O Ibovespa futuro sinaliza uma abertura em ligeira queda, acompanhando os índices europeus e futuros do Dow Jones e S&P 500. A proximidade das festas de Natal reduz gradativamente os negócios nas bolsas, que operam sem muita força, mas a agenda cheia de indicadores norte-americanos pode dar um direcionamento aos mercados. Por aqui o destaque está no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), que ampliou as apostas para uma maior flexibilização da política monetária a partir de janeiro. Adicionalmente, os investidores aguardam o anúncio de medida provisória para “modernizar a legislação trabalhista” e a liberação de parcela dos recursos depositados no FGTS. Às 9h41 os contratos de Ibovespa futuro mostravam baixa de 0,20%.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro experimenta alguma recuperação, mas sem condições de indicar um avanço consistente enquanto permanecer sob a zona de resistência situada em 59.000/59.120 pontos. Os suportes mais próximos estão situados em 58.240 e 58.040 pontos e se forem perdidos aumentarão as chances de continuação da trajetória baixista (comentário feito às 09:12 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

O dólar-futuro tem sua resistência imediata no antigo suporte de R$ 3,349 e terá que vencê-la para permitir um repique até R$ 3,365. O nível de R$ 3,33 aparece como suporte mais próximo e se for perdido indicará possibilidade de nova queda até R$ 3,318 (comentário feito às 09:12 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

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Economia em Foco

Relatório Trimestral de Inflação do quarto trimestre

Na divulgação deste relatório (RTI) observou-se o aumento das chances de uma aceleração no processo de corte da taxa de juros a partir de 2017, desde que o ajuste fiscal continue avançando e a retomada da economia se mostre ainda muito “lenta e demorada”. Disse o RTI que a atividade econômica segue em desempenho inferior ao esperado, com o PIB projetado neste ano com recuo de 3,4% e em 2017 crescendo menos, de 1,3% para 0,8%. Destacou, no entanto, a “desinflação em curso”, devendo o IPCA, neste ano, fechar no teto do sistema de metas de inflação (passou de 7,3% para 6,5%) e no ano que vem abaixo do centro da meta, 4,4%. Para 2018, a previsão foi de 3,6%. Para o mercado, no entanto, as projeções seguem mais cautelosas: neste ano 6,5%, no ano que vem 4,7% e em 2018 4,5%. Sobre o ambiente externo, mostrou o cenário ainda incerto, mas afirmou que os mecanismo de transmissão, oriundos das decisões do Fed, tendem a ter efeitos secundários sobre a inflação doméstica. Em síntese, dadas as condições atuais, o RTI praticamente confirmou a “aceleração da política monetária” em 2017, sendo que para o Copom de janeiro, dias 10 e 11, já existem os que acreditam num corte mais agressivo de 0,75 ponto percentual para a taxa Selic, ainda mais depois do IPCA-15 de dezembro a 0,19% (6,58% no ano).

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