O Ibovespa futuro operava, às 9h42, com queda de 1,23%, seguindo em maior intensidade a tendência vista no mercado internacional. Lá fora as bolsas ainda são pressionadas pela decepção com o BCE, que ontem não adotou novas medidas monetárias, além da queda do petróleo e preocupações com o teste nuclear da Coreia do Norte. Assim as bolsas da Europa caem ao redor de 0,6%, enquanto os futuros do Dow Jones e S&P 500 têm quedas de 0,45%. Por aqui o campo político volta a ganhar espaço, com as repercussões sobre as propostas de reforma trabalhista do governo, além das aprovações no Senado da MP 726, que trata da reforma administrativa que reduz de 32 para 26 ministérios, e da MP 727 que cria programa de parcerias com a iniciativa privada. O Congresso também promulgou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga até 2023 a chamada Desvinculação de Receitas da União (DRU).

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em baixa e testando o suporte imediato de 60.400 pontos, que se for mesmo perdido indicará possibilidade de extensão da queda até o fundo formado em 59.870 pontos.

O dólar-futuro manteve a recuperação provocada pelo esgotamento do Indicador de Força Relativa e poderá atingir a zona-objetivo situada em R$ 3,26/3,28 (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

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Economia em Foco

IPCA: avançou 0,44% em agosto, ante 0,52% em julho e 0,22% em ago/2015. O acumulado em 12 meses foi de 8,97% e em 2016 foi de 5,42%. Quatro dos nove grupos apresentaram desaceleração, destaque para o grupo Alimentação e Bebidas (de 1,32% para 0,30%), com os itens batata-inglesa (-8,00%) e o feijão-carioca (-5,60%). A desaceleração não foi maior devido ao impacto de Despesas Pessoais (0,70% para 0,96%), seguido por Saúde (0,61 para 0,80%. A variação do IPCA no mês veio dentro das expectativas, mas cabe salientar que o acumulado em doze meses aumentou de 8,74% em julho para 8,97% em agosto. No entanto, devemos aguardar desacelerações dos repiques vindos dos grupos de maiores impactos positivos no IPCA de agosto (Saúde e Despesas pessoais). A nossa expectativa para o IPCA ao final deste ano está em 7,2%.

Índice Nacional da Construção Civil: avançou 0,24% em agosto, ante 0,20% em julho. O acumulado em 12 meses foi de 5,98%. O custo nacional da construção, por metro quadrado subiu de R$ 1.009,76 para R$ 1.012,16 em agosto, sendo R$ 527,83 relativos aos materiais e R$ 484,33 à mão de obra. A parcela dos materiais recuou 0,03%, ante -0,11% e o valor da mão de obra ficou praticamente estável no mês (0,53%, ante 0,54%).

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