As bolsas externas operam ligeiramente positivas nesta primeira sessão da semana, com investidores atentos às políticas de Donald Trump e à temporada de balanços. Na Europa há certa volatilidade, mas o viés altista se mantém mesmo com as quedas das ações do setor financeiro.

Por aqui o cenário político segue monitorado, pois durante a semana poderemos ter novidades sobre as delações dá Odebrecht. No campo corporativo, tivemos os balanços corporativos da Localiza e Porto Seguro, mas ao longo da semana a divulgações se intensificarão.

As principais bolsas europeias operam com ligeiros ganhos, assim como os futuros do Dow Jones e S&P 500. Já o Ibovespa futuro, às 9h40, registrava alta de 0,31%.

Perspectiva – 06 a 10 de fevereiro

Nas últimas semanas temos mostrado nosso viés otimista com relação ao desempenho do mercado acionário. Continuamos a manter essa postura para o próximo período, apesar de o reconhecermos como de intensa volatilidade.

Os indicadores de atividade (PMI) anunciados durante a semana para o mês de janeiro em diferentes países dão respaldo à postura de arriscar um pouco mais em ativos. Isso se espalha pelo mundo em recuperação e é válido também por aqui. Basta ver que os investidores estrangeiros alocaram recursos de pouco menos da metade de todo o ano passado, somente no mês de janeiro.

A liquidez no sistema financeiro internacional dá espaço para assunção de maior volume de risco pelos investidores e é fato que o Brasil, por conta das mudanças que estão sendo propostas, está de volta ao radar dos investidores. Basta continuar nesse rumo para que o fluxo de recursos canalizados seja mantido.

Com a volta de recesso do Judiciário e Legislativo e com novos presidentes nas duas Casas, tudo pode ser acelerado. Porém, os ruídos e vazamentos seletivos das delações serão inevitáveis e agregam maior volatilidade. Do lado do governo, a queda dos juros vai melhorar um pouco as contas públicas e dar um pouco mais de fôlego para as empresas. Podemos contar ainda com novas reformas microeconômicas por parte do governo, ajudando um pouco mais as empresas.

Somos de opinião que vamos conquistar novamente o patamar perdido do Ibovespa em 65.400 pontos, abrindo novamente o objetivo inicial próximo de 68.000 pontos, para depois consolidar e talvez buscar novos horizontes.

É claro que vamos precisar também de comportamento positivo de outros mercados importantes do mundo e que Trump adquira perfil mais amistoso e menos xenófobo.

Potencial dos Índices de Ações

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em ligeira alta, mas precisando ultrapassar a resistência imediata de 65.630 pontos para atingir e tentar superar ao topo formado em 65.895 pontos (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

O dólar-futuro está em situação indefinida, porém com viés baixista e poderá testar a zona de sustentação situada em R$ 3,125/3,123 (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

Assista ao vídeo da Análise Gráfica

Balanços 2016

Localiza

Ao atingir receita líquida consolidada de R$ 4,439 bilhões em 2016 a Localiza ratifica o crescimento médio anual de 15% em dez anos. Com relação a 2015 a receita avançou 13% e o lucro líquido caiu 2%, para R$ 409 milhões, em função de resultado financeiro negativo superior ao do ano passado.

Porto Seguro

No 4T16, o lucro líquido foi de R$ 304 milhões, com leve avanço de 3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já no ano de 2016, o lucro perfez R$ 923 milhões, com redução de 9%. Os prêmios auferidos cresceram 4% no ano, refletindo o avanço do número de veículos segurados, também em 4%, com 5,5 milhões de unidades no portfólio. Por outro lado, o índice combinado piorou (despesas operacionais/receitas operacionais, sem considerar o resultado financeiro), atingindo 99,1% (+2,6 p.p.). Com efeito, houve aumento da sinistralidade diante do avanço de roubos de veículos em algumas regiões do País. Por fim, o resultado financeiro minimizou a queda de lucro assinalada acerca de 2016, ao atingir R$ 1,2 bilhão, com avanço de 18%, diante da elevada taxa de juros do período.

Economia em Foco

Pesquisa Focus

Continuamos monitorando os indicadores projetados com uma lupa. Nos desta semana, para 2017 o IPCA acabou bem reduzido, de 4,7% para 4,54%, já dentro do teto do sistema de metas; o câmbio foi mantido em R$ 3,40; o PIB crescendo menos, de 0,5% para 0,49% e a taxa Selic mantida em 9,5%. Para 2018, respectivamente, foram mantidos em 4,5%, R$ 3,50, 9,0% e o PIB passando de 2,20% para 2,25%. No Top 5, o IPCA deste ano foi mantido em 4,45% e em 2018 a 4,50%, o câmbio em R$ 3,40 e R$ 3,42% e a taxa Selic, 9,5% em ambos os anos.

Reforma da Previdência

Deve entrar em discussão na Comissão Especial agora nesta semana. Objetivo aqui é conseguir a aprovação ao fim deste semestre, mas pode se prolongar até o final do ano. Riscos existem também em relação a sua formatação, correndo-se o risco de alterações da idade mínima, de 65 anos para 60, com diferenciação para as mulheres. Comenta-se também sobre o prazo para aposentadoria integral, em 49 anos, podendo ser reduzido para as mulheres a 45 anos.

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