A surpresa com a decisão unânime do Copom em cortar a taxa Selic em 0,75 p.p., para 13% a.a., domina as atenções dos investidores nesta manhã. A maior flexibilização da política monetária traz uma perspectiva positiva para os negócios na Bovespa, blindando o mercado local da maior cautela do exterior. Ontem, na primeira entrevista de Donald Trump desde a eleição, o próximo presidente dos EUA não forneceu maiores detalhes sobre suas futuras medidas no plano econômico e fiscal, aumentando as incertezas dos investidores. As bolsas europeias operam com ligeiras quedas, assim como os futuros do Dow Jones e S&P 500. Às 9h39, o Ibovespa futuro registrava alta de 3,11%.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro em forte, porém insustentável alta, que o afastou em demasia de suas Médias Móveis e isto deverá dar chance para um congestionamento que corrija este exagero altista (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

O dólar-futuro experimentou acentuada queda na abertura de hoje, mas também não deverá dar continuidade para esta baixa sem prévio congestionamento e correção deste exagero (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

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Economia em Foco

Decisão do Copom: prevaleceu o bom senso

Na decisão do Copom desta quarta-feira muitos ainda acreditavam num corte de 0,5 ponto percentual, numa postura mais cautelosa diante do “risco Trump” e das dificuldades da agenda fiscal e do processo político. As evidências, no entanto, demonstravam uma economia ainda muito fragilizada e a inflação desacelerando em bom ritmo. No fim, prevaleceu o bom senso e a taxa Selic foi reduzida em 0,75 ponto percentual, a 13%. Foi uma decisão unânime o que não deixa dúvidas. Agora, diante de uma inflação em 6,3% no ano passado (pelo IPCA), a taxa de juros real foi a algo em torno de 6,3%, havendo espaço para novos cortes, até esta taxa recuar a 4%. Diante de uma inflação a convergir para o centro da meta neste ano (4,5%), não será surpresa se a taxa de juros nominal recuar a 9% ao fim de 2017.

Setor de Serviços cresceu 0,1% em novembro

Em novembro, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, o volume do setor cresceu apenas 0,1% em relação a outubro, que havia apresentado queda de -2,3%. Em relação a novembro/2015 houve retração de 4,6% e queda de 5% no acumulado em doze meses. Na análise mensal, todos os segmentos tiveram variação positiva, com os seguintes desempenhos: Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (2,1%), Serviços de informação e comunicação (1%), Serviços profissionais, administrativos e complementares (0,8%), Serviços prestados às famílias (0,2%) e Outros Serviços (3,3%). Cabe destacar que o agregado especial das Atividades turísticas apresentou alta de 0,5% na comparação com o mês imediatamente anterior. Apesar do crescimento em novembro, o setor Serviços ainda passa por um período de retração nos 12 meses. Todas as expectativas de reversão da atual crise do setor seguem apontando a partir do segundo semestre deste ano, diante dos avanços das medidas de estímulo do governo.

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