O exterior segue envolto de incertezas vindas dos EUA, tanto de Donald Trump quanto do Fed, que ontem manteve sua taxa de juros sem explicitar quando poderia voltar a elevar os juros, apesar de ressaltar que isto ocorrerá gradualmente. Os dados econômicos norte-americanos devem atrair o foco dos agentes do mercado, uma vez que estes vêm mostrando números positivos e podem colaborar para futuras decisões do Fed.

Por aqui a agenda de indicadores está vazia, com a safra de balanços restrita ao Bradesco, que divulgou há pouco seus números de 2016, e TIM Part, após o fechamento do mercado. Os investidores também deverão estar atentos à eleição da presidência da Câmara e da escolha do novo relator da Lava Jato no STF.

As bolsas europeias têm comportamentos divergentes, com ligeiras altas em Londres e Paris, enquanto em Frankfurt o sinal é negativo. Os futuros do Dow Jones e S&P 500 caiam 0,4%. Já o Ibovespa futuro, às 9h39, registrava baixa de 0,65%.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em queda e se perder o suporte imediato de 64.450 pontos poderá atingir 64.075/64.000 pontos. Caso consiga se sustentar acima deste apoio imediato, poderá voltar a oscilar no interior do grande triângulo e alternar momentos de alta ou baixa (comentário feito às 09:12 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

O dólar-futuro deu continuidade à trajetória baixista, mas é pouco provável que perca o suporte representado pelo fundo formado em R$ 3,125 sem prévio congestionamento intraday ou tentativa de recuperação (comentário feito às 09:12 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

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Balanços 2016

Bradesco

O lucro líquido ajustado de 2016 foi de R$ 17,121 bilhões, com redução de 4,2% em relação a 2015 (R$ 17,873 bilhões). O lucro líquido contábil foi de R$ 15,084 bilhões, contra R$ 17,190 bilhões em 2015 (-12,3%). Considere-se que em 2015 ocorreram ganhos com ativação de créditos tributários, bem como em 2016 mais gastos com PDD. A carteira de crédito expandida em dezembro de 2016 atingiu R$ 514,990 bilhões, com aumento de 8,6% em relação ao saldo de dezembro de 2015. As operações com pessoas físicas totalizaram R$ 172,045 bilhões (crescimento de 16,4% em relação a dezembro de 2015), enquanto as operações com pessoas jurídicas atingiram R$ 342,945 bilhões (aumento de 5,1% em relação a dezembro de 2015). O índice de inadimplência acima de 90 dias continuou pressionado, ao atingir 5,5% em dezembro de 2016, contra 5,4% em setembro de 2016 e 4,2% em dezembro de 2015.

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