O Ibovespa futuro aponta para uma abertura positiva (+0,54%, às 9h39), na tentativa de recuperar um pouco das fortes perdas de ontem, quando o principal índice da bolsa brasileira caiu 1,69%. A cena internacional ainda pode pesar, principalmente com a crescente preocupação com o Deutsche Bank, que volta a ter perdas nesta sessão. Assim as bolsas europeias caem ao redor de 1%, sofrendo também com a realização de lucros recentes do petróleo. Por lá se avaliam uma série de indicadores econômicos, com a inflação ao consumidor (CPI) da zona do euro registrando a maior alta desde 2014, a taxa de desemprego na zona do euro inalterada pelo quinto mês seguido (10,1%), a queda nas vendas no varejo da Alemanha e o maior crescimento do PIB do Reino Unido no 2T16. Nos EUA a agenda também é carregada, com os contratos futuros de Dow Jones e S&P 500 revertendo há pouco para ligeira alta (+0,1%).

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em ligeira alta, mas a alternância de movimentos no interior de um processo de congestionamento (o grande triângulo) é normal e não significa possibilidade de avanços importantes. Aparentemente isto somente acontecerá em caso de superação da resistência de 59.000 pontos ou perda do suporte de 58.000 pontos (comentário feito às 09:11 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

O dólar-futuro tem sua resistência imediata de R$ 3,27/3,276 e terá que vencê-la para permitir a expectativa de ingresso em mais importante manifestação altista. Por outro lado, a eventual perda do suporte de R$ 3,213 poderá dar chance para nova queda na direção do fundo formado em R$ 3,189 (comentário feito às 09:12 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

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Economia em Foco

Confiança do Comércio

Recuou 1,7 ponto em setembro, atingindo 80,4 pontos. A média móvel trimestral teve alta de 2,2 pontos. O ISA-COM recuou 3,0 pontos e o IE-COM ateve queda de 0,4 ponto (69,0 e 92,6 pontos, respectivamente), com queda de 4,2 pontos no volume da Demanda Atual e recuo de 1,0 ponto no grau de otimismo com as Vendas nos 3 meses seguintes. Entendemos que o mês de agosto também foi atípico, com expressivo avanço de 7,2 pontos sobre o mês anterior, saindo de 74,9 em julho para 82,1 pontos em agosto. Acreditamos que seja um recuo pontual, pois observamos que setembro ficou em 80,4 pontos, bem acima do mês de julho.

Confiança de Serviços

Avançou 1,8 ponto em setembro, para 80,6 pontos, a sétima alta consecutiva, alcançando o maior nível desde fevereiro/2015 (81,3 pontos). O índice avançou em 8 das 13 atividades pesquisadas. O IE avançou 3,9 pontos, para 91,0 pontos, com destaque para a alta de 5,3 pontos no indicador demanda prevista. O ISA recuou 0,1 ponto, para 70,8 pontos, com a queda de 0,6 ponto do indicador de percepção da Demanda Atual. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada ficou estável em setembro, em 82,6%. A Confiança do setor de Serviços continuará avançando, à medida que o ISA diminua o pessimismo.

PNAD Contínua

A taxa de desocupação foi estimada em 11,8% no trimestre encerrado em agosto, ante 11,2% entre mar-mai/2016 e 8,7% entre junho-agosto do ano anterior. A população desocupada (12,0 milhões) cresceu 5,1% sobre o trimestre anterior e 36,6% sobre o ano anterior. A população ocupada (90,1 milhões) caiu 0,8% sobre o trimestre março-maio2016 e 2,2% sobre o ano anterior. O número de empregados com carteira assinada (34,2 milhões) ficou estável sobre mar-mai/2016 e caiu 3,8% sobre jun-ago/2015. O rendimento médio real (R$ 2,01 mil) ficou estável sobre o trimestre anterior e sobre o mesmo período do ano passado. Reiteramos nossa expectativa de deterioração do mercado de trabalho nos próximos meses. Foi observado o aumento da procura de empregos, dos jovens e com menor qualificação.

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