A cautela prevalece no mercado acionário brasileiro, seguindo o cenário visto no exterior nesta manhã. Lá fora as perdas nas praças europeias são contidas pelos dados do PMI de serviços na zona do euro, que subiu acima do previsto em julho, mas são contrabalançados pelas quedas dos PMIs de serviço do Reino Unido, que entrou em área de retração, e da China, que caiu para 51,7 ante 52,7 em junho. Por aqui as incertezas com a situação fiscal podem começar a frear o otimismo dos investidores, principalmente após o Congresso encerrar a sessão de ontem sem votar a meta fiscal do próximo ano e sem o avanço esperado na PEC que limita os gastos públicos. Assim as bolsas europeias operam com ligeiras baixas, mesmo sentido dos futuros do Dow Jones e S&P 500. O Ibovespa futuro recuava 0,56%, às 9h41.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em ligeira queda, mas ainda acima do fundo imediato de 55.980 pontos e abaixo do topo formado em 57.270 pontos, o que significa momento de indefinição e tornando necessário o rompimento de um destes limites para determinar novas movimentações.

O dólar-futuro experimentou alguma recuperação, mas terá que ultrapassar a resistência imediata de R$ 3,308 para atingir a projeção (Fibonacci, representada pela reta vermelha tracejada) situada em R$ 3,318 (comentários feito às 09h11 e baseados nos gráficos intraday de 60’).

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Temporada de Balanços 2T16

AREZZO
No 2T16 a Arezzo registrou lucro líquido de R$ 30 milhões, 5% menor na comparação com o 2T15. A empresa registrou modesto desempenho comercial com o faturamento líquido apresentando aumento de apenas 4%. Também registrou queda na margem bruta e aumento nas despesas operacionais. Desta forma, a Companhia registrou no 2T16 retração de 5% na geração de caixa expressa pelo EBITDA.

MINERVA
No 2T16, a Minerva apresentou crescimento de 12% no lucro bruto e incremento de 10% na geração de caixa expressa pelo Ebitda. O destaque foram as exportações, que representaram 67% do faturamento consolidado. Ocorreu aumento do volume de carne bovina exportada para o Chile, Colômbia, China, Hong Kong e Oriente Médio. Por outro lado, ocorreu expressivo aumento de 130% na despesa financeira líquida explicado pela maior perda com hedge cambial e aumento do CDI. O pior resultado financeiro corroeu a expansão da geração de caixa tendo sido determinante para que a Minerva registrasse lucro de R$ 89 milhões no 2T16, 47% menor que o lucro obtido no 2T15.

SUZANO PAPEL
Registrou lucro líquido de R$ 954,3 milhões no 2T16, mais que o dobro do ganho apurado no 2T15, que havia sido de R$ 455,6 milhões. O resultado foi impactado positivamente pela variação cambial no período, que foi de R$ 752 milhões. A receita líquida 2T16 foi de R$ 2,5 bilhões, o que mostra um aumento de 5,1% quando comparada ao 2T15. O volume total de vendas de papel e celulose no trimestre foi de 1.205,1 mil toneladas, incremento de 8,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O Resultado financeiro foi de R$ 772,8 milhões, elevação de 1042,9% em relação ao 2T15, reflexo das variações monetárias e cambiais.

Economia em Foco

EUA Pedidos de Hipotecas na MBA: recuaram 3,5% na semana até 30 de julho, ante recuo de 11,2% na semana anterior.

EUA Postos de trabalho criados (ADP): A ADP Employment informou a criação de 179 mil vagas no setor privado norte-americano em julho, ficando acima da expectativa média do mercado (165 mil) e levemente acima em relação ao volume registrado no mês anterior (176 mil, revisado de 172 mil).

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