A proximidade do final de semana e do Natal deve prevalecer para a liquidez reduzida na Bovespa, assim como ocorre nas bolsas estrangeiras, mas o noticiário do dia traz muitos indicadores para avaliação dos investidores. A FGV divulgou três sondagens, que mostraram quedas nos índices de confiança da construção e do consumidor e suave alta no indicador do comércio. Os investidores ainda avaliam as medidas anunciadas recentemente pelo governo. Às 9h41 os contratos de Ibovespa futuro mostravam alta de 0,47%. Lá fora, as bolsas europeias operam com ligeiras quedas, com exceção para Milão, que sobe ao redor de 1%. O noticiário do setor bancário traz algum alívio, após o Deutsche Bank informar acordo para pagar multa para os EUA, em valor abaixo do estimado, enquanto o banco italiano Monte dei Paschi informou que usará o resgate do governo do país.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em ligeira alta, mas terá que ultrapassar 58.600 pontos (a reta de baixa) para permitir a expectativa de um repique mais forte na direção dos topos formados em 58.970 e 59.120 pontos (análise feita às 09:12 h e baseada no gráfico intraday de 30’).

O dólar-futuro manteve sua trajetória baixista e poderá atingir R$ 3,256, diretamente ou depois de algum congestionamento para “desafogar” o Indicador de Força Relativa (análise feita às 09:12 h e baseada no gráfico intraday de 30’).

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Economia em Foco

IPC-S

Acelerou na terceira semana de dezembro o IPC-S, que registrou 0,24%, acima de 0,17% da última divulgação. Dos oito grupos componentes do índice, seis apresentaram aceleração, com destaque para Alimentação (de 0,17% para 0,35%), motivado pelo item refeições em bares e restaurantes (de 0,55% para 0,72%). Outras acelerações ficaram por conta de: Transportes (de 0,30% para 0,55%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,61% para 0,63%), Vestuário (de 0,28% para 0,46%), Despesas Diversas (de 0,78% para 1,14%) e Comunicação (de 0,06% para 0,10%). Na contramão ficou Habitação (de -0,48% para -0,64%) e Educação, Leitura e Recreação (de 1,06% para 1,05%). Novamente a inflação no varejo retoma a pressão no grupo Alimentação, por enquanto, de baixa intensidade.

ICC

O Índice de Confiança do Consumidor, segundo a FGV, caiu 5,8 pontos (ou 7,3%) em dezembro, atingindo 73,3 pontos, segunda queda consecutiva. O movimento foi influenciado principalmente pelo componente de expectativas e confirma a tendência de queda esboçada no mês anterior. Na base do ICC, o Índice da Situação Atual (ISA) recuou 3,8 pontos, para 64,1 pontos, menor nível da série histórica, enquanto o Índice de Expectativas (IE) caiu 6,9 pontos, atingindo 80,8, menor desde junho (77,1).

ICST

Caiu 0,8 ponto (ou 1,1%) o Índice de Confiança da Construção (ICST) em dezembro, alcançando 71,6 pontos, sendo a segunda queda consecutiva depois de quatro meses de altas seguidas, segundo a FGV. O Índice de Expectativas (IE-CST) alcançou 80,0 pontos, ficando 1,5 ponto abaixo de novembro. O Índice da Situação Atual (ISA-CST) caiu 0,1 ponto em dezembro, recuando para 63,7 pontos. As principais contribuições vieram dos indicadores que medem a situação atual da carteira de contratos e que mensura a situação atual dos negócios.

ICOM

Segundo a FGV, o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) subiu 0,7 ponto (ou 0,9%) em dezembro, atingindo 79,0 pontos, após queda de 3,7 pontos em novembro. O crescimento do ICOM foi determinado pelo Índice das Expectativas (IE-COM), que registrou alta de 1,2 ponto, indo para 90,6 pontos, com ligeira recuperação do indicador que mede o grau de otimismo com as vendas nos três meses seguintes, que subiu 3,1 pontos. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) acelerou apenas 0,2 ponto, atingindo 68,3 pontos. Cabe destacar que a maior contribuição veio do aumento da satisfação das empresas com a situação atual dos negócios, que subiu 1,5 ponto, alcançando 73,5 pontos.

Agenda

Corporativa

Econômica

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