O exterior segue trazendo boas perspectivas para a Bovespa nesta terça-feira. As expectativas por medidas de estímulos no Japão e China continuam sustentando as altas nas bolsas estrangeiras, se refletindo no Ibovespa futuro que, às 9h36, subia 1,23%. As commodities também seguem em alta, com o minério de ferro no mercado à vista chinês subindo 6,1% e o petróleo em alta superior a 2%. A exceção do dia é o FTSE-100, da Bolsa de Londres, que cai ligeiramente, ainda impactado pelo “Brexit” e às vésperas da ascensão de Theresa May como primeira-ministra do Reino Unido. Internamente a eleição do novo presidente da Câmara dos Deputados, que deve ocorrer na noite de quarta-feira, ainda tem destaque, além das movimentações para a votação da meta fiscal de 2017.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em alta e ultrapassou a marca de 55.000 pontos, mas como trabalha com elevados níveis no Indicador de Força Relativa, é possível que não consiga sustentar os avanços sem prévio congestionamento intraday.

O dólar-futuro testa a base (R$ 3,305) do congestionamento lateral em função da abertura baixista e se perder este suporte aumentará as chances de continuação da atual trajetória na direção dos objetivos situados em R$ 3,266 e R$ 3,221 (comentários feitos às 09:09 h e baseados nos gráficos intraday de 60’).

Economia em Foco

Vendas no varejo caem em maio
Segundo o IBGE, a PMC mostrou que o volume de vendas no varejo recuou 1,0% em maio, na comparação com abril. Contra maio de 2015, o volume de vendas registrou queda de 9,0%. Em 12 meses, a queda do volume foi de 6,5% e o acumulado de 2016 é de -7,3%. A média móvel trimestral com ajuste sazonal teve queda de 0,5%. Seis das oito atividades que compõem o varejo apresentaram variações negativas, com destaque para Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,4%, ante avanço de 1,7%) e Móveis e eletrodomésticos (-1,3%, ante -1,9%). Vale citar a estabilidade nas vendas em Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (ante avanço de 1,0%). As vendas no varejo ainda continuarão vacilante, devido ao nível de endividamento dos consumidores, em um período de juros elevado. Ao final do ano, projetamos uma retração nas vendas em torno de 5,0%.

IPC-Fipe acelera na 1ª quadrissemana de julho
A Fipe divulgou o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da 1ª quadrissemana de julho no município de São Paulo, que registrou alta de 0,78%, contra 0,65% na última divulgação. Dos sete grupos pesquisados, quatro assinalaram aceleração: Alimentação (1,17% para 1,86%), Transportes (0,09% para 0,16%), Saúde (0,42% para 0,71%) e Educação (0,16% para 0,20%). As desacelerações ocorreram nos grupos Habitação (0,80% para 0,67%), Despesas Pessoais (0,34% para 0,29%) e Vestuário (0,32% para 0,12%).

Agendas

Corporativa – 12/07/2016

Econômica – 12/07/2016