As bolsas europeias operam com ligeiras baixas e volumes reduzidos pelo feriado nos EUA pelo “Dia da Independência”. O “Brexit” ainda é um tema presente nas decisões de investimentos por lá, mas também se avaliam indicadores econômicos divulgados nesta manhã, como o PMI do setor de construção do Reino Unido, que caiu para 46,0 em junho, ante 51,2 em maio, além do PPI da zona do euro, que registrou a maior alta desde fevereiro de 2015 ao mostrar inflação de 0,6% em maio ante abril. Por aqui o Ibovespa futuro mostra uma possibilidade de abertura positiva e, às 9h41, tinha valorização de 0,56%. Os investidores avaliam a Pesquisa Focus, que mostrou reduções nas projeções de queda do PIB e de alta do IPCA deste ano, e as valorizações do minério de ferro na China e do petróleo no mercado internacional.

Perspectiva – 4 a 8 de julho

stá muito complicado estimar a tendência para os mercados de risco no curto prazo dado todas as injunções externas e internas do momento. Do lado externo, ninguém sabe muito bem quais os efeitos decorrentes da saída do Reino Unido sobre a economia da Europa e global no médio e longo prazo, como isso acontecerá e como os principais governos e bancos centrais irão agir. No momento todos indicam ter planos de contingência, mas até aqui pouco foi feito.

Os mercados reagiram negativamente e depois em recuperação (ao ponto da bolsa de Londres já estar mais alta que antes do Brexit), mas os efeitos sobre as economias só vão acontecer meses à frente. Mas, novamente, tudo isso vai depender das reações interpostas. Uma ação coordenada pode surtir efeito positivo sobre o equilíbrio cambial e daí derivar maior tranquilidade para os mercados de commodities e acionário. Convém destacar que a época para o Brexit foi totalmente inoportuna e pegou as economias ainda muito fragilizadas.

Com isso queremos dizer que os mercados ainda vão seguir com forte volatilidade, incorporando fases de depressão e euforia. Por aqui ainda pior, pois teremos que repercutir nossas idiossincrasias locais de enredo ainda insuspeito. Por enquanto temos certo otimismo para o curto prazo, mas pesam as enormes mudanças que teremos que fazer na economia para atrair com vigor os investidores locais e estrangeiros. Quanto mais tempo demorar para termos soluções políticas e implantação de medidas mais alongaremos o prazo para iniciar a recuperação definitiva.

Em que pese isso, ainda assim continuamos otimistas com a performance da Bovespa, não sem sustos de curto prazo. Queremos dizer que vamos ter volatilidade, porém seguindo linha de tendência de alta. Assim, após ultrapassar a faixa de 51.800 pontos, podemos almejar os 54.000/55.000 pontos. Somente depois disso vamos respirar algo aliviados. Mas para que tal aconteça vamos ter que contar também com o bom comportamento dos mercados no exterior.

Potencial dos Índices de Ações

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em alta, mas a abertura de novo “gap” dentro da tendência deixa alguma dúvida quanto à sua capacidade de manutenção da atual trajetória. Caso isto aconteça, ou seja, se a tendência for mantida, poderemos trabalhar com a nova zona-objetivo situada em 53.800/54.100 pontos.

O dólar-futuro oscila entre a resistência de R$ 3,297 e o suporte de R$ 3,221, em movimentações mais ou menos laterais, embora aparentemente apenas em novo processo de “distribuição” antes da continuação da trajetória baixista na direção do objetivo situado em R$ 3,177 (comentários feitos às 09:11 h e baseados nos gráficos intraday de 60’).
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Economia em Foco

Pesquisa Focus

As projeções para o PIB de 2016 passaram de -3,44% na semana anterior para -3,35%. Em 2017, a expectativa do PIB indicou alta de 1%, mesmo percentual da semana anterior. Sobre os dados de inflação, as expectativas do IPCA em 2016 passaram de 7,29% para 7,27% e ficaram em 5,43% no próximo ano, ante 5,50% nas semanas anteriores. A perspectiva da Taxa Selic permaneceu em 13,25% no final de 2016 e em 11,00% para 2017. A expectativa para a Taxa de Câmbio ao fim de 2016 passou de R$ 3,60 para R$ 3,46 e de R$ 3,80 para R$ 3,70 em 2017. Continuam melhorando as projeções das principais variáveis econômicas, segundo a pesquisa Focus. O recuo do PIB neste ano acabou amenizado (-3,44% para -3,35%), assim como o IPCA, agora em 7,27%, contra 7,29% na semana anterior; a taxa Selic, por ora, foi mantida em 13,25% e o ajuste do câmbio, passou a R$ 3,46, contra R$ 3,60 na semana anterior. No mercado já existem os que acreditam num novo piso para a taxa de câmbio, agora entre R$ 3,30 e R$ 3,20. Esta Consultoria trabalha com R$ 3,40 ao fim deste ano.

Agendas

Corporativa – 04/07/2016

Econômica – 4 a 8 de julho