A semana deve começar com a Bovespa seguindo seus pares internacionais, que operam com ligeiras baixas. O sentimento de maior cautela se deve aos vários eventos da semana, como a reunião do Copom, o IPCA de dezembro e o IBC-Br de novembro. O exterior também embute cautela nos investidores, com a volta do noticiário sobre o Brexit, após a primeira-ministra britânica afirmar que os detalhes para o plano de saída do bloco começarão “nas próximas semanas”. As bolsas europeias operam em queda, com exceção para Londres, enquanto os EUA os futuros do Dow Jones e S&P 500 caem ligeiramente. Às 9h42, o Ibovespa futuro registrava baixa de 0,53%.

Perspectiva – 9 a 13 de janeiro

Como temos afirmado esses próximos dias serão de intensa incerteza. No próximo dia 11/01 teremos a reunião do Copom, onde o consenso formado é de queda de 0,5% da taxa Selic, com viés de que poderá atingir 0,75%. Só para lembrar, a Selic está em 13,75%, há forte pressão política para reduções mais fortes e suspeita de que o Bacen estaria atrás da curva de juros.

Isso vai definir a postura dos investidores e eventualmente empurrar para o próximo mês uma redução mais forte da Selic. Também devem acirrar as discussões políticas sobre sucessão na Câmara e Senado. Na Câmara, Rodrigo Maia é o favorito do governo, mas outras candidaturas se movimentam e isso pode fracionar a base de apoio de Temer e dificultar a aprovação de medidas. A eleição na Câmara está marcada para 02/02 e no Senado algumas correntes não querem Renan Calheiros na Liderança do partido, enquanto outras não querem Renan presidindo a CCJ.

No âmbito externo a grande incógnita é como Donald Trump iniciará seu governo e quais medidas serão anunciadas. Também daí deriva uma série de atitudes dos investidores em função do comportamento futuro dos juros e, principalmente, do câmbio. A China também espanta com os ajustes que está procedendo no sistema financeiro e proteção de suas reservas, porém a ampliação da cesta de moedas, que balizará as cotações do yuan (de 13 moedas para 24), deve tornar os movimentos um pouco mais previsíveis.

Função disso, os próximos movimentos da Bovespa devem se pautar muito em função do fluxo de recursos carreado para o mercado. Havendo fluxo para absorver realizações de lucros de curto prazo, o mercado terá espaço para tentar buscar o objetivo anteriormente alcançado de 65.000 pontos (antes terá que passar a faixa de 63.000 pontos). Todavia, há ainda forte preocupação com o primeiro trimestre que se avizinha muito fraco e a situação precária de endividamento de muitas empresas.

Apesar disso, ainda guardamos otimismo com relação ao ano e próximos pregões. Afinal, para os investidores que acreditam no Brasil do longo prazo, os preços dos ativos ainda estariam atraentes.

Potencial dos Índices de Ações

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu e queda e testou o suporte representado pelo fundo formado em 62.160 pontos e se perdê-lo indicará possibilidade de extensão da queda até a reta de sustentação (61.900 pontos) ou mesmo atingir a projeção situada em 61.450 pontos. Para reverter esta situação negativa e sinalizar novas altas, será necessário o rompimento da resistência de 62.770 pontos (comentário feito às 09:13 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

O solar-futuro atingiu a resistência representada pelo topo formado em R$ 3,253, mas precisando vencê-la para permitir a expectativa de um repique até R$ 3,264. Por outro lado, em caso de perda do suporte de R$ 3,233, existirá possibilidade de nova queda até R$ 3,219 (comentário feito às 09:13 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

Assista ao vídeo da Análise Gráfica

Gestão das Cias Abertas

Contax

Shakhaf Wine renunciou ao cargo de presidente do Conselho de Administração e membro dos Comitês de Assessoramento ao Conselho da Contax. Lívia Xavier de Mello assume nesta data a presidência do Conselho de Administração enquanto Cleber Pereira de Morais foi eleito membro do Comitê de Pessoas da Companhia.

Economia em Foco

Pesquisa Focus

As expectativas do mercado, quanto à economia, continuam se ajustando. Pela nona semana consecutiva a variação do IPCA para 2016 vem diminuindo. Passou de 6,38% na semana anterior para 6,35% nesta pesquisa, diminuindo também a previsão de 2017, de 4,87% para 4,81%. A expectativa para o PIB no biênio se manteve, com queda de 3,49% para 2016 e crescimento de 0,50% neste ano. Para o final deste ano o câmbio ficou em R$ 3,45 e a taxa básica de juros (Selic) foi mantida em 10,25%. Com isso, a nossa previsão para este ano do IPCA está em torno de 4,50%, com PIB crescente em 0,6% e câmbio a R$ 3,50.

Reunião do Copom

Semana de reunião do Copom (dias 10 e 11), crescendo o consenso em torno de um corte mais agressivo, podendo ser de 0,75 ponto percentual, a 13,0%. segundo algumas casas. A inflação, também é destaque com o IPCA de dezembro na quarta-feira (dia 11), projetada entre 0,3% e 0,4%. Cabe aqui observar que algum repique ocorreu nos índices de preço em geral na virada de ano, decorrente do reajuste da gasolina. Agora em janeiro, temos ainda o reajuste do diesel e de vários outros fatores de pressão como as taxas anuais (IPTU e IPVA), serviços como aluguéis e material e mensalidades escolares. Ao fim deste ano estamos prevendo a taxa Selic a 11% e o IPCA próximo ao centro da meta (4,5%).

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