações e redução no volume negociado no mercado à vista. A agenda de balanços do 2T16 segue ganhando espaço, enquanto há o aguardo pelas decisões do campo político a serem votadas já a partir da próxima semana, quando se encerra o “recesso branco” no Congresso. Assim o Ibovespa futuro operava, às 9h36, com alta de 0,23%. As bolsas europeias têm valorizações, impulsionadas por resultados corporativos e indicadores econômicos acima das expectativas divulgados na região, além das perspectivas de maior liquidez global devido a possibilidade crescente de adoção de medidas de estímulo no Japão. O maior ponto de cautela segue nos EUA, onde se finaliza hoje a tarde a reunião de política monetária do Fed. Os futuros do Dow Jones e S&P 500 operam ligeiramente positivos.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em alta, mas ainda precisa ultrapassar (e sustentar o rompimento) da resistência representada pelo topo formado em 57.765 pontos para permitir a expectativa de extensão dos avanços até 58.000/58.400 pontos.

O dólar-futuro experimenta alguma recuperação, mas somente depois de vencida a resistência imediata de R$ 3,29 indicará possibilidade de atingir a principal, representada pelo topo formado em R$ 3,304. Em caso de perda do suporte de R$ 3,272, poderá voltar a cair na direção do fundo mais próximo em R$ 3,261 (comentários feitos às 09:10 h e baseados nos gráficos intraday de 60’).

Temporada de Balanços 2T16

TELEFONICA BRASIL
A receita operacional líquida de serviços cresceu 1,6% no 2T16 contra o 2T15, mantendo a trajetória positiva. A receita de serviço móvel teve crescimento de 2,6% y-o-y no 2T16. A receita de dados e SVA acelerou o crescimento para 24,0% y-o-y no 2T16, impulsionada pela forte evolução da receita de internet móvel, cujo crescimento foi de +37,9% y-o-y no 2T16. A receita líquida fixa no 2T16 permaneceu estável na comparação anual. No total do semestre a Telefônica reportou R$ 20,9 bilhões de receita líquida (R$ 18,9 bilhões no 1S15) e o lucro avançou 32% ao atingir R$ 1,9 bilhão na primeira metade do ano. Se considerados os dados pro-forma com a GVT, o lucro avançou expressivos 42,3%.

INDÚSTRIAS ROMI
A receita operacional líquida do 2T16 teve crescimento de 26,1% em relação ao 2T15, e o Ebitda positivo em R$ 5,7 milhões, devido ao aumento do faturamento da Unidade de Negócio de Fundidos e Usinados e da subsidiária alemã B+W.A Unidade de Negócio de Fundidos e Usinados apresentou melhora de 14,3 p.p. e 13,5 p.p. na margem bruta e no Ebitda, respectivamente. No 1S16 a Romi ainda apurou prejuízo de R$ 14,7 milhões (R$ 15,3 milhões no 1S15), devido às despesas operacionais e financeiras que permaneceram em alta.

VIA VAREJO
No 2T16 a Via Varejo registrou resultado bastante fraco: prejuízo de R$ 91 milhões ante R$ 6 milhões no 2T15. O fraco resultado é explicado pelo ambiente conjuntural recessivo onde predominou o aumento do desemprego, crescimento da inadimplência, queda do poder aquisitivo do consumidor e forte concorrência. Como reflexo houve aumento de 8% das despesas com vendas devido os maiores esforços com marketing, relevante aumento de 32% das despesas administrativas devido maior gasto com rescisão e registro de despesa não recorrente de R$ 41 milhões devido gastos com reorganização. Outro fator que impactou negativamente o resultado líquido foi o aumento de 39% na despesa financeira líquida explicado pelo aumento de recursos para financiar a piora do giro dos negócios; aumento da inadimplência, maiores juros sobre o endividamento e incremento do custo com desconto de recebíveis.

WEG
No 2T16 a Weg registrou lucro líquido de R$ 255 milhões, 2% menor na comparação com o 2T15. Os fatores que determinaram esta queda foram o recuo de 1% no faturamento, explicado pela queda da demanda no mercado interno e queda do preço médio dos produtos comercializados, além do decréscimo de 1,2 p.p. na margem bruta, visto o pior mix de produtos comercializados. Tais fatores foram determinantes para que a Weg registrasse no 2T16 geração de caixa expressa pelo Ebitda de R$ 325 milhões, 7% inferior ante o 2T15, porém, dentro de nossa estimativa.

Economia em Foco

Confiança do Comércio: avançou 1,2 ponto em julho, atingindo 74,9 pontos. O ISA-COM e o IE-COM avançaram também 1,2 ponto (66,1 e 84,8 pontos, respectivamente), com alta de 2,0 pontos no Volume da Demanda Atual (65,6 pontos) e alta de 2,8 pontos no grau de otimismo com as Vendas nos 3 meses seguintes (85,0 pontos). Continua melhorando o astral dos agentes sobre os rumos do País. Nesta sondagem melhorou, tanto o indicador sobre a situação atual, como o de perspectivas.

EUA – Pedidos de Hipotecas na MBA: recuaram 11,2% na semana encerrada em 23 de julho, ante recuo de 1,3% na semana anterior.

EUA – Encomendas de Bens Duráveis: recuaram 4,0% em junho, ante recuo de 2,8% em maio (revisado de -2,2%) e expectativa de -1,0%. Excluídos os dados de trabalho, o índice recuou 0,5%, ante queda de 0,4% em maio (revisado de -0,3%) e expectativa de alta de 0,2%.

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