Enquanto lá fora não há uma sinalização em comum, por aqui o Ibovespa futuro tenta se firmar em campo positivo, com investidores avaliando o IPCA-15 de dezembro e a aprovação pela Câmara dos Deputados do projeto de lei da renegociação das dívidas dos estados. A prévia da inflação oficial do mês deu mais força para a corrente que espera por uma aceleração nos cortes dos juros, enquanto a aprovação da renegociação das dívidas estaduais sem contrapartidas trouxe incertezas sobre um afastamento entre Executivo e Legislativo. No exterior as commodities têm um dia positivo, com o petróleo reagindo aos dados do American Petroleum Institute (API), que estimou redução nos estoques nos EUA, além do minério de ferro negociado no Porto de Tianjin (na China), que subiu 0,5%. Na Europa as bolsas firmaram-se em campo ligeiramente negativo, enquanto nos EUA os futuros de Dow Jones e S&P 500 operam sem tendência comum. Às 9h41 os contratos de Ibovespa futuro mostravam alta de 0,43%.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro precisa ultrapassar a resistência imediata de 58.940 pontos, para tentar atingir a reta de baixa em mais ou menos 59.450 pontos (comentário feito às 09:15 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

O dólar-futuro tem o suporte imediato em R$ 3,349, que se for perdido indicará possibilidade de nova queda até o fundo formado em R$ 3,318. Para indicar a possibilidade de um avanço, será necessário o rompimento da reta de baixa que neste momento passa em R$ 3,37 (comentário feito às 09:15 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

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Economia em Foco

Agenda do BACEN

Estamos fechando o duro ano de 2016 e seguem aparecendo novidades. Nesta terça-feira o BACEN anunciou uma “agenda de medidas estruturais” para o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Na verdade, foi muito mais um anúncio sobre o que se pretende para 2017. Falou-se da aproximação com os cidadãos, através da “Educação Financeira”, de estudos para reduzir o custo de crédito e aumentar a competição entre as “bandeiras” de cartões de crédito, de uma melhor relação entre BACEN e Tesouro, do aperfeiçoamento da regulação do SFN, etc. Nada de concreto, no entanto, foi anunciado para o curto prazo. Tudo ficou para ser melhor discutido no ano que vem.

Renegociação das dívidas dos estados

O Congresso finalizou a lei de renegociação em torno da calamitosa situação das dívidas estaduais (praticamente impagáveis). Este acabou aprovado, cheio de agrados, mas sem nenhuma contrapartida. Acabará vetado pelo Executivo para sanção presidencial. Temer já deixou isso bem claro ao afirmar que ˜contrapartidas são indispensáveis e serão cobradas”. Na verdade, esta renegociação das dívidas estaduais pode ser vista como uma derrota para o governo. O Congresso praticamente ignorou a proposta inicial do Ministro Henrique Meirelles e aprovou um “ajuste draconiano” em que aos estados foi dada uma anistia de dois anos e nada foi pedido em troca. Tal fato preocupa, pois pode indicar um gradual afastamento na relação entre Executivo e Legislativo. Acabou a lua de mel.

IPCA-15 a 0,19% em dezembro

Estão dadas as condições para o corte da taxa de juro na reunião do Copom de janeiro. Agora em dezembro o IPCA-15 veio ainda mais baixo, registrando 0,19%, depois de 0,26% no mês anterior. No ano o índice fechou próximo ao limite superior do sistema de metas de inflação, registrando 6,58%. Pelo desempenho mensal, os maiores recuos ocorreram em Alimentação e Bebida (de -0,06 para -0,18%), com destaque para feijão carioca, batata inglesa e tomate, Habitação, de 0,36% para -0,28%, Artigos de Residência, de 0,09% para -0,52%, entre outros. A forte queda destes grupos confirma a recessão em curso e o consumo das famílias em retração. Sendo assim, para a reunião do Copom de janeiro teremos mais um corte da taxa de juros, agora entre 0,5 e 0,75 ponto percentual, até porque em comunicados recentes Ilan Goldfajn já deu sinais sobre isso, ao se mostrar “sensível ao nível de atividade”.

Agenda

Corporativa

Econômica

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