A última sessão da semana deve ser marcada pela cautela, ao menos até a divulgação do payroll, o relatório oficial do mercado de trabalho dos EUA, pois este é um importante indicador utilizado pelo Fed para suas decisões de política monetária. Ainda no exterior os investidores avaliam alguns dados divergentes da zona do euro, como o avanço do sentimento econômico no bloco para o maior nível desde março de 2011, enquanto as vendas no varejo caíram em novembro ante outubro. Por aqui os destaques são os indicadores de preços, IGP-DI e IPP, que mostraram alguma aceleração, além do aumento do preço do diesel nas refinarias anunciado pela Petrobras ontem.

Na Europa os acionários operam em ligeiras quedas, enquanto os futuros de Dow Jones e S&P 500 oscilam na margem. Às 9h40, o Ibovespa futuro registrava baixa de 0,16%.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em baixa e se perder o suporte imediato de 62.420 pontos poderá atingir o fundo formado em 62.160 pontos. Para sinalizar novas altas, terá que ultrapassar a resistência representada pelo topo formado em 63.280 pontos (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

O dólar-futuro tem sua resistência imediata em R$ 3,242 e se conseguir vencê-la poderá atingir o topo formado em R$ 3,253. Por outro lado, em caso de perda do suporte 3,217 poderá voltar a cair na direção do objetivo situado em R$ 3,195 (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

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Gestão das Cias Abertas

Contax

Shakhaf Wine renunciou ao cargo de presidente do Conselho de Administração e membro dos Comitês de Assessoramento ao Conselho da Contax. Lívia Xavier de Mello assume nesta data a presidência do Conselho de Administração enquanto Cleber Pereira de Morais foi eleito membro do Comitê de Pessoas da Companhia.

Economia em Foco

IGP-DI acelera em dezembro

Segundo a FGV, o IGP-DI variou 0,83% em dezembro, bem acima da taxa de novembro (0,05%), acumulando em 2016 inflação de 7,18%, abaixo dos 10,7% de 2015. O maior foco de pressão veio do atacado, com o IPA-DI registrando alta de 1,10% em dezembro, contra -0,01% no mês anterior, sendo destaque Produtos Industriais (de 0,75% para 1,98%) e Matérias-Primas Brutas (de 0,83% para 2,08%). Contribuíram para essa aceleração os itens: minério de ferro (de 11,54% para 18,78%), óleo diesel (de -8,77% para 4,73%), gasolina automotiva (de -3,71% para 5,89%), soja em grão (de -2,06% para -0,27%), leite in natura (de -8,39% para -5,33%) e ovos (de -2,98% para 8,54%). Já o IPC-DI passou de 0,17% em novembro para 0,33% em dezembro, com sete das oito classes acelerando, destacando-se o grupo Alimentação (de -0,12% para 0,44%), com o item frutas passando de 1,87% para 4,06%. Na contramão o grupo Habitação registrou desaceleração (de 0,17% para -0,67%). O INCC-DI assinalou 0,35%, ante 0,16% em novembro. O IGP-DI também foi puxado pelos preços das commodities no atacado, assim como o IGP-M, podendo o índice geral ser pressionado no início desse ano com aceleração nos preços finais, ao consumidor.

IPP registra salto em novembro

Acabou surpreendendo o IPP de novembro, ao registrar 0,78%, contra 0,09% no mês anterior. Com isso, no ano acumula 0,4% e em 12 meses 0,05%. Ressaltemos que este índice apura os preços dos insumos no início da cadeia produtiva. Como estamos observando alguma inflação mais elevada em dezembro, esta alta do IPP de novembro pode ter sido um indício prévio disso. As maiores altas no mês em análise ocorreram em metalurgia (3,67%), fumo (3,62%), equipamentos de transporte (3,24%%) e indústrias extrativas (2,20%).

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