A Bovespa retorna do feriado pelo aniversário de São Paulo em meio a um ambiente mais positivo, principalmente no exterior, onde o Dow Jones superou ontem a barreira dos 20 mil pontos. O S&P 500 e o Nasdaq também atingiram níveis recordes, acompanhando as expectativas de que Donald Trump cumprirá suas promessas de estímulos econômicos e investimentos. Adicionalmente, a alta é reflexo dos recentes dados econômicos e dos balanços corporativos, que vêm superando as estimativas. Por aqui a safra de Demonstrações Financeiras de 2016 tem início com o Santander BR (veja mais no item Balanços 2016), com investidores acompanhando as negociações das dívidas entre União e Estados. As bolsas europeias operam em alta, assim como os futuros do Dow Jones e S&P 500. Já o Ibovespa futuro, às 9h41, registrava alta de 0,82%.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro superou a resistência representada pelo topo formado em 66.650 pontos e depois de breve indefinição para corrigir a velocidade do avanço inicial, poderá retomar sua trajetória altista (comentário feito às 09:14 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

O dólar-futuro está em situação neutra, precisando ultrapassar a resistência de R$ 3,181 para indicar um repique até R$ 3,206 ou perder o suporte de R$ 3,16, para sinalizar a continuação da anterior trajetória baixista na direção do objetivo situado em 3,145 (comentário feito às 09:14 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

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Balanços 2016

O Santander Brasil estreia hoje a temporada de publicação das Demonstrações Financeiras do Exercício Social de 2016.

Confirmados para a semana que vem temos os Balanços da Cielo e Fibria, na segunda-feira, Klabin na quarta-feira e Banco Bradesco e Tim na quinta-feira.

Santander BR

Fechou o 4T16 com lucro líquido gerencial (exclui ágio decorrente da aquisição do Banco Real) em R$ 1,989 bilhão, expansão de 5,6% ante o 3T16. Pelo viés societário, o lucro líquido foi de R$ 1,537 bilhão e evolução de 7,1% ante o 3T16. No ano de 2016 e pelo conceito gerencial o lucro líquido foi de R$ 7,339 bilhões, contra R$ 6,624 bilhões em 2015 (+10,8%). Esse crescimento refletiu as reprecificações dos empréstimos redundando em melhores spreads, ganhos com tesouraria diante da taxa de juros elevada, controle dos gastos operacionais e avanços com receitas de serviços. Por outro lado, houve pressionamento das despesas com provisões para crédito, visto que o índice de inadimplência atingiu 3,4% em 2016, contra 3,2% em 2015. Contudo, frisa-se que no 3T16 esse índice foi de 3,5%, logo uma residual queda entre o 4T16 e o 3T16. O saldo da carteira de crédito ampliado, por sua vez, registrou queda de 5,6% em 2016. Ressalta-se que o segmento de grandes empresas registrou recuo de 8,3% e o de pequenas e médias empresas outra queda de 7,6%. O primeiro por conta da apreciação do câmbio e o segundo devido ao quadro recessivo e ampliação de risco. Já no segmento de pessoa física houve aumento de 7,8%, sobretudo em consignado diante das melhores garantias.

Economia em Foco

Reunião do CMN promete. Nesta quinta-feira teremos reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). Não se sabe se o debate sobre a TJLP avançará, mas de antemão, já podemos antecipar o seu teor. Há uma movimentação no BNDES pela mudança de metodologia de cálculo deste índice de longo prazo, voltado ao financiamento do setor produtivo. Atualmente, a taxa é de 7,5%, num claro descasamento com a de curto prazo, a taxa Selic, a 13%. O objetivo aqui é que a TJLP deixe de usar a metodologia do BNDES e passe a se basear nas variações das NTN-Bs de cinco anos, emitidas pelo Tesouro. Haveria um período de transição, de adaptação, para a consolidação deste processo. Objetivo é retirar estes “subsídios implícitos”, embutidos na TJLP, visando uma “convergência” nas taxas de juros cobradas no mercado.

Confiança do Comércio avança. Depois de alguns meses de indefinição parece que iniciamos 2017 com renovação de ânimos. Na quarta-feira o ICC veio em boa alta (+6,2 pontos, a 79,3). Agora foi a vez do Índice de Confiança do Comércio (ICOM), também em recuperação, avançando 0,6 ponto e passando de 78,3 para 78,9 pontos, maior nível desde outubro passado. Segundo a FGV, “após avançar 10 pontos entre fevereiro e agosto do ano passado, a confiança do comércio estabilizou-se entre 78 e 80 pontos nos últimos seis meses. O segmento parece incomodar-se pouco com a incerteza do ambiente político e muito com o custo e a disponibilidade de crédito para consumo. Assim, é possível que aceleração da queda dos juros, sinalizada em janeiro pelo BACEN, colabore para que a confiança do Comércio – ainda muito baixa em termos históricos – volte a registrar ganhos nos próximos meses”. Estas duas sondagens se recuperando podem configurar uma tendência para este ano.

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