A sexta-feira tem início com os investidores mostrando mais cautela, tanto no exterior quanto por aqui. Após os três principais índices acionários dos EUA fecharem em níveis recordes na sessão de ontem, nesta manhã os futuros destes índices subiam na margem. Já na Europa os principais índices caiam ligeiramente, após dados econômicos mistos divulgados na região. Uma série de indicadores chineses referentes a julho também traz mais cautela aos investidores internacionais, com o volume de novos empréstimos bancários caindo 69%, o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em queda de 1,6%, em comparações com jul/15. Já a produção industrial de julho subiu 6% na comparação anual, abaixo do apurado no mês anterior e das expectativas (6,2%). Por aqui o Ibovespa futuro opera com queda nesta manhã (-0,44%, às 9h38), devendo haver repercussão do IBC-Br, que veio melhor que o esperado (veja mais no item Economia em Foco), além dos balanços corporativos, com destaque para a Petrobras, que voltou a ter lucro após três trimestres seguidos de prejuízos, mas veio abaixo do esperado (veja mais em Balanços 2T16).

Perspectiva – 12 a 19 de Agosto

Nas últimas semanas tivemos oportunidade de manifestar nosso otimismo com relação ao comportamento dos mercados de risco no segmento doméstico. Depois de alguns eventos ocorridos ainda seguimos otimistas, mas de forma comedida. Ficamos um pouco assustados com as negociações envolvendo a renegociação de dívidas dos Estados e a meia volta atrás dada pelo governo.

Pensamos que essa preocupação é crescente entre investidores e empreendedores, batendo forte no ajuste fiscal, que é absolutamente necessário para que o País volte à normalidade. Sabemos quanto isso é difícil, com um presidente interino e um Congresso em boa parte fisiológico, mas a pergunta que fica é: se em coisas menores o governo persistentemente tem acatado pressões, como fazer então a imprescindível reforma da Previdência?

Essas e outras questões terão que ter respostas logo (e se) que Michel Temer for efetivado no comando da Nação. Esperamos que aí possa dar sequência ao resgate da credibilidade do País, chamando de volta os investidores e recursos de “boa origem e longo curso”. Só dessa forma poderemos retornar com confiança plena à tese de reprecificação dos ativos por aqui, tão achatados pelo largo período recessivo.

Caso a vertente assumida seja de consertar a economia, mantemos nossa crença de Ibovespa voltando para patamar superior aos 62.000 pontos. Porém, por enquanto, precisaríamos ultrapassar com consistência a faixa de 58.300 pontos, mas que se dará sempre com muita volatilidade e realizações de lucros de curto prazo.

Não podemos esquecer também todos os ruídos dos processos de delação premiada em curso e agenda política carregada ao longo de todo o mês de agosto, entrando, talvez, por setembro. Ocorre que, já sofrendo por diversos meses, agora estamos próximos de desfecho que esperamos positivo. Assim, ainda somos de opinião que cabe assumir maior parcela de risco em investimentos, aproveitando a extrema liquidez do mercado internacional e boa vontade com alguns emergentes, como o Brasil.

É nossa expectativa que o mercado internacional vai acalmar um pouco, com efeitos do Brexit melhor dimensionado e com atuação mais decisiva de governos e bancos centrais nas economias. Isso envolve também os EUA, onde o aumento da taxa de juros segue sendo sucessivamente adiado.

Potencial dos Índices de Ações

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em ligeira baixa, embora aparentemente corrigindo a velocidade do avanço anterior e reduzindo os elevados níveis do Indicador de Força Relativa.

O dólar-futuro tenta ultrapassar a resistência imediata de R$ 3,174, mas terá que vencer a barreira mais forte (R$ 3,185), para tentar a tingir a resistência principal situada em R$ 3,215 (comentários feitos às 09:10 h e baseados nos gráficos intraday de 60’).

Assista ao vídeo da Análise Gráfica

Temporada de Balanços 2T16

ALUPAR
A boa performance obtida pela empresa (lucro líquido de R$ 83,6 milhões no 2T16, contra R$ 41,5 milhões no 2T15) se deveu, principalmente, à entrada em operação de novos projetos, tais como a UHE Ferreira Gomes e os parques eólicos Energia dos Ventos neste trimestre. A receita líquida subiu 15,4% e houve ganho de 8,5 p.p. na margem EBIT. O resultado financeiro líquido ficou praticamente estável frente ao 2T15.

ACO ALTONA
A receita operacional líquida foi de R$ 31,2 milhões no segundo trimestre, ante R$ 36,7 milhões para o mesmo trimestre de 2015, decréscimo de 17,6%. A participação do mercado interno na receita foi de 65% (vs 43% no 2T15). O Ebitda foi negativo em R$ 2,712 milhões, revertendo o Ebitda positivo de R$ 2,765 milhões do 2T15. O prejuízo financeiro, por sua vez, foi 62,2% menor. O resultado do 2T16 foi um prejuízo de R$ 3,929 milhões, maior do que os R$ 1,427 milhão do 2T15.

B2W DIGITAL
Seguiu reportando resultado bastante fraco no 2T16, com prejuízo de R$ 106 milhões, 29% superior ao prejuízo do 2T15. O fraco desempenho comercial devido ao aumento do desemprego e queda do poder aquisitivo do consumidor, bem como o péssimo resultado financeiro, devido à elevada alavancagem e aumento do CDI, e incremento na perda com inadimplência, explicam mais um resultado ruim.

BMFBOVESPA
O fraco resultado apresentado (prejuízo líquido de R$ 114,4 milhões, contra lucro de R$ 318 milhões no 2T15) se deveu, fundamentalmente, a eventos não recorrentes. As despesas operacionais cresceram 35,7% sobre o 2T15, devido a despesas extraordinárias relacionadas à proposta de combinação de operações com a Cetip e pelo crescimento de despesas com o plano de concessão de ações que impactaram a linha de pessoal e encargos. O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 418,3 milhões no trimestre versus positivo, de R$ 71,4 milhões, no 2T15. No 2T16 foi apropriado resultado negativo extraordinário, referente à venda da participação no CME Group.

BRADESPAR
Apurou lucro de R$ 181 milhões no 2T16, menos 45,7% comparado aos R$ 334 milhões do 1T16, principalmente em função da queda do lucro da Vale no 2T16. Mas a disponibilidade de caixa manteve-se estável em R$ 384 milhões.

BR BROKER
Receita em queda e prejuízo crescendo. Esse foi o produto do 2T16, em função da continuidade do freio na economia brasileira que inibe os negócios com imóveis. No 2T16, a receita líquida consolidada foi de R$ 29,599 milhões (R$ 50,295 milhões no 2T15) e o prejuízo avançou para R% 12,166 milhões (R$ 5,591 milhões no 2T15).

BR MALLS
No 2T16 a BR Malls registrou relevante retração de 54% no lucro líquido. Se por um lado o resultado financeiro teve expressiva melhora, explicada pelo impacto positivo da valorização do Real frente o dólar sobre o endividamento em dólar, por outro lado, o desempenho operacional foi afetado negativamente pelo cenário recessivo que afetou a receita com aluguéis. Outro fator de impacto negativo foi a menor diluição dos custos e o aumento das despesas.

CCR
Fechou o 2T16 com receita operacional líquida de R$ 2,540 bilhões contra 2,050 bilhões no 2T15. O tráfego consolidado apresentou queda de 2,6%. O lucro líquido foi de R$ 144,2 milhões contra R$ 180,9 milhões. A dívida líquida consolidada atingiu R$ 13,1 bilhões em junho de 2016 e o indicador dívida líquida/Ebitda últimos 12 meses alcançou 3,3x, contra 2,6x em junho de 2015.

CONTAX
No 2T16 a Contax apresentou resultado inferior ao do 2T15 mas, quando comparado ao 1T16, mostra pequenos sinais de melhora. O prejuízo de R$ 51,448 milhões foi muito acima do prejuízo de R$ 8 milhões obtido no 2T15. A receita operacional líquida foi 19% abaixo do 2T15 e manteve-se estável em relação ao 1T16. O Ebitda foi um saldo negativo de R$ 13,0 milhões, 63,9% menor do que o saldo negativo do 1T16. Os investimentos totalizaram R$ 3,2 milhões em comparação a R$ 22,3 milhões no 2T15 e R$ 1,7 milhão no 1T16. Já as despesas financeiras atingiram R$ 27,8 milhões e apresentaram redução tanto em relação ao 2T15 (-28,1%) quanto em relação ao 1T16 (-47,1%).

COPEL
A empresa fechou o trimestre com excelente resultado: lucro líquido de R$ 992,9 milhões, frente R$ 275,3 milhões no mesmo período de 2015. Apesar da queda de 5,5% da receita líquida, a Copel obteve substancial redução de custos, tendo obtido ganho de margem da atividade da ordem de 28,3 p.p.. O resultado financeiro líquido continuou positivo, com pequeno crescimento de 5,9%, trimestre vs. trimestre.

CPFL ENERGIA
Foi um bom resultado no 2T16, tendo o lucro chegado a R$ 259,8 milhões, cerca de 109,2% superior ao lucro de R$ 124,2 milhões obtidos no 2T15. Apesar da queda de 14,5% na receita líquida (causada principalmente pela retirada de alguns encargos pertinentes à crise hídrica), os custos caíram ainda mais, particularmente com energia comprada para revenda, com recuo de 26,2%. O resultado financeiro líquido continuou negativo e cresceu cerca de 6,7% sobre o 2T15.

COPASA
O bom resultado apresentado no 2T16 (lucro líquido de R$ 102,9 milhões vs. R$ 3,8 milhões no 2T15) se deveu à combinação de crescimento da receita líquida (+5,1%) com queda de despesas, que culminou em ganho de 11,5 p.p. na margem da atividade. Na questão da redução de despesas, tivemos queda generalizada em vários itens do custo, especialmente em pessoal e custos com energia elétrica. O resultado financeiro líquido também teve expressiva redução, da ordem de 64,6%.

ENEVA
A comparação entre os resultados do 2T16 e 2T15 (prejuízo de R$ 104,7 milhões vs lucro de R$ 371,2 milhões) está distorcida pelo fato de no 2T15 ter sido apropriada uma receita extraordinária da ordem de R$ 489 milhões, referente ao desconto obtido sobre a dívida da companhia naquele período. A receita líquida cresceu 39,7%, levando a uma boa performance operacional, com crescimento de 67,6% no resultado da atividade. As despesas financeiras, entretanto, ainda foram elevadas, absorvendo todo o ganho operacional.

EVEN
O volume de distratos seguiu em um patamar elevado e atingiu R$ 212 milhões no trimestre, impactando diretamente a margem bruta, o recebimento e a geração de caixa. A companhia apurou lucro de R$ 15,7 milhões no 2T16, 67,2% abaixo do lucro do 2T15 (R$ 48,0 milhões). O operacional continua sentindo os efeitos da retração no setor, com Ebitda de R$ 51,1 milhões, 36% menor na comparação anual.

ESTACIO PARTICIPAÇÕES
O fraco resultado apresentado no 2T16 (prejuízo líquido de R$ 20,3 milhões contra lucro de R$ 133,3 milhões no 2T15) se deveu a um conjunto de fatores, os quais resultaram em uma perda de margem da atividade de 16,8 p.p.. Além da elevação em PDD (+162%) em decorrência da crise econômica, tivemos algumas reavaliações de despesas e provisões. O resultado financeiro líquido negativo também ajudou a produzir o prejuízo do trimestre, tendo crescido cerca de 115,4%.

EZTEC
A receita líquida foi de R$ 155,1 milhões no 2T16, ante R$ 173,5 milhões no 2T15, totalizando R$ 305,3 milhões no 1S16 (R$ 405,2 milhões no 2S15). O lucro atingiu R$ 112,4 milhões, com margem líquida de 36,8% no 1S16. As vendas contratadas líquidas de distrato, participação EZTEC, atingiram R$ 52,9 milhões no 1S16. Em 30 de junho de 2016, o estoque de terrenos totalizava R$ 5,7 bilhões em VGV próprio. O custo médio de aquisição dos terrenos, incluindo os custos com o aumento do potencial construtivo, está em 13,2% do VGV.

GAFISA
Reverteu o lucro líquido de R$ 60,137 milhões do 2T15 e teve prejuízo de R$ 38,439 milhões no 2T16. A divisão Gafisa foi a maior responsável pelo resultado da companhia, com prejuízo de R$ 47,06 milhões, ante o lucro de R$ 8,45 milhões de um ano antes. A receita líquida caiu 20%, para R$ 473,37 milhões. Enquanto a receita do segmento Gafisa caiu 39%, na comparação anual, a da Tenda aumentou 7%.

KROTON
O resultado apresentado no 2T16 foi de R$ 519,4 milhões, 24,8% superior ao 2T15, mas ajudado por receita extraordinária de R$ 72,4 milhões, referente à venda da Uniasselvi e aumento de receitas financeiras, em virtude da entrada de caixa, também conseqüência do mesmo fato citado. A receita líquida caiu 1,4% e a margem bruta ganhou 1,3 p.p. O resultado financeiro líquido, devido ao já exposto, teve reversão, passando de negativo no 2T15 para positivo no 2T16.

LOG-IN
No 2T16, a receita bruta totalizou R$ 272,1 milhões, queda de 7,9% em relação ao 2T15. A menor receita é explicada principalmente pela queda nas receitas oriundas da Navegação Contêiner na linha de Cabotagem. No 2T16 foi registrado um resultado líquido de R$ 30,3 milhões, superando em R$ 30 milhões o lucro, de R$ 300 mil do 2T15. A variação é explicada, principalmente, pela linha de variações cambiais que montou uma receita de R$ 113,3 milhões no 2T16, contra receita de R$ 30,4 milhões no 2T15.

LOJAS AMERICANAS
No 2T16 a Lojas Americanas registrou lucro de R$ 50 milhões, 193% superior na ao 2T15. O faturamento alcançou R$ 4 bilhões, semelhante ao faturamento do 2T15. Apesar do cenário recessivo destacaram-se o bom desempenho das vendas do Dia das Mães, o bom desempenho das vendas da seção de vestuário e o maior número de itens comercializados. A margem bruta avançou 4,5 p.p. refletindo o melhor mix de produtos vendidos e o aumento do preço médio. As despesas operacionais como participação do faturamento, apresentaram recuo de 0,8 p.p., explicado pela maior diluição e pela redução das despesas administrativas. Os aspectos comentados amenizaram o pior resultado de equivalência patrimonial e também o aumento de 26% nas despesas financeiras líquidas, explicando a relevante melhora no resultado líquido.

MRV
O lucro líquido foi de R$ 138 milhões no 2T16, queda de 13,6% em relação a igual trimestre do ano passado, totalizando R$ 266 milhões no 1S16, em linha com o 1S15. A margem líquida foi de 12,7% no 1S16, aumento de 1,4 p.p comparado ao 1S15. No 2T16, a razão distrato/vendas atingiu 23%, menor patamar desde o 3T14, reflexo da implementação total do novo processo de “Vendas Simultâneas”. Neste modelo, as vendas são reconhecidas apenas após a aprovação do financiamento habitacional dos clientes junto aos bancos. O aumento de 10% nas vendas brutas contribuiu para o alcance de um total de R$ 1 bilhão em vendas líquidas, o maior patamar desde o 4T14.

PARANA BANCO
Fechou o 2T16 com lucro de R$ 33 milhões, sendo o grupo segurador responsável por 42% ou equivalente a R$ 13,8 milhões. O lucro registrou crescimento de 37% contra o 2T15 (R$ 24,1 milhões). A carteira de crédito consignado cresceu 14,2% em doze meses findos em junho de 2016. Por outro lado, a carteira de crédito empresarial recuou 23%, refletindo a estratégia do Banco em diminuir exposições nesse segmento. Já a carteira de parceira de financiamento ao consumo retraiu 10,4%. Dessa forma, a distribuição do portfólio de crédito ficou em 83,3% consignado, 10,6% crédito empresarial, 4,5% parceria de financiamento ao consumo e 1,6% home equity. Por fim, o indicador de Basileia continuou com larga folga dado o processo de baixa alavancagem, ao atingir 27,5% em junho de 2016.

PETROBRAS
Os analistas esperavam mais. Mas o segundo trimestre da Petrobras, embora não tenha surpreendido a alguns, não correspondeu à expectativa da maioria. A receita líquida consolidada ampliou a perda na comparação trimestral ao registrar valor 11% abaixo do obtido no 2T15 e um tímido crescimento de 1% em relação à receita do 1T16, cuja queda em relação ao 1T15 havia sido de 5%. Apesar do 2T16 interromper três trimestres consecutivos de prejuízo, o lucro de, R$ 370 milhões, não foi capaz de compensar a perda do 1T16 e a Petrobras acumula ainda R$ 876 milhões de prejuízo no ano. O câmbio ajudou e o endividamento bruto recuou 12% em junho, em relação a março, passando de R$ 450 milhões para R$ 398 milhões. A dívida líquida caiu 10% e a parcela representada por moedas estrangeiras caiu de 91,7% em março para 80,1% em junho. Da mesma forma a dívida líquida sobre o Ebitda ajustado anualizado recuou de 5,31x em dezembro.15, para 4,53 em março.16 e para 4,49 em junho.16. Embora ainda sejam muitos os problemas, é um avanço.

PETRORIO
No 2T16 a PetroRio finalizou a primeira fase do programa de redesenvolvimento do Campo de Polvo, aumentando significativamente sua produção e alcançando Ebitda positivo de R$ 5,9 milhões. O Ebitda, quando comparado ao 2T15, ainda é 84% menor. Mas, quando comparado ao 1T16, apresenta significativa melhora, revertendo os R$ 31,2 milhões negativos. A produção atingiu média de 8.780 bbl/d, 23% superior ao trimestre anterior e retornou aos níveis do mesmo período no ano passado, fruto do impacto positivo das intervenções no campo de Polvo e da maior eficiência operacional de 96,6%. O prejuízo de R$ 51 milhões foi fortemente impactado pela variação cambial negativa de R$ 39,8 milhões.

RANDON PART
A receita líquida consolidada atingiu R$ 696,8 milhões no 2T16, 5,2% inferior ao 2T15 (R$ 734,7 milhões). O Ebitda registrou crescimento de 60,1% no 2T16, atingindo R$ 75,3 milhões contra R$ 47 milhões. As vendas para o mercado externo somaram US$ 42 milhões, com acréscimo de 10,9% (U$ 37,9 milhões). Já o lucro líquido foi de R$ 6,9 milhões e margem líquida de 1%, contra lucro de R$ 300 mil no 2T15. De modo geral, a empresa conseguiu se ajustar ao longo dos últimos meses e, ainda que o cenário econômico não ofereça condições para um crescimento mais vigoroso, vale dizer que houve consistência dos volumes e das receitas, mesmo em um ano recessivo. O guidance para 2016 é: receita operacional bruta consolidada de R$ 4 bilhões, exportações de US$ 260 milhões, importações de R$ 45 milhões e investimentos de R$ 60 milhões.

ROSSI RESID
A receita líquida do segundo trimestre de 2016 totalizou R$ 121 milhões. No acumulado do ano foi de R$ 228 milhões. No 2T16 a Rossi apurou prejuízo de R$ 125 milhões. O prejuízo acumulado em 2016 totalizou R$ 267,1 milhões. A Rossi manteve a postura de não lançar nenhum novo projeto até que as condições econômicas permitam que sejam gerados retornos superiores aos riscos assumidos no mercado imobiliário. No trimestre, as vendas brutas contratadas totalizaram R$ 310,1 milhões (R$ 215,8 milhões parte Rossi), uma variação de -44,5% quando comparado ao 2ª trimestre de 2015. No 2T16, as rescisões totalizaram R$ 278,5 milhões (R$ 196,8 milhões parte Rossi), um aumento de 61,1% em relação ao mesmo período de 2015.

TRIUNFO PART
A receita líquida ajustada consolidada atingiu R$ 346,2 milhões e o Ebitda ajustado atingiu R$ 198,5 milhões, crescimentos de 24,6% e 23,3% comparados aos pró-forma do mesmo período no ano anterior, principalmente, em função do aumento na arrecadação nas rodovias pelo início da cobrança de pedágio das 11 praças da Concebra no final de junho de 2015. O prejuízo líquido atingiu R$ 44 milhões no trimestre e R$ 69,1 milhões no acumulado do ano.

UNICASA
No 2T16 a Unicasa reportou lucro de apenas R$ 543 mil, muito abaixo dos R$ 4,048 milhões registrados no 2T15. A receita líquida foi de R$ 47,147 milhões, 20,9% menor quando comparada ao mesmo período do ano passado. A deterioração do cenário macroeconômico continua sendo o fator preponderante da queda das vendas. O destaque foi para o canal Multimarcas que apresentou queda menos acentuada do que o canal Exclusivo, devido, principalmente, à maturação de importantes lojistas abertos no ano passado. O resultado financeiro aumentou 25,9%, em função do maior rendimento de aplicações financeiras, consequência do maior volume de caixa aplicado.

Economia em Foco

IBC-Br: este indicador do BACEN, que serve como prévia do PIB, veio melhor em junho. Pelos dados observados, cresceu 1% contra maio, recuando 3,1% contra junho.15, -5,4% no ano e -5,6% em 12 meses. Pela critério dessazonalizado, não absorvendo os fatos sazonais, o crescimento foi menor, de 0,23% contra o mês anterior, recuando 4,2% contra o mesmo mês do ano passado e 5,9% no acumulado ao ano. Isto significa que, por estes dados, já se pode observar alguma recuperação da economia neste segundo semestre. Lembremos que este indicador engloba os três principais setores pelo lado da produção, serviços, indústria e agropecuária. Por estes, observamos também que a economia brasileira está saindo do “fundo do poço”. Em junho, a Indústria cresceu 1,1% mensalmente, os Serviços recuaram um pouco menos, 0,5% e as vendas do varejo cresceram 0,1%. Na Indústria foi o quarto mês seguido de alta, acumulando nestes 3,5%. Nos próximos dias será divulgado o PIB do segundo trimestre, mostrando um desempenho melhor do que no anterior (-0,3%). Estamos prevendo um crescimento em torno de 0,5% contra o trimestre anterior e ao fim deste ano recuo de 3,3% e avanço de 1,0% em 2017.

Crescimento da Alemanha desacelera
No segundo trimestre o crescimento econômico da Alemanha desacelerou um pouco, mesmo com as exportações e os fortes gastos públicos e consumo privado compensando a queda dos investimentos em construção e maquinário. Pelos dados preliminares, a economia cresceu 0,4% no segundo trimestre, depois de crescer 0,7% no primeiro. Este indicador foi o dobro do consenso do mercado (0,2%). Na análise anualizada o País cresceu 3,1%, o mais forte em cinco anos e mais do que o dobro da estimativa de mercado (1,5%). Isto demonstra que a saída do Reino Unido da UE ainda não se fez sentir entre nos principais países da região, A Alemanha continua como o ˜motor da zona do euro˜.

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