Antes de o mundo voltar suas atenções hoje à noite para o Rio de Janeiro, com a abertura da Olímpiada, nesta manhã os investidores se mantiveram atentos aos dados do mercado de trabalho (payroll) dos EUA, importante indicador utilizado pelo Fed para balizar sua política monetária. Divulgado há pouco, o relatório mostrou a criação de 255 mil vagas de empregos, acima do esperado. Assim os mercados internacionais têm sinalização positiva nesta manhã, também amparados pelas medidas anunciadas ontem pelo Banco da Inglaterra (BoE). Os contratos futuros do Dow Jones e S&P 500 sobem ao redor de 0,3%, enquanto na Europa as altas são ligeiramente superiores. O Ibovespa futuro avançava 0,48%, às 9h40.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em alta, mas oscilando entre a resistência representada pelo topo formado em 58.340 pontos (que precisa ser vencida para permitir a continuação da trajetória altista) e o suporte imediato de 57.730 pontos (que se for perdido indicará possibilidade de nova queda até 57.350 pontos).

O dólar-futuro manteve a trajetória descendente, mas trabalhando muito afastado das Médias Móveis e com o Indicador de Força Relativa totalmente oversold, condições que poderão dar chance para um congestionamento e correção deste exagero baixista (comentários feitos às 09h10 e baseado no gráfico intraday de 60’).

Assista ao vídeo da Análise Gráfica

Temporada de Balanços 2T16

AES TIETE E
O resultado líquido chegou a R$ 103,1 milhões, cerca de 14,1% inferior ao obtido no mesmo período de 2015. Os aspectos mais importantes a considerar são a normalização da situação hidrológica, que permitiu forte queda tanto do PLD quanto do GSF, favorecendo a empresa, e o fim do contrato bilateral com a Eletropaulo, que significou significativa queda do faturamento (-34,2%). O resultado financeiro líquido negativo cresceu 85,8%, tendo em vista a atualização monetária de passivos setoriais.

CETIP
A receita bruta totalizou R$ 382,3 milhões no 2T16, crescendo 0,8% e 16,0% em relação ao 1T16 e ao 2T15, respectivamente. A Unidade de Títulos e Valores Mobiliários continuou se destacando com um dempenho resiliente à crise. A par disso, sua receita bruta avançou 0,8% na comparação com o 1T16 e 22,3% em relação ao 2T15. Já na Unidade de Financiamentos, a receita bruta cresceu 0,7% versus o 1T16 e 1,7% superior na comparação com o 2T15, impactada pelo fraco desempenho das vendas e financiamentos de veículos. O EBITDA ajustado da Cetip somou R$ 223,7 milhões no 2T16, 0,5% e 17,2% superior ao 1T16 e 2T15, respectivamente, alcançando margem de 70,3%. O lucro líquido ajustado foi de R$ 156,4 milhões no 2T16, 2,7% acima do 1T16 e 4,0% maior ante o 2T15. Por fim, o lucro líquido contábil foi de R$ 140,3 milhões no 2T16, contra R$ 135,2 milhões no 1T16 (+3,7%) e R$ 118,6 milhões no 2T15 (+18,2%)

ELETROPAULO
Mais um trimestre de resultados extremamente desfavoráveis, tendo o lucro atingido R$ 3,5 milhões vs R$ 48,5 milhões obtidos no 2T15. A receita líquida caiu 19,3%, a margem da atividade permaneceu estável em patamar muito baixo e o resultado financeiro líquido subiu 382,9%. Apesar de os efeitos negativos da sobrecontratação de energia terem sido reduzidos no 2T16, a Eletropaulo sofreu aumentos generalizados de custos, tanto os gerenciáveis como os não gerenciáveis.

IOCHPE-MAXION
O 2T16 ainda foi de desafios para esta empresa, diante da forte retração na produção de veículos e máquinas agrícolas no Brasil, bem como diante da queda na produção de veículos pesados no Nafta. Por outro lado, houve aumento em reais da receita com vendas internacionais, devido à variação cambial, afora o crescimento da produção de veículos leves no exterior e veículos comerciais na Europa. Dado esse contexto, a Iochpe registrou receita líquida consolidada de R$ 1.760 milhões, aumento de 5,7% em relação ao 2T15. O EBITDA foi de R$ 179,6 milhões, queda de 26%. Desconsiderando os efeitos não recorrentes em ambos os períodos, o Ebitda teria sido de R$ 192,3 milhões no 2T16, crescimento de 13,4% em relação ao 2T15. O prejuízo do 2T16 foi de R$ 7,2 milhões, contra lucro de R$ 70,2 milhões no 2T15. Desconsiderando os efeitos não recorrentes em ambos os períodos, o lucro teria sido de R$ 5,6 milhões, uma melhora em relação ao prejuízo de R$ 2,7 milhões do 2T15. Por fim, o endividamento liquido atingiu R$ 2.578 milhões (R$ 2.424 milhões no 2T15). Essa dívida representa 3,3x o Ebitda dos últimos 12 meses.

LOJAS MARISA
A Marisa registrou no 2T16 faturamento liquido de R$ 781 milhões, 1% menor na comparação com o 2T16. O aumento do desemprego e o incremento da inadimplência determinaram vendas fracas por ocasião do dia das mães, que é a segunda maior data do calendário do varejo. Além disso, a fraca demanda culminou em elevado número de promoções e descontos. Por tudo isso, o Ebitda seguiu baixo se situando em apenas R$ 17 milhões. No resultado financeiro a Marisa registrou despesa financeira líquida de R$ 35 milhões, influenciada pelo aumento do CDI e pelo registro de maior perda com inadimplência de clientes. Desta forma, a Marisa registrou prejuízo de R$ 18 milhões no 2T16 ante os R$ 20 milhões do 2T15.

SER EDUCA
O bom resultado apresentado pela empresa no trimestre (lucro líquido de R$ 63,8 milhões vs. R$ 49 milhões no 2T15) se deveu a uma combinação de crescimento de 6% nas receitas e queda de 9% nas despesas administrativas. O resultado financeiro líquido negativo subiu 42%, compensando parte dos ganhos operacionais citados. Apesar do ambiente adverso, a companhia fechou o semestre com uma base de alunos 8,3% superior à existente em 31/12/2015. Parte deste crescimento se deveu à incorporação dos números das faculdades Ung e Unama, recém adquiridas.

TUPY
Registrou prejuízo de R$ 28,7 milhões no 2T16, ante lucro de R$ 61,4 milhões no 2T15, reflexo da piora no desempenho operacional e financeiro. O volume físico de vendas recuou 9% ante o 2T15, tendo apresentado queda nos segmentos automotivo e hidráulica, tanto no mercado interno como no mercado externo. No mercado interno a Tupy registrou queda de 26,9% nas vendas e de 23,3% na receita, em função do fraco desempenho do mercado automotivo, do phase out de projetos e do efeito da reoneração da folha de pagamento. Já no mercado externo a queda foi de 3,6% nas vendas e de 2,5% na receita. O Ebtida, de R$ 80,6 milhões, representou queda de 56,4% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Já o resultado financeiro foi negativo em R$ 16,1 milhões, um aumento de 131,4% da despesa líquida ante os R$ 6,9 milhões do 2T15, impactado pelo resultado negativo das variações cambiais líquidas no 2T16, consequência do efeito da valorização do real frente ao dólar.

Economia em Foco

EUA – Payroll: o Departamento de Trabalho dos EUA informou a criação de 255 mil vagas no mercado de trabalho norte-americano em julho, acima da expectativa de mercado (185 mil) e abaixo do mês anterior (292 mil, revisado de 287 mil). A taxa de desemprego foi de 4,9%, em linha com junho e levemente acima da expectativa de 4,8%. Os ganhos médios por hora dos trabalhadores no setor privado avançaram 0,3%, de 0,1% no mês anterior. A semana média trabalhada foi de 34,5 horas, levemente acima da expectativa de mercado e do aferido no mês anterior (34,4 horas).

EUA – Balança comercial de junho: a balança comercial norte-americana apresentou déficit de US$ 44,5 bilhões em junho, ante déficit de US$ 41,0 bilhões em maio (revisado de US$ 41,1 bilhões). A expectativa de mercado apontava para déficit de US$ 42,7 bilhões.

Agenda

Corporativa

Econômica