Passada a posse de Donald Trump, os mercados acionários internacionais mostram cautela antes de qualquer anúncio dos estímulos fiscais prometidos pelo novo presidente dos EUA, que também disse que renegociará acordos como o Nafta. As principais bolsas europeias operam com quedas ao redor de 0,5%, enquanto os futuros do Dow Jones e S&P 500 caiam em menor intensidade. Ainda no exterior, as commodities não apresentam comportamento comum, com o petróleo em queda de 1%, enquanto o minério de ferro subiu 0,9% no mercado à vista na China. Já o Ibovespa futuro, às 9h43, registrava alta de 0,25%. Por aqui os investidores avaliam a Pesquisa Focus, que mostrou maiores apostas na queda dos juros, com a projeção da Selic ao final deste ano recuando de 9,75% para 9,50%.

Perspectiva – 23 a 27 de janeiro

Em todos os nossos comentários mais recentes mantivemos tom otimista sobre o desempenho do mercado, acreditando que iria buscar o nível mais alto de 2016, próximo de 65.400 pontos do Ibovespa.

Também sempre identificamos que tal movimento deveria ser acompanhado de fluxo positivo crescente de recursos, capaz de absorver realizações de lucros de curto prazo. Destacamos que ações como as da Vale, por exemplo, já subiram quase 25% em poucos dias de 2017, sem falar em outras, como PDGR com valorização de 180% (ISSO MESMO!).

Nos últimos tempos temos assistido exatamente isso. Os investidores estrangeiros alocaram liquidamente R$ 2,96 bilhões até 17/01. A posição comprada de índice futuro mostra ampliação e não tivemos maior pressão vendedora de ações líderes depois do exercício de opções de 16/01.

Já tínhamos identificado certo otimismo nas projeções macroeconômicas dos agentes do mercado e isso serve como pano de fundo para justificar a alta da Bovespa de mais de 7% no mês. Também identificamos que há ampliação das opções de compra por parte dos investidores, agora atingindo empresas do segmento financeiro, varejo e até construtoras. Isso é sintoma de que o interesse por ações cresceu.

Do ponto de vista gráfico seguimos acreditando que passado o patamar de 64.000 pontos do Ibovespa, estamos abertos para buscar o objetivo inicial de 65.400 pontos e até 68.000. Contudo, temos que ver o que o governo Trump fará em termos de medidas e estímulos e como isso mexerá com outras economias, inclusive a nossa. As incertezas estão presentes e precisam ser diluídas. Também alertamos para o fato de que o fluxo de recursos para a Bovespa tem que continuar e teremos que contar também com comportamento positivo dos mercados no exterior.

Potencial dos Índices de Ações

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro testa sua imediata área de resistência em 65.240/65.320 pontos e terá que vencê-la para dar continuidade à trajetória altista na direção dos objetivos situados em 65.800 e 66.300 pontos (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

O dólar-futuro caiu ligeiramente abaixo do fundo formado em R$ 3,169, mas a velocidade da queda e o “gap” inicial poderão dar chance para um congestionamento ou reação, a fim de corrigir este exagero baixista (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

Assista ao vídeo da Análise Gráfica

Gestão das Companhias abertas

Raia Drogasil

Antonio Carlos de Freitas se desligou da Diretoria da RaiaDrogasil, encerrando um ciclo de 18 anos de sucesso. O executivo transformou a operação de varejo e liderou a expansão da companhia. Eugênio De Zagottis, atual diretor de Planejamento Corporativo e de Relações com Investidores da RaiaDrogasil, responderá também pelas Relações Institucionais da Companhia.

Tecnisa

Vasco de Freitas Barcellos Neto, Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Tecnisa renunciou ao seu cargo para assumir novos desafios. Flavio Vidigal de Capua é o novo Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Companhia. Flavio foi Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Rodobens entre os anos de 2011 e 2016.

Economia em Foco

Pesquisa FOCUS

A pesquisa Focus continua revendo as projeções de mercado. Na do dia 20/1, dentre os principais indicadores, o IPCA foi reduzido assim como a taxa Selic. O PIB foi mantido em 0,5% para este ano e a taxa de câmbio em R$ 3,40. No IPCA, neste ano passou de 4,80% para 4,71%, já havendo casas que preveem o índice no centro da meta. Para o ano que vem foi mantido em 4,5%. Já a taxa Selic passou de 9,75% para 9,50% neste ano e de 9,50% para 9,38% no ano que vem.

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