O Ibovespa futuro indica uma abertura baixista para nosso mercado acionário, refletindo a cautela do exterior, onde as bolsas operam voláteis enquanto aguardam os indicadores econômicos norte-americanos. O cenário político interno também impõe cautela, com a previsão das votações no Senado da PEC do Teto de Gastos e do projeto de combate à corrupção na Câmara. Além disso, fatores que ontem impulsionaram as ações da Vale e Petrobras e ajudaram o Ibovespa a descolar do desempenho das bolsas dos EUA, hoje podem prejudicá-las. Ao contrário de ontem, o minério de ferro na China fechou em forte baixa, enquanto os futuros de petróleo também operam em queda nesta manhã, no aguardo da reunião da Opep que poderá definir um corte na produção da commodity. O Ibovespa futuro, às 9h36, operava com queda de 1,00%.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro está corrigindo o forte avanço anterior e poderá atingir o objetivo imediato situado em 62.400 pontos ou possivelmente ingressar em um congestionamento intraday. De qualquer modo, não indicará novas altas enquanto não ultrapassar a resistência representada pelo topo formado em 63.390 pontos (comentário feito às 09:12 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

O dólar-futuro testou o suporte imediato de R$ 3,385, mas somente sua efetiva perda indicará possibilidade de uma queda até os objetivos situados em R$ 3,36 e R$ 3,338. Por outro lado, para sinalizar chance de novas altas será necessário o rompimento da resistência imediata de R$ 3,415 (comentário feito às 09:12 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

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Economia em Foco

Índice de Preços ao Produtor (IPP): variou 0,10% em outubro, ante 0,47% em setembro e 1,77% em out/2015. No acumulado do ano, o índice recuou 0,36% e recuou 1,13% em 12 meses. Das 24 atividades, 15 apresentaram variações negativas. As maiores variações ocorreram em bebidas (4,50%), perfumaria, sabões e produtos de limpeza (2,21%) e indústrias extrativas (-1,94%). Entre as Grandes Categorias Econômicas: Bens de Capital (0,01%), Bens Intermediários (-0,48%) e Bens de consumo (1,03%).

IGP-M: variou -0,03% em novembro, ante 0,16% no mês anterior e 1,52% em novembro/2015. O acumulado em 2016 é de 6,60% e 7,12% em 12 meses. O IPA variou -0,16%, ante 0,15% com desaceleração nos índices de Bens Finais (-0,82%, ante 0,07%), destacando o grupo alimentos processados (-0,08%, ante 1,58%), e Bens Intermediários (-0,43%, ante 0,04%). Matérias-Primas Brutas (0,90%, ante 0,36%) apresentou variação positiva. O IPC foi de 0,26%, ante 0,17%, com 5 das 8 classes acelerando, destacando-se o grupo Educação, Leitura e Recreação (0,32%, ante -0,24%), com o item show musical passando de -5,02% para 1,56%. O INCC repetiu a variação de 0,17% do mês anterior.

PNAD Contínua: a taxa de desocupação foi estimada em 11,8% no trimestre encerrado em outubro, ante 11,6% entre mai-jul/2016 e 8,9% entre agosto-outubro do ano anterior. A população desocupada (12,0 milhões) permaneceu estável sobre o trimestre anterior e avançou 32,7% sobre o ano anterior. A população ocupada (89,9 milhões) caiu 0,7% sobre o trimestre maio-julho/2016 e 2,6% sobre o ano anterior. O número de empregados com carteira assinada (34,0 milhões) recuou 0,9% sobre o trimestre anterior e 3,7% sobre o mesmo período de 2015. O rendimento médio real (R$ 2,03 mil) cresceu 0,9% sobre o trimestre anterior e caiu 1,3% em relação a ago-out/2015. Lembramos que a taxa de desocupação de outubro repete a taxa do trimestre terminado em setembro. No entanto, veio abaixo da expectativa de desocupação de 12,0%. A esperada relativa recuperação de final de ano no comércio ainda, de fato, não ocorreu. Para o próximo ano, mantemos a nossa expectativa de piora do desemprego em 12,5% da PEA.

Agenda

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Econômica

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