Os mercados acionários operavam à espera dos dados de empregos dos EUA, importante indicador utilizado pelo Fed para balizar sua política de juros. Divulgado há pouco, o payroll indicou a criação de 151 mil postos de trabalho em agosto, com taxa de desemprego de 4,9%, ambos abaixo das expectativas. Assim as bolsas reagiram positivamente, com o entendimento de que a alta dos juros não venha em setembro, passando a subir com maior vigor. Na Europa os índices acionários sobem ao redor de 1%, enquanto nos EUA os contratos futuros de Dow Jones e S&P 500 avançam por volta de 0,3%. Já por aqui o Ibovespa futuro acompanhou seus pares internacionais e passou a subir, registrando 0,80%, às 9h39.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro precisa ultrapassar a resistência imediata de 59.200 pontos para atingir a reta de baixa (59.500 pontos) e tentar reverter sua trajetória baixista. Caso perca o suporte de 58.870 pontos, indicará possibilidade de novas quedas até os fundos formados em 58.275 e 58.090 pontos.

O dólar-futuro testa a resistência imediata de R$ 3,29 e se conseguir vencê-la indicará possibilidade de nova arrancada na direção do topo formado em R$ 3,316 (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

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Economia em Foco

Pesquisa Industrial Mensal (PIM): alta de 0,1% em julho, na comparação com junho, e recuo de 6,6% ante jul/2015. Indicou quedas de 8,7% e 9,6% nos acumulados em 2016 e em 12 meses, respectivamente. Com avanço em 11 dos 24 ramos, os maiores impactos vieram de produtos alimentícios (2,0%), indústrias extrativas (1,6%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (5,8%). Entre as grandes categorias econômicas: Bens de capital (-2,7%); bens intermediários (1,6%) e; bens de consumo (3,3%). Os dados de julho da indústria mostram que um lento processo de recomposição de estoques e de retomada dos bens duráveis começa a acontecer, diante da perspectiva de renovação do poder e de medidas mais pragmáticas e “amigáveis” ao mercado. Isto, inclusive, pode ser visto pelo PIB do segundo trimestre, com a indústria e os investimentos reagindo. Para este segundo semestre vislumbramos alguma recuperação, com o pior da crise ficando para trás. No desempenho da indústria no ano, deve fechar recuando cerca de 6,0% a 7,0%.

IPC-Fipe: registrou alta de 0,11% na 4ª quadrissemana de agosto, contra -0,03% na última divulgação. Dos sete grupos pesquisados, quatro assinalaram aceleração: Alimentação (0,31% para 0,74%), Transportes (-0,07% para -0,02%), Saúde (1,21% para 1,41%) e Vestuário (-0,35% para 0,21%). As desacelerações ocorreram nos grupos Habitação (-0,53% para -0,57%), Despesas Pessoais (0,12% para 0,05%) e Educação (0,06% para -0,05%). Apesar da inflação em baixa na comparação de agosto (0,11%) contra julho (0,35%), o IPC de São Paulo já sinaliza alguns repiques na passagem da 3ª para 4ª quadrissemana, com destaque para os grupos Alimentação e Saúde, podendo registrar aceleração ao longo deste mês.

EUA – Payroll: o Departamento de Trabalho dos EUA informou a criação de 151 mil vagas no mercado de trabalho norte-americano em agosto, abaixo da expectativa de mercado (180 mil) e do mês anterior (275 mil, revisado de 255 mil). A taxa de desemprego foi de 4,9%, em linha com julho e levemente acima da expectativa de 4,8%. Os ganhos médios por hora dos trabalhadores no setor privado avançaram 0,1%, de 0,3% no mês anterior. A semana média trabalhada foi de 34,3 horas, levemente abaixo da expectativa de mercado (34,5) e do aferido no mês anterior (34,4 horas, revisado de 34,5).

EUA – Balança Comercial: apresentou déficit de US$ 39,5 bilhões em julho, ante déficit de US$ 44,7 bilhões em junho (dado revisado de -US$ 44,5 bilhões). A expectativa de mercado apontava para déficit de US$ 43,0 bilhões.

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