As preocupações com o cenário fiscal pesam sobre o Ibovespa futuro que, às 9h35, registrava queda de 0,47%. O desempenho é contrário ao visto no exterior, onde o sinal positivo predomina, apesar das oscilações serem modestas. Lá fora os investidores seguem no aguardo do discurso de Janet Yellen, presidente do Fed, na sexta-feira, quando aguardam por sinais dos próximos passos da política monetária dos EUA. Voltando para o cenário interno, as preocupações dos investidores se dão após a falta de quórum no Senado e Câmara dos Deputados para votar, respectivamente, a LDO de 2017 e os destaques do projeto de renegociação das dívidas dos Estados com a União.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em baixa e testando o suporte representado pelo fundo formado em 58.575 pontos, que se for perdido aumentará as chances de extensão da queda até 58.300/58.000 pontos.

O dólar-futuro testou a resistência representada pelo topo formado em R$ 3,263, mas aparentemente sem condições de vencê-la (e estender os avanços até R$ 3,28) sem prévio congestionamento em suas proximidades (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

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Economia em Foco

Confiança do Consumidor: avançou 2,6 pontos em agosto, subindo para 79,3 pontos, quarta alta consecutiva. O Índice das Expectativas (IE) avançou 1,6 ponto, atingindo 86,9 pontos, o maior desde dezembro/2014 (87,2 pontos), com o indicador que mede o grau de otimismo com a situação econômica local futura avançando 1,7 ponto, passando de 109,9 para 111,6 pontos. O Índice da Situação Atual (ISA) subiu 3,8 pontos, atingindo 69,5 pontos, destacando o indicador que mede o grau de satisfação com a situação econômica local, que subiu 3,6 pontos, atingindo 76,6 pontos. Houve alta da confiança nas quatro classes de renda pesquisadas. Novamente houve avanço tanto no indicador sobre a situação atual como o de perspectivas, dado o relativo otimismo dos agentes, o que corrobora na melhora das expectativas ainda para este ano.

IPCA-15 desacelera em agosto
Segundo o IBGE, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou em agosto variação de 0,45%, ante 0,54% no mês anterior. No ano a inflação está 5,66% e acumulando 8,95% em doze meses, pouco acima de 8,93% até julho. Dos nove grupos pesquisados, quatro apresentaram desaceleração, com destaque para Alimentação e Bebidas (de 1,45% para 0,78%), impactando o índice em 0,20 p.p, colaborado pela variação da cebola (-22,81%), da batata-inglesa (-18,0%) e das hortaliças (-9,01%). Outro decréscimo foi em Vestuário (-0,13%), Habitação (-0,02%) e Transportes (0,10%). Era esperada essa desaceleração no IPCA-15, que poderá recuar também na próxima apuração.

EUA: Pedidos de Hipotecas na MBA recuaram 2,1% na semana encerrada em 20 de agosto, ante recuo de 4,0% na semana anterior.

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