O Ibovespa futuro aponta para uma abertura positiva no mercado acionário local, com menores preocupações com o cenário político. O IPCA de novembro ligeiramente abaixo das projeções também reforça as expectativas de intensificação nos cortes da taxa de juros básica (Selic) a partir de janeiro. No exterior as bolsas operam sem uma tendência comum, repercutindo a decisão do BCE em extensão do programa de compras de ativos para até o final de 2017, mas com redução no volume adquirido a partir de abril. O petróleo opera em alta, com investidores no aguardo pela reunião no final de semana entre membros da Opep e produtores de fora do cartel. O Ibovespa futuro, às 9h41, operava com alta de 0,93%.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro experimenta alguma recuperação, mas terá que ultrapassar a resistência imediata de 61.440 pontos para atingir a principal, situada em 62.200 pontos (comentário feito às 09:12 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

O dólar-futuro precisa ultrapassar a resistência imediata de R$ 3,408, para tentar estender o repique até R$ 3,444. Por outro lado, em caso de perda do suporte representado pelo fundo formado em R$ 3,393, poderá estender a atual trajetória baixista até R$ 3,38 (comentário feito às 09:12 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

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Economia em Foco

IPCA em queda deve abrir espaço para o BACEN
Veio em desaceleração o IPCA de novembro, registrando 0,18% contra 0,26% no mês anterior. No ano, acumulou alta de 5,97% e em 12 meses passou de 7,87% para 6,99%. Com isso, acreditamos que o índice possa fechar este ano próximo ao teto do intervalo superior do sistema de metas de inflação (6,5%). A justificar mais este recuo, tivemos Alimentação e Bebidas a -0,20% e Artigos de Residência registrando -0,16%. Nos primeiros, “alimentos consumidos em casa” se mantiveram em forte baixa (-0,45%) e os “fora de casa” registraram 0,33%, recuando frente à apuração anterior (0,75%). Já Artigos de Residência acabaram deflacionários, em função da queda dos itens eletrodomésticos e aparelhos de TV. Ou seja, a economia retraída e um Natal mais fraco devem seguir norteando o comportamento da inflação no curto prazo. Diante disso, cresce possibilidade de um corte mais agressivo da taxa Selic na reunião do Copom dos dias 10 e 11 de janeiro. Deve ser de 0,5 ponto percentual, a 13,25%. Isto deve abrir espaço para um ciclo mais rápido de cortes da taxa ao longo de 2017. Aguardemos os acontecimentos.

IGP-M: a FGV anunciou a inflação de 0,20% no IGP-M para o primeiro decêndio de dezembro, após deflação de 0,11% em igual período de novembro. A variação acumulada em 2016 está em 6,81%. O IPA-M registrou alta de 0,30%, ante -0,29% em novembro, com avanço em Matérias-Primas Brutas (de 0,77% para 1,44%) e Produtos Industriais (de 0,01% para 0,87%). Mas o IPC-M passou de 0,25% em novembro para -0,02% em dezembro, com seis das oito classes desacelerando, destacando-se o grupo Habitação (de 0,15% para -0,32%), com o item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 0,21% para -3,02%. O INCC-M assinalou 0,12% em dezembro, ante 0,27% no mês anterior. Novamente o IPA-M foi o principal destaque no desempenho do índice geral, com avanços no preço do minério de ferro, soja e leite in natura. Acreditamos que o IGP-M encerre o ano acumulando inflação em torno de 6,8%, abaixo dos 10,5% de 2015.

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