Ontem o Ibovespa teve encerrada a sua sequência de dez sessões positivas, com ligeira queda de 0,21%. Neste início de negócios de quinta-feira, o Ibovespa futuro indica a possibilidade de mais um pregão de acomodação, com os contratos com vencimento em agosto caindo 0,27%, às 9h42. Os investidores reagem ao fim da reunião do Copom, que ontem decidiu pela manutenção da Selic (mais informações no item Economia em Foco), além do IPCA-15, que teve ligeira aceleração na medição de julho. No exterior os investidores analisavam a reunião do BCE, que manteve os juros e disse esperar conservar as taxas no atual patamar ou menor por longo período, além de afirmar que as compras mensais de ativos continuam pelo menos até março de 2017. As bolsas europeias operam em baixa, assim como os futuros do Dow Jones e S&P 500, que caem ao redor de 0,2%.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro ainda oscila no interior do congestionamento lateral e somente indicará chance de uma queda mais forte se perder o suporte de 56.720 pontos.

O dólar-futuro mostrou início baixista, mas somente a perda do suporte imediato de R$ 4,25 indicará possibilidade de extensão da queda até o fundo formado em R$ 3,233. Por outro lado, em caso de superação da resistência de R$ 3,272 poderá tentar um repique até R$ 3,30. (comentários feitos às 09:05 h e baseado nos gráficos intraday de 60’).

Temporada de Balanços 2T16

A Localiza inaugura hoje, após o fechamento do pregão, a temporada de balanços do segundo trimestre de 2016.

Na segunda-feira, 25 de julho, Lojas Renner e Tim Participações divulgam seus balanços. Na terça, 26, Telefônica e ViaVarejo. Na quarta, 27, Natura, Odontoprev, Pão de Açucar, Santander e Weg. Na quinta-feira, 28, Multiplan, Raiadrogasil, Sul America, Technos, Engie Brasil Energia (ex Tractebel), Transmissão Paulista, Usiminas e Vale completam a semana.

Economia em Foco

Reunião do Copom
A decisão do Copom de manter a taxa de juro em 14,25% já era esperada. O que chamou atenção foi o teor e o tamanho do comunicado, bem maior do que na gestão Tombini. Pelo nosso entendimento, aumentou a transparência do Bacen e, assim, a capacidade do mercado de interpretar seus próximos movimentos. Sobre o comunicado, foi dito que no cenário doméstico os indicadores se estabilizaram mas segue elevada a ociosidade da indústria. Já no ambiente externo o cenário seguia desafiador com as economias emergentes benignas e um olhar mais atento no curto prazo sobre as desenvolvidas. Sobre a inflação, desde a reunião anterior a projeção se manteve estável, mas para o Relatório Trimestral recuou para 2017 ao centro da meta (4,5%), embora a leitura do mercado seja de algo em torno de 5,3%. Disse que ainda existe resistência nos preços dos alimentos mas, por outro lado, a elevada ociosidade pode ser um fator favorável para reduzir a taxa de juros. Em paralelo, condicionou a redução também à evolução da agenda fiscal e das reformas. Enfim, deixou claro alguma cautela no timing para reduzir a taxa de juro, talvez, não mais em outubro, mas em novembro, ou mesmo no início de 2017. Esta Consultoria trabalha com 13,50% ao fim deste ano e a Focus com 13,25%

IPCA-15 acelera em julho
Segundo o IBGE, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou variação de 0,54% em julho, ante 0,40% em junho e 0,59% em julho/2015. No acumulado em 12 meses, a alta foi de 8,93% e 5,19% em 2016. Dos nove grupos pesquisados, três apresentaram aceleração, com destaque para Alimentação e Bebidas (de 0,35% para 1,45%), impactando o índice em 0,37 p.p, pela alta do feijão-carioca (58,06%), feijão mulatinho (45,94%) e feijão preto (34,23%). Os outros avanços ocorreram nos grupos Transportes (-0,69% para 0,17%) e Educação (0,06% para 0,10%). Na contramão, a principal desaceleração foi no grupo Habitação (1,13% para 0,04%), tendo como destaque a taxa de água e esgoto (4,50% para 1,30%). Os outros grupos que apresentaram taxas menores foram: Artigos de Residência (0,57% para 0,25%); Vestuário (0,42% para 0,08%); Despesas Pessoais (0,89% para 0,52%) e; Comunicação (estável, ante alta de 0,01%).

EUA: Pedidos de seguro-desemprego até 16 de julho
O número de pedidos de seguro-desemprego ficou na marca de 253 mil na semana encerrada em 16 de julho, praticamente estável em relação ao apurado na semana anterior (254 mil), porém abaixo da expectativa média do mercado (265 mil). O total de pessoas atendidas pelo auxílio ficou em 2,128 milhões na semana encerrada em 09 de julho, de 2,153 milhões na semana anterior (revisado de 2,149 milhões).

EUA: Índice de atividade na Filadélfia em julho
O índice de atividade da Filadélfia, realizado pelo Federal Reserve local, atingiu -2,9 pontos em julho, contra +4,7 pontos em junho. A expectativa de mercado apontava para avanço de 5,0 pontos.

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