Enquanto o exterior apresenta desempenho positivo nas principais bolsas, o Ibovespa futuro mostra ligeira tendência de queda. Os balanços corporativos acima das perspectivas ajudam a sustentar as altas dos índices acionários europeus, que também contam com a valorização do petróleo e o superávit comercial recorde da Alemanha como fatores positivos.

Por aqui os resultados corporativos de 2016 ganham espaço, enquanto a cena política segue no radar e a Moody’s faz sua visita de revisão anual. O Ibovespa futuro, às 9h42, registrava queda de 0,02%.

Internamente ainda podemos destacar a estréia das ações da Movida, além dos indicadores de inflação, como o IPCA e IPC-S (veja mais em Economia em Foco).

As bolsas europeias operam com ligeiras altas, amparadas por bons resultados corporativos, mas ainda influenciadas por incertezas no cenário político nos principais centros. Vale lembrar que hoje ocorrerá a última rodada de votação na Câmara dos Comuns do projeto de lei sobre o Brexit, que em seguida iria para a Câmara dos Lordes.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro penetrou na reta de baixa, mas precisa ultrapassar a imediata zona de resistência (65.560/65.630 pontos) para confirmar o ingresso em mais importante manifestação altista. O suporte mais próximo está situado em 64.370 pontos e se for perdido indicará possibilidade de nova queda até o fundo formado em 63.855 pontos (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

O dólar-futuro terá que ultrapassar a resistência imediata situada em R$ 3,145, para atingir o topo formado em R$ 3,152 (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

Assista ao vídeo da Análise Gráfica

Balanços 2016

Banco Pan

Fechou 2016 com prejuízo líquido individual de R$ 237,238 milhões, contra lucro líquido de R$ 8,052 milhões em 2015, mas nesse período houve forte ativação de créditos tributário, logo o lucro assinalado ocorreu pela via extra operacional. Com efeito, o Banco Pan, por operar focado em crédito, sentiu os impactos do quadro recessivo, com pressionamento da inadimplência nas carteiras de pessoa física e jurídica, o que exigiu reforço de PDD. Em tal cenário, sua estratégia foi adotar maior seletividade na concessão de crédito, além de reduzir as operações com empresas e veículos, priorizando o consignado (em especial INSS), que já perfaz 41% do total da carteira em dezembro de 2016, contra 29% em dezembro de 2015 (+20 p.p.). Na parte de funding, cedeu boa parte da carteira de veículos, bem como consignado e imobiliário. De qualquer forma, o alto patamar da Selic, a necessidade de provisões e a nova regra de contabilização das despesas do consignado influenciaram o elevado prejuízo em 2016.

Banrisul

Fechou 2016 com lucro líquido de R$ 659,7 milhões, contra R$ 848,8 milhões em 2015 (-22,3%). No 4T16, o lucro foi de R$ 165,0 milhões, contra R$ 149,5 milhões 4T15 (+5,9%). A receita de serviços e tarifas bancárias avançou 17,7% em 2016 sobre 2015, ficando em R$ 1,7 bilhão. No 4T16, a receita foi de R$ 430,7 milhões, ante R$ 399,3 milhões no 4T15. As despesas administrativas recorrentes foram de R$ 3,5 bilhões no 12M16, crescendo 14,2% sobre 2015, enquanto no 4T16, a despesa foi de R$ 951,8 milhões, ante R$ 827,3 milhões no 4T15.

Duratex

Com queda de 5,3% e de 2,6% nos volumes expedidos, respectivamente, de produtos Deca e de Painés, a Duratex atingiu receita líquida consolidada em 2016 de R$ 3,910 bilhões, apenas 1,3% abaixo da receita obtida em 2015. Custo de produção mais elevado e despesas financeiras extras determinaram lucro de apenas R$ 26 milhões vs R$ 192 milhões em 2015. Dívida líquida em alta e patrimônio líquido em baixa completam o quadro de 2016. Mesmo assim, a Duratex declarou dividendos referente ao exercício social de 2016 de R$ 0,00877980041 por ação.

Suzano Papel

Em 2016 o lucro líquido atribuído aos sócios da empresa controladora atingiu R$ 1,692 bilhão vs prejuízo de R$ 925 milhões em 2015. O motivo: variações monetárias e cambiais que impactaram o resultado de 2016 positivamente em R$ 1,4 bilhão, enquanto que o impacto foi negativo em R$ 2,8 bilhões em 2015, em função da variação da taxa de câmbio sobre a exposição de balanço entre a abertura e o fechamento do ano. Do lado operacional houve queda da receita líquida de vendas, expansão do custo de produção e impacto negativo do ajuste ao valor justo do ativo biológico. A alavancagem foi reduzida para 2,6x a dívida líquida/Ebitda ajustado ao final de 2016.

Economia em Foco

Prévia do IGP-M de fevereiro desacelera

O IGP-M do primeiro decêndio de fevereiro variou 0,10%, bem abaixo de 0,86% em igual período de janeiro. A variação acumulada em doze meses foi a 5,40%. Os preços no atacado se mantiveram estáveis, com recuo nos agropecuários e nos industriais. Já o IPC também cedeu. O IPA-M registrou apenas 0,01% em fevereiro, ante 1,13% no mês anterior, com desacelerações nos agropecuários, de 0,84% para -0,59%, e nos industriais, de 1,84% para 0,24%. Bens finais passaram de 0,64% para -1,02% e Matérias-Primas Brutas, de 1,92% para -0,18%. Contribuíram para essa desaceleração: os itens: minério de ferro (de 16,23% para -0,76%), aves (de -0,50% para -7,22%), carne bovina (de 2,26% para -5,12%) e milho em grão (de -1,52% para -4,75%). Já o IPC-M passou de 0,40% em janeiro para 0,22% em fevereiro, com quatro das oito classes desacelerando. Destaque para Alimentação (de 0,52% para -0,41%), com o item carne bovina, cuja variação passou de 1,52% para -1,62%. Por fim, o INCC-M assinalou 0,39% em fevereiro, ante 0,22% no mês anterior. Tendência para o IGP-M é no atacado, continuar recuando, dada a apreciação cambial em curso e o recuo de algumas commodities, e no varejo se manter pressionado, decorrente de fatores sazonais.

Agenda

Corporativa

Econômica

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