O Ibovespa futuro mais uma vez mostra indefinição no rumo dos negócios, apesar da oscilação ligeiramente positiva dos primeiros minutos da sessão. Enquanto a cena política não traz novidades, os investidores avaliam a divulgação da produção industrial brasileira, que subiu levemente em novembro ante o mês anterior, enquanto aguardam por dados econômicos dos EUA. Na Europa os acionários operam com quedas marginais, assim como os futuros de Dow Jones e S&P 500 nos EUA. Às 9h39, o Ibovespa futuro registrava ligeira alta de 0,27%.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro experimenta alguma recuperação no interior do congestionamento lateral, mas somente a partir da superação da resistência representada pelo topo formado em 62.885 pontos confirmará a manutenção da trajetória altista (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

O dólar-futuro abriu em baixa e testando o suporte representado pelo fundo formado em R$ 3,235, que sendo perdido aumentará as chances de extensão da queda até R$ 3,21 (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

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Gestão das Cias Abertas

Telefônica Brasil

Amos Genish renunciou aos cargos de membro do Conselho de Administração e de Presidente do Comitê de Estratégia. No Conselho e no Comitê assume José María Del Rey Osorio. O espanhol permanece nos cargos até a AGO de 2019.

Economia em Foco

Ata do Fomc: “incertezas consideráveis” no horizonte

Foi divulgada a ata da reunião do Fomc (dias 13 e 14/dez) nesta quarta-feira e o que se viu foram “incertezas consideráveis” no horizonte, devido aos possíveis efeitos das decisões de Donald Trump sobre a economia norte-americana. Todos os diretores regionais foram unânimes em afirmar que os estímulos fiscais para a infraestrutura e o corte de impostos devem impulsionar a economia, mas ninguém sabe direito em que intensidade isto deve se dar. Lembremos que a taxa de juros de curto prazo foi elevada ao range de 0,5% a 0,75% em dezembro último, na primeira movimentação desde dezembro de 2015. Todos consideram que a economia deve crescer mais, mas não deixaram de mencionar seus riscos, como a valorização do dólar, a instabilidade financeira em outros países e o fato da taxa ainda estar muito baixa, colocando em risco a “formação e ruptura de bolhas”. Também destacaram os riscos inflacionários, gerados pela elevação do barril de petróleo, mas acharam que o dólar mais valorizado deve mitigar este impacto. Ressaltemos que o índice de Gastos com Consumo Pessoal (PCE), índice de referência do Fed, acelerou a 1,4% em novembro, pela taxa anualizada, na maior elevação em dois anos. Janet Yellen, presidente do Fed, por fim, ressaltou a “nuvem de incertezas” sobre como Trump deve empreender sua política econômica, especialmente, a fiscal, seus efeitos sobre a economia, e como as condições financeiras globais devem evoluir. Se mostrou otimista com o progresso da economia norte-americana, sem deixar de mostrar cautela com o “ciclo Trump”.

Produção industrial sobe 0,2% em novembro

O IBGE divulgou a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) nacional de novembro, que assinalou alta de 0,2% na produção industrial em relação ao mês anterior, que havia registrado queda de 1,2%, na série livre de influências sazonais. Mas em relação a novembro/2015, a Indústria assinalou retração de 1,1%, sendo a trigésima terceira taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação. No ano a queda foi de 7,1% e em doze meses chegou a -7,5%, recuo menos intenso que outubro (-8,12%). Na análise mensal houve aceleração em 13 dos 24 ramos pesquisados, com destaque para o avanço de 6,1% registrado por veículos automotores, reboques e carrocerias, seguido por indústrias extrativas (1,5%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (6,6%), máquinas e equipamentos (2,4%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (4,4%), produtos de minerais não-metálicos (2,2%) e produtos de borracha e de material plástico (2,2%). Entre as grandes categorias econômicas, Bens de capital avançou 2,5%, Bens intermediários foi a 0,5% e apenas 0,1% para Bens de consumo, com Bens de consumo duráveis crescendo 4% e Bens de consumo semiduráveis e não duráveis caindo 0,5%. Acreditamos que a produção industrial finalizará 2016 em queda entre 6% e 7%, motivados pelos reveses que a economia vem sofrendo.

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