O Ibovespa futuro opera volátil nesta manhã, após abrir em alta superior a 0,50% e passar a operar no negativo ainda na primeira meia hora de operações. O cenário político conturbado ainda traz incertezas, mas a expectativa de aprovação no Senado da PEC do Teto dos Gastos Públicos ajuda a amenizar as tensões dos investidores. No exterior as bolsas operam em alta, amparadas pela valorização do petróleo e por dados positivos da China, onde a produção industrial e as vendas no varejo superaram as estimativas. A reunião de política monetária do Fed, que será finalizada amanhã, é mais um elemento de cautela para os investidores, mas a expectativa majoritária aponta para uma elevação dos juros nesta reunião. O Ibovespa futuro, às 9h51, operava com ligeira queda de 0,49%.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro repicou depois de testar o suporte representado pelo fundo formado em 59.000 pontos, mas não confirmará uma recuperação de maior intensidade até que consiga ultrapassar a resistência imediata situada em 60.150 pontos (comentário feito às 09:13 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

O dólar-futuro tenta uma reação depois de seguidas quedas, mas sem permitir a expectativa de um repique mais forte enquanto permanecer abaixo da resistência imediata de R$ 3,374. Por outro lado, em caso de perda do suporte representado pelo fundo formado em R$ 3,355, aumentarão as chances de nova queda até R$ 3,335 (comentário feito às 09:13 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

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Economia em Foco

Brasília em chamas
Caíram como uma bomba as delações premiadas, vazadas neste final de semana por um ex-diretor da Odebrecht. O presidente Michel Temer e todo o “núcleo duro” do seu governo foram citados por terem recebido vultosos recursos da empreiteira. Para o presidente foram R$ 10 milhões, “usados em despesas de campanha”; Romero Juca, conhecido como “Resolvedor da República no Congresso”, Moreira Franco (“Angorá”), Eliseu Padilha, e muitos outros, também estão nas listas. E o pior é que ainda teremos muitas delações pela frente. Balançam as estruturas do Poder e do Congresso em Brasília. Em reação, várias reuniões de emergência aconteceram, com as articulações a toda para tentar responder a estas delações. Fala-se numa agenda positiva sendo aprovada à “toque de caixa”. No mercado, a reação deve ser a pior possível (ver “De olho no Bovespa”). Muitos já começam a achar que o presidente Temer não emplaca 2018. A pesquisa Eurasia, por exemplo, antes desta confusão, tinha probabilidade de 20%, mas agora deve ser bem mais elevada. Na agenda da semana teremos ainda a votação da “PEC do Teto” e do Orçamento, e uma reunião do Fomc, na qual o Fed deve deliberar pela elevação da taxa de juros em 0,25 ponto percentual, a 0,75%.

Pesquisa Focus. Depois do tsunami deste final de semana, as estimativas da Focus, daqui para frente, devem começar a ser ajustadas com mais freqüência. Na pesquisa do dia 9, neste ano o IPCA acabou ajustado de 6,69% para 6,52%, a taxa de câmbio passou de R$ 3,35 para R$ 3,39 e o PIB aprofundou a recessão, recuando 3,48%, contra 3,43% na semana anterior. Para o ano que vem, o IPCA passou de 4,93% para 4,90%, o câmbio foi mantido em R$ 3,45 e o PIB crescendo 0,7%, menor do que na semana anterior (0,8%). Em paralelo, a Top 5 ajustou o IPCA de 6,60% para 6,49% neste ano, já dentro do teto do sistema de metas de inflação, em 2017 reduzido de 4,76% para 4,55%, quase no centro da meta. A taxa Selic foi reduzida a 10,75% em 2017 e o câmbio, neste ano, passou de R$ 3,35 para R$ 3,40 e no ano que vem, acabou mantido em R$ 3,50. Estas delações premiadas da Odebrecht devem colocar fogo nos mercados. Estas cotações acabarão bem ajustadas.

Agenda

Corporativa

Econômica

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