Os mercados ainda se ajustam ao comunicado do Fed, que ontem elevou os juros em 0,25 p.p. e indicou a possibilidade de mais três elevações em 2017 (veja mais no item Economia em Foco). A possibilidade de mais altas dos juros dos EUA no próximo ano pressiona as bolsas, enquanto a recuperação do petróleo nesta manhã dá algum alívio. Por aqui os investidores aguardam o pacote de medidas microeconômicas a ser divulgado pelo Governo e a votação dos destaques da LDO de 2017, enquanto analisam a admissibilidade da PEC da Reforma da Previdência e o IBC-Br de outubro, que mostrou retração de 0,48%. O Ibovespa futuro registrava, às 9h42, queda de 0,15%.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro experimenta alguma recuperação provocada pelo esgotamento do Indicador de Força Relativa na forte queda anterior, mas sem permitir a expectativa de reversão da trajetória baixista e podendo ser apenas parte de um congestionamento (comentário feito às 09:12 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

O dólar-futuro manteve a trajetória altista, mas não deverá atingir a projeção representada pelo topo formado em R$ 3,426 sem prévio congestionamento para corrigir a velocidade dos avanços (comentário feito às 09:12 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

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Economia em Foco

Decisão do Fed/h2>
Conforme comentado neste espaço, não houve surpresa na decisão do Fed na reunião do Fomc desta quarta-feira. Elevou a taxa de juros de curto prazo em 0,25 ponto percentual, a 0,75%, e deixou espaço para novas elevações em 2017, 2018 e 2019. Para 2017, as projeções passaram de duas para três elevações, não se sabe em que intensidade. Tudo irá depender do comportamento da economia e das decisões do novo presidente dos EUA, Donald Trump. Na perseguição do “triplo mandato”, espera-se que a inflação convirja para 2% em 2018, o PIB feche neste ano crescendo 1,9% e no ano que vem 2,1% e a taxa de desemprego recue a 4,6% da PEA em 2017. Sobre a inflação, cabe salientar que a valorização recente do dólar tende a ir contra esta tendência de aceleração gradual dos preços. Aguardemos a posse do presidente Trump em 20/1 para saber como será sua política fiscal e como responderá o Fed.

Dia de pacote

Mesmo com a crise política testando os limites do governo Temer, avanços seguem acontecendo. Na terça-feira tivemos a aprovação da PEC do Teto. Nesta quarta-feira, foi definido um projeto de renegociação da dívida dos estados, com uma série de medidas duras de ajuste; a PEC da Previdência foi aprovada em Comissão e o Ministro do STF, Luis Fux, rejeitou as mudanças no projeto popular das Dez Medidas Contra a Corrupção, fazendo-o retornar para a Câmara. Lembremos que os parlamentares, num golpe contra a vontade popular, haviam deturpado totalmente este projeto numa votação relâmpago numa madrugada na semana passada. Em paralelo, Renan Calheiros continua a aprontar nos seus últimos momentos de poder. Nesta quarta-feira avançou com o projeto ˜Contra Abuso de Autoridade˜. Nesta quinta-feira, um pacote de medidas microeconômicas deve ser anunciado. Comenta-se sobre o uso do FGTS para o pagamento de dívidas de famílias e na ampliação do aporte destes recursos para a compra de imóveis. Para as empresas, devem ser anunciados um novo Refis para renegociação de dívidas e a ampliação no prazo de pagamento de impostos devem. O fato é que o governo tenta tocar uma agenda positiva, na esperança de que a economia respondendo bem, acabe por reduzir as pressões contrárias e acalmar o mercado.

IGP-10/h2>
Variou 0,20% em dezembro, ante 0,06% no mês anterior. No ano, o índice acumulou 6,95%, abaixo dos 10,54% de 2015. O IPA-10 registrou alta de 0,22% em dezembro, ante -0,06% em novembro. Já o IPC-10 registrou 0,09% em dezembro, ante 0,35% no mês anterior, com quatro das oito classes desacelerando, destacando-se o grupo Habitação (de 0,36% para -0,36%), com o item tarifa de eletricidade residencial (de 0,60% para -3,30%). O INCC-10 assinalou 0,31%, ante 0,16% em novembro. Os IGPs seguem em patamares baixos, mesmo com relativa aceleração em alguns itens do atacado, mas parcialmente compensados pela desaceleração nos preços do varejo, devido à recessão em curso.

IBC-BR/h2>
Índice do BACEN, uma prévia do PIB nacional, recuou 0,48% em outubro contra o mês anterior, sinalizando que a recessão neste ano deve ser maior do que a esperada. Neste ano, o PIB deve recuar entre 3,6% a 4,0% e para 2017 o crescimento previsto é de 0,6% com o governo prevendo em torno de 1%.

Agenda

Corporativa

Econômica

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