Os mercados acionários internacionais aguardam a divulgação da ata da última reunião do Fed, o que faz os investidores optarem por maior cautela neste início dos negócios. O entendimento de que os juros dos EUA podem subir antes do que se esperava tem se reforçado após discursos membros do Fed, com indicações de que o momento de elevação dos juros pode estar chegando. Assim os índices futuros do Dow Jones e S&P 500 operam praticamente estáveis, enquanto na Europa os principais índices caiam ligeiramente. Por aqui o Ibovespa futuro opera com queda nesta manhã (-0,18%, às 9h31), enquanto investidores aguardam o início do julgamento do processo de impeachment de Dilma Rousseff, marcado para 25 de agosto. As movimentações do governo Temer também são monitoradas, principalmente as relacionadas ao ajuste fiscal, com as negociações para avançar com o projeto de renegociação das dívidas dos Estados.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em ligeira queda e teoricamente poderá estender a correção até o objetivo representado pelo fundo formado em 58.045 pontos. Para anular tal expectativa e sinalizar nova manifestação altista, será necessário o rompimento da resistência situada em 59.000 pontos.

O dólar-futuro superou a resistência imediata de R$ 3,215, mas terá que se manter acima deste nível para permitir a expectativa de extensão dos avanços até a reta de baixa, em mais ou menos R$ 3,25/3,26 (comentários feitos às 09:10 h e baseados nos gráficos intraday de 60’).

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Economia em Foco

IPC-Fipe desacelera na segunda semana de agosto
O IPC-Fipe da 2ª quadrissemana de agosto registrou leve alta de 0,05%, ante 0,24% na última divulgação. Dos sete grupos componentes do índice, seis apresentaram desaceleração, com destaque para Habitação (de 0,01% para -0,37%) e Alimentação (de 0,42% para 0,17%). Isto nos levar a acreditar que a inflação no varejo, mais resiliente nas apurações anteriores, já começa a dar sinais fortes de reversão, podendo se acentuar nas próximas apurações, devido à recente deflação das commodities agrícolas no atacado e à valorização cambial em curso, neste ano já acima de 20%.

IGP-10 registra deflação de 0,27% em agosto
Os índices da FGV já começam a ceder diante do recuo das commodities e dos bens agrícolas, além da valorização cambial, neste ano acima de 20%. O IGP-10 de agosto registrou deflação de 0,27%, contra alta de 1,06% no mês anterior. No ano, assinala alta de 6,16% e em doze meses, 11,50%. Na base do IGP-10, destaque para o IPA-10, com queda de 0,57%, depois de +1,23% no mês anterior. Nesta etapa da cadeia produtiva, as maiores desacelerações ocorreram nos Bens Finais (de 2,67% para -0,15%), com alimentos in natura recuando 3,81%, contra +14,37% na apuração anterior, Bens Intermediários (de 0,74% para -0,35%) e Matérias-Primas Brutas (de 0,09% para -1,31%), com destaque para os Produtos Agropecuários (de 3,32% para -1,66%). O varejo (IPC-M) passou de 0,27% para 0,38% e o INCC-M assinalou 0,23% em agosto, contra 1,76% em julho. Os IGPs de agosto mantém expectativa de desaceleração, motivados pela forte queda dos insumos e dos bens agrícolas no atacado, podendo, em breve, se refletir no varejo.

Pedidos de Hipotecas na MBA na semana até 13/agosto
A Associação de Bancos Hipotecários (MBA, na sigla em inglês) informou que os pedidos de empréstimos imobiliários recuaram 4,0% na semana encerrada em 13/agosto, ante elevação de 7,1% na semana anterior.

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