Os investidores aguardavam nesta manhã o BCE, que optou por manter sua política monetária, sem a ampliação do período de vigência do programa de compra de títulos, conservando também a taxa de juros. Isto contrariou as expectativas, uma vez que se esperava ao menos a ampliação do prazo de compra de títulos, o que pesou sobre o desempenho das bolsas internacionais. A alta do petróleo nesta manhã ajuda a contrabalançar a decisão do BCE, colaborando para o melhor desempenho da Bolsa de Londres. O Ibovespa futuro sinalizava indefinição e, às 9h41, caia na margem (-0,12%). Por aqui ainda pode haver repercussão para a decisão do governo de enviar a proposta de Reforma da Previdência para o Congresso antes das eleições.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em ligeira queda, mas sem permitir a expectativa de uma correção mais forte enquanto permanecer acima da reta de sustentação (60.200 pontos). Por outro lado, para indicar possibilidade de retomada de sua anterior trajetória altista será necessário o rompimento da resistência representada pelo topo formado em 60.850 pontos (comentário feito às 09h12 e baseado no gráfico intraday de 30’).

O dólar-futuro praticamente atingiu a projeção representada pelo fundo formado em R$ 3,193, mas os excessivamente deprimidos níveis do Indicador de Força Relativa deverão impedir a continuação da queda sem prévio congestionamento ou pequena recuperação (comentário feito às 09h16 e baseado no gráfico intraday de 60’).

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Economia em Foco

IPC-S avança na primeira semana de setembro
O IPC-S de 7 de setembro, pela FGV, variou 0,34%, ante 0,32% na última divulgação. Três das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação (0,50% para 0,92%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item passagem aérea, cuja taxa passou de -3,39% para 4,20%. Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Alimentação (0,69% para 0,76%) e Habitação (0,10% para 0,11%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: frutas (5,61% para 8,45%) e tarifa de eletricidade residencial (-1,14% para -0,63%), respectivamente. Verificamos alguns aumentos pontuais nessa primeira prévia de setembro, mas os alimentos ainda continuam pressionados, podendo impactar o IPC ao longo do mês.

IGP-DI acelera em agosto
O IGP-DI subiu 0,43% em agosto, ante queda de 0,39% em julho. A taxa acumulada em 2016, até agosto, é de alta de 6,07%. Em 12 meses, o IGP-DI acumulou alta de 11,27%. O IPA teve variação positiva de 0,50%, ante queda de 0,81% no mês anterior. O índice relativo a Bens Finais subiu 0,52%, ante +0,03% em julho, impactado pelo subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -3,09% para 1,59%. O IPC registrou variação de 0,32% em agosto, ante 0,37% no mês anterior. Sete das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Apenas o grupo Alimentação (0,39% para 0,69%) apresentou acréscimo em suas taxas de variação. O INCC registrou, em agosto, taxa de variação de 0,29%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,49%. O IGP-DI foi pressionado pela alta no preço do atacado em agosto, com preços do varejo e no custo da construção em desaceleração. Acreditamos que o índice deverá acelerar este mês com relativa pressão no IPC, devido a repiques apontados no IPC-S.

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