O Ibovespa futuro operava em baixa de 0,34%, às 9h39, indicando uma abertura negativa do mercado acionário brasileiro, em sentido contrário aos desempenhos das bolsas estrangeiras. Lá fora os investidores avaliam os dados da balança comercial chinesa em julho, que mostraram novas quedas nas importações e exportações. Entretanto, os dados apontaram avanço na demanda da China por commodities, como petróleo, minério de ferro e cobre, o que traz valorização para as ações do setor. Os dados positivos do mercado de trabalho dos EUA, divulgados na sexta-feira, ainda trazem algum viés positivo para as bolsas europeias, que sobem ao redor de 0,7%, com os futuros de Dow Jones e S&P 500 nos EUA também com sinal de alta. Por aqui os investidores iniciam a semana no aguardo da votação no Senado se a presidente afastada Dilma Rousseff vai a julgamento por crime de responsabilidade no processo de impeachment. Os balanços do 2T16 também deverão ganhar espaço, pois nesta semana sairão os resultados de Petrobras, Banco do Brasil e BMFBovespa, entre outros.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro testou o lado superior (58.030 pontos) da área de congestão em forma de triângulo, mas precisa ultrapassar esta resistência para permitir a expectativa de que também será superado o topo imediato de 58.340 pontos e mantida a trajetória altista. Caso seja perdido o suporte de 57.500 pontos (base da figura), existirá possibilidade de uma queda até mais ou menos 56.500 pontos.

O dólar-futuro testou o suporte representado pelo fundo formado em R$ 3,187, mas apresentando divergência no Indicador de Força Relativa e isto deverá impedir a perda deste apoio sem prévio congestionamento ou tentativa de recuperação até a resistência (topo) imediata de R$ 3,226 (comentários feitos às 09:12 h e baseado nos gráficos intraday de 601).

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Temporada de Balanços 2T16

ALPARGATAS
No 2T16 o lucro da Alpargatas foi 31% superior ao lucro do 2T15. O faturamento aumentou 8% e a geração de caixa expressa pelo Ebitda foi de R$ 114 milhões, 49% maior do que no 2T15. Destacou-se o bom desempenho no Brasil. Apesar do cenário econômico recessivo, o volume de vendas no mercado interno de sandálias (Havaianas e Dupé) e produtos Osklen registraram incrementos de 26% e 13%, respectivamente, ante o 2T15. O bem desempenho das vendas no mercado interno amenizou o arrefecimento da exportação e as dificuldades das operações na Argentina, explicando o relevante incremento no resultado líquido.

BB SEGURIDADE
Fechou o 2T16 com lucro de R$ 1,087 bilhão, queda de 10,5% ante o lucro de R$ 1,215 bilhão apurado no 2T15. Caso seja desconsiderado o ganho extraordinário obtido no segundo trimestre de 2015, haveria crescimento de 9,3% no lucro do 2T16. O retorno sobre o patrimônio líquido anualizado (ROA) foi de 55,2%. Excluindo o ganho extraordinário, as receitas de investimentos em participações societárias cresceriam 8,7% no comparativo com o 2T15, cujo destaque foi o desempenho da BB Corretora, sobretudo nos ramos pessoas, rural e previdência.

CREMER
Em virtude da cisão da Dental, efetuada em fevereiro, este foi o primeiro trimestre sem a consolidação dos números desta empresa nas demonstrações financeiras da Cremer. O lucro da Cremer foi de apenas R$ 321 mil no 2T16, queda de 93,1% ante o mesmo período do ano anterior. A receita líquida apresentou queda de 23,6% registrando R$ 163,4 milhões. Como consequência, o resultado operacional foi fraco e obteve redução de 78,4% quando comparado ao do 2T15. Já o resultado financeiro, contou com uma redução de 9,3% das despesas mas, ainda assim, se manteve negativo em R$ 13 milhões.

FERBASA
Apurou prejuízo de R$ 21,4 milhões, revertendo o lucro de R$ 79,2 milhões do 2T15. No semestre o prejuízo foi de R$ 8,7 milhões (-107,7%). O resultado operacional apresentou fraco desempenho durante a primeira metade do ano. O lucro operacional antes do resultado financeiro foi de apenas R$ 2,2 milhões no primeiro semestre de 2016, contra R$ 126,7 milhões no 1S15. As vendas no 1S16 registraram aumento de 39,6% em comparação com o 1S15, apesar da queda de 9,4% no mercado interno, devido à baixa demanda pela desaceleração da produção industrial brasileira de aços. Os esforços concentraram-se nas exportações, que aumentaram 320,6% no período, e redução do estoque de produtos acabados. O resultado financeiro também contribuiu para a piora do resultado final. A Ferbasa registrou receita financeira de R$ 3,6 milhões no 2T16 e despesa financeira de R$ 10,8 milhões no 1S16, quedas de 74,9% e de 263,6%, respectivamente, reflexo dos efeitos da variação cambial em consequência do aumento da exportação.

FER HERINGER
A Fertilizantes Heringer teve desempenho comercial bastante fraco no 2T16, registrando expressiva retração de 20% no faturamento líquido. A forte queda do faturamento reflete a estratégia desta empresa em reduzir a venda de fertilizantes convencionais e priorizar a venda de adubos especiais. A participação dos produtos especiais nas vendas totais da Companhia passou de 38% no 2T15 para 52% no 2T16. No 2T16, o volume entregue de produtos especiais cresceu 12%, passando de 387 mil toneladas para 435 mil toneladas. A forte queda no volume total comercializado, aliado à queda de 1 p.p. na margem bruta e o aumento das despesas foram determinantes para a Fertilizantes Heringer registrar geração de caixa, expressa pelo Ebitda, negativa em R$ 10 milhões.

Economia em Foco

Pesquisa Focus
As projeções para o PIB de 2016 passaram de -3,24% para -3,23%. Em 2017, a expectativa do PIB se manteve em 1,10%. Sobre os dados de inflação, as expectativas do IPCA em 2016 recuaram de 7,21% para 7,20% e de 5,20% para 5,14% no próximo ano. A perspectiva da Taxa Selic permaneceu em 13,50% ao fim de 2016 e em 11,00% ao fim de 2017. A expectativa para a Taxa de Câmbio permaneceu em R$ 3,30 ao fim de 2016 e em R$ 3,50 em 2017.

IGP-DI registrou deflação em julho
O IGP-DI registrou queda de 0,39% em julho, após a alta de 1,63% em junho. O índice acumula inflação de 5,61% no ano e 11,23% em 12 meses. O maior impacto veio pelo IPA-DI, caindo 0,81%, depois de avançar 2,10% no mês anterior. Essa queda foi motivada pelo item Matérias-Primas Brutas (de 2,22% para -2,34%) e Produtos Agropecuários (de 5,58% para -2,01%). Pelo lado do IPC-DI, a alta foi de 0,37% em julho, contra 0,26% em junho, e o INCC-DI registrou alta de 0,49%, abaixo de 1,93% no mês anterior. Essa deflação vista nos preços do atacado poderá perdurar neste mês, influenciando também no próximo, via os preços no varejo. Nossa expectativa é que o IGP-DI encerre o ano em torno de 8%.

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