O cenário externo deve voltar a beneficiar a Bovespa nesta terça-feira, com petróleo e commodities metálicas seguindo em alta, o que vem favorecendo as ações de companhias destes segmentos. Assim os três principais índices acionários dos EUA fecharam ontem em seus maiores patamares históricos e nesta manhã os contratos futuros referenciados nestes índices seguem em alta. Sobre a valorização do petróleo, esta se deve às expectativas de que a Opep chegue a um acordo sobre o corte de produção da commodity. A agenda de indicadores é fraca, tanto no Brasil como no exterior, o que internamente deve manter os investidores atentos novamente ao cenário político, com foco na crise financeira dos Estados. Às 9h34, o Ibovespa futuro registrava alta de 1,23%.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em alta e testando a resistência representada pelo topo formado em 62.375 pontos, mas é possível que somente ultrapasse esta marca e estenda os avanços até 63.000 pontos depois de algum congestionamento intraday (comentário feito às 09:102 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

O dólar-futuro manteve a trajetória baixista e poderá atingir a projeção (Fibonacci, representada pelas retas tracejadas), em R$ 3,317 (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

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Economia em Foco

Atuação dos Bancos Centrais
A eleição de Donald Trump deve alterar o olhar dos bancos centrais norte-americano e brasileiro nos seus próximos passos. Por aqui, o corte da taxa Selic deve ser mais cauteloso na reunião do Copom dos dias 29 e 30/11. Antes defendido em 0,5 ponto percentual, deve ficar mesmo em 0,25 ponto percentual, não sendo surpresa se a taxa for mantida estável nos atuais 14,0%. A cautela aqui se justifica pela depreciação cambial dos últimos dias, em muito, pelo “efeito Trump”. Para o Fed o momento é mais delicado, pois nos seus discursos de campanha Trump sinalizou que aumentaria os gastos com infraestrutura e para estimular a indústria bélica e reduziria os impostos para os ricos. Isto deve acabar deteriorando o desempenho fiscal do País, podendo vir a gerar novas pressões inflacionárias. Sinais emitidos pelos diretores regionais do Fed e pela própria presidente, Janet Yellen, indicam uma elevação da taxa Fed Fund para “muito breve”, agora em meados de dezembro, mas ainda limitada a 0,25 p.p.. A dúvida, no entanto, se volta para o ritmo de elevações da taxa no ano de 2017, talvez não mais gradualista. Dúvidas também se voltam para a permanência, ou não, de Janet Yellen na presidência do Fed. Depois da eleição de Trump muito se falou sobre a sua renúncia.

Pesquisa Focus: As projeções para o PIB de 2016 passaram de -3,37% para -3,40%. Em 2017, a expectativa do PIB caiu de 1,13% para 1,00%. Sobre os dados de inflação, as expectativas do IPCA em 2016 caíram de 6,84% para 6,80% e ficaram em 4,93% no próximo ano. A perspectiva da Taxa Selic permaneceu em 13,75% ao fim de 2016 e em 10,75% ao fim de 2017. A expectativa para a Taxa de Câmbio ao fim de 2016 avançou de R$ 3,22 para R$ 3,30 e permaneceu em R$ 3,40 em 2017. Na Focus desta semana chamou atenção a revisão da taxa de câmbio para R$ 3,30, reflexo do efeito Trump sobre os mercados.

Agenda

Corporativa

Econômica

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