Após o feriado nos EUA reduzir quase pela metade o volume financeiro na Bovespa na sessão de ontem, nesta terça-feira ainda deveremos ter um pregão com negócios reduzidos, desta vez pela véspera do feriado no Brasil (Dia da Independência). Nas bolsas europeias o sinal positivo predomina, com exceção para Londres, onde a queda do petróleo pressiona o índice local. Ainda no Velho Continente os investidores aguardam a reunião de política monetária do BCE, a ser realizada na quinta-feira, enquanto avaliam alguns dados econômicos divulgados há pouco. Sobre estes, houve crescimento de 0,3% do PIB da zona do euro no 2T16, em linha com as estimativas, e alta de 0,2% em julho das encomendas à indústria na Alemanha. Por aqui os investidores avaliam a ata da última reunião do Copom, com os juros futuros operando com ligeiro viés de queda nos contratos mais curtos, mas com alta nos longos. Já o Ibovespa futuro sinalizava indefinição e, às 9h38, subia na margem (+0,02%).

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro precisa ultrapassar a resistência imediata de 60.565 pontos, para permitir a expectativa de que poderá atingir e até mesmo superar o topo formado em 60.730 pontos. Por outro lado, em caso de perda do suporte de 60.185 pontos existirá possibilidade de acontecer uma queda na direção do objetivo situado em 59.875 pontos.

O dólar-futuro mostra condição baixista e se perder mesmo o suporte imediato de R$ 3,293 poderá estender a queda até o objetivo situado em R$ 3,265 (comentário feito às 09:13 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

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Economia em Foco

Ata do Copom
A reunião do dia 31 de agosto reafirmou “que uma flexibilização das condições monetárias dependerá de fatores que permitam maior confiança no alcance das metas para a inflação nos horizontes relevantes para a condução da política monetária, em particular da meta de 4,5% em 2017. Para o Copom, “os componentes do IPCA mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica indicam desinflação em velocidade adequada e que ocorra redução da incerteza sobre a aprovação e implementação dos ajustes necessários na economia, incluindo a composição das medidas de ajuste fiscal, e seus respectivos impactos sobre a inflação. O Comitê avaliará a evolução da combinação desses fatores.” Dessa forma, acreditamos numa da taxa básica de juros ao final desse ano a 13,75%.

Estimativa da Safra 2015/2016: a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizou 186,1 milhões de toneladas na oitava estimativa, 11,1% abaixo da Safra 2014/2015 (209,4 milhões/ton). A estimativa da área a ser colhida recuou 0,4% sobre 2014/2015. Arroz, milho e soja, responsáveis por 92,6% da estimativa da produção, responderam por 87,8% da área a ser colhida. Houve acréscimo de 3,0% na área da soja e redução de 1,3% e 9,8% nas áreas do milho e do arroz, respectivamente. Referente à produção, houve redução de 0,8% para a soja, 14,9% no arroz e 23,4% no milho. Entre as Grandes Regiões, a produção avançou 2,3% no Sudeste (totalizando 19,7 milhões de toneladas) e reduziu 17,9% no Norte (6,3 milhões de toneladas) e 38,1% na região Nordeste (10,3 milhões de toneladas).

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