O Ibovespa futuro sinaliza uma abertura em queda, acompanhando a tendência externa, onde os investidores já começam a concentrar suas atenções nas reuniões de política monetárias do Fed e BoJ, que se realizarão nos dias 20 e 21. As especulações sobre os rumos das taxas de juros definidas pelos bancos centrais dos EUA e Japão tornam os investidores mais cautelosos, trazendo ligeiras quedas nos índices acionários europeus e futuros do Dow Jones e S&P 500. Na Europa as bolsas também sofrem com as quedas de ações do setor bancário, após notícias de que o Departamento de Justiça dos EUA propôs que o Deutsche Bank pague US$ 14 bilhões para encerrar investigações sobre irregularidades em torno da venda de títulos hipotecários. Por aqui as atenções se voltam para o ajuste fiscal e a pressão dos Estados, principalmente do Norte e Nordeste, para obterem algum alívio financeiro na negociação de suas dívidas. O Ibovespa futuro operava, às 9h35, com baixa de 0,54%.

Foco Gráfico


O Ibovespa-futuro abriu em baixa, mas somente indicará possibilidade de extensão da queda até o fundo formado em 56.995 pontos se perder o suporte imediato de 57.665 pontos. Para sinalizar novas altas, será necessário o rompimento representado pelo topo de 58.695 pontos (comentário feito às 09:16 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

O dólar-futuro está rompendo o suporte imediato de R$ 3,309 e isto significa possibilidade de extensão da queda sinalizada na perda da reta de sustentação até o objetivo representado pelo fundo formado em R$ 3,26 (comentário feito às 09:16 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

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Economia em Foco

Pesquisa Mensal de Serviços (PMS): o volume do setor de serviços avançou 0,7% em julho em relação a junho, mas vem recuando 4,5% em relação a julho/2015. No acumulado em 12 meses e em 2016, a variação continua negativa, em 4,8% e 4,9%, respectivamente. Os segmentos que avançaram foram: Serviços prestados às famílias (3,2%), Outros Serviços (1,9%) e Serviços profissionais, administrativos e complementares (0,3%). Os Serviços de informação e comunicação ficaram estáveis, enquanto os Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (-0,3%). Cabe destacar que os serviços prestados às famílias cresce pelo segundo mês consecutivo, demonstrando leve recuperação. Agosto poderá refletir também a alta nas atividades turísticas, com as Olimpíadas no Rio de Janeiro.

IPC-S tem leve aceleração na última semana de julho
O IPC-S de 31 de julho, pela FGV, variou 0,37%, ante 0,36% na última divulgação. Quatro das oito classes apresentaram variação positiva, com destaque para Transportes (-0,07% para 0,25%), com a gasolina passando de -0,88% para 0,22%. Outros acréscimos: Saúde e Cuidados Pessoais (0,68% para 0,85%), Vestuário (-0,15% para 0,18%) e Comunicação (0,15% para 0,17%). As desacelerações ocorreram em: Alimentação (0,71% para 0,39%), Educação, Leitura e Recreação (0,72% para 0,71%) e Despesas Diversas (0,64% para 0,49%). O grupo Habitação ficou estável (0,14%).

EUA – CPI: o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou 0,2% em agosto, ante estabilidade no mês anterior. O resultado de veio levemente acima da expectativa de mercado (+0,1%). O núcleo do CPI, que exclui a variação dos alimentos e energia, avançou 0,3%, acima da expectativa média de mercado (0,2%) e do aferido em julho (0,1%).

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