Os receios com as repercussões do caso “Calero versus Geddel” aumentam as incertezas no cenário interno, o que em parte explica a queda do Ibovespa futuro (-1,56%, às 9h42) e a alta do dólar e juros futuros. A agenda de indicadores internos também não foi positiva, com as Sondagens da Construção e do Comércio mostrando quedas nos seus índices de confiança. No exterior as bolsas operam ligeiramente positivas, após alternarem alguns momentos de baixa. Hoje teremos a volta dos pregões nos EUA, mas somente em meio período, o que deve manter o volume de negócios reduzidos em todos os mercados.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em baixa e atingiu a projeção (Fibonacci, representadas pelas retas tracejadas) situada em 60.800 pontos e deverá se congestionar para corrigir a queda inicial. Caso este apoio seja perdido mais tarde, existirá chance de extensão da baixa até 60.400 pontos. (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

O dolar-futuro penetrou na resistência imediata de R$ 4,424 e poderá atingir o objetivo representado pelo topo formado em R$ 3,455 (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

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Economia em Foco

Sucessão de escândalos abalam a República
É de estarrecer. Primeiro tivemos o embate entre Geddel Vieira, articulador político do governo Temer, e o então Ministro da Cultura, Marcelo Calero. O primeiro tentou forçar a aprovação do gabarito de um prédio em área de preservação histórica em Salvador e acabou batendo de frente com o segundo, cioso por responder pelo SPHAM (Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Este não concordou e acabou saindo do governo, mas sem antes causar algum estrago. Foi contrário esta “traficância” e resolveu denunciar o fato. Gravou, inclusive, uma conversa com o presidente Temer tentado “pressioná-lo” para abafar o caso. Pegou mal, muito mal! Para piorar, não faltando mais nada, as articulações para tentar aprovar no Congresso uma “anistia de caixa dois” continuavam intensas. Seria uma medida a mais na Lei contra a Corrupção, também em discussão. A verdade é que seria mais um esforço dos congressistas para tentar esvaziar a Operação Lavajato e a delação premiada da Odebrecht. Uma nota indignada do Juiz Sergio Moro, condenando tal ato, e a pronta resposta da sociedade acabou forçando o Congresso a recuar. E o pior é que comentários indicavam que parte do governo Temer seria favorável a esta anistia. E agora? O que deve acontecer com a governabilidade do País? Sexta-feira, dia do chamado “Black Friday”, promete ser intensa em novidades. Como o governo Temer e o Congresso Nacional responderão a esta sucessão de escândalos? Uma nota do governo, esclarecendo estes fatos, se faz urgente neste momento.

Confiança da Construção: recuou 2,3 pontos em novembro, após quatro altas consecutivas, atingindo 72,4 pontos. O ISA-CST recuou 0,7 ponto e o IE-COM caiu 3,9 pontos (63,8 e 81,5 pontos, respectivamente), com queda de 1,0 ponto na situação atual da carteira de contratos e recuo de 4,1 pontos na situação dos negócios para os próximos seis meses. O NUCI caiu 0,7 ponto em novembro, para 64,2%.

Confiança do Comércio: recuou 3,6 pontos em novembro, atingindo 78,3 pontos. A média móvel trimestral caiu 1,3 ponto. O ISA-COM recuou 6,0 pontos e o IE-COM teve queda de 1,2 ponto (68,1 e 89,4 pontos, respectivamente), com queda de 8,5 pontos no Volume da Demanda Atual e recuo de 1,2 ponto no grau de otimismo com as Vendas para os próximos três meses.

IPC-Fipe: registrou alta de 0,24% na 3ª quadrissemana de novembro, contra 0,30% na última divulgação. Dos sete grupos pesquisados, quatro assinalaram desaceleração: Habitação (0,41% para 0,34%), Alimentação (-0,58% para -0,67%), Transportes (0,67% para 0,61%) e Despesas Pessoais (1,10% para 0,99%). As acelerações ocorreram nos grupos Saúde (0,53% para 0,57%) e Vestuário (0,49% para 0,57%). O grupo Educação manteve a alta de 0,10% de semana anterior.

Agenda

Corporativa

Econômica

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