A primeira sessão do ano na Bovespa deve manter volume reduzido, uma vez que operará “isolada”, sem os referenciais das Bolsas de Nova York e Londres, que estão fechadas devido às festas de início de ano. O Ibovespa futuro operava, às 9h36, em queda de 0,71%, refletindo em parte as desvalorizações das ADRs de empresas brasileiras na última sexta-feira, quando a Bovespa estava fechada. No exterior, as bolsas europeias que estão em operação, casos de Frankfurt e Paris, apresentam ligeiras valorizações, amparadas por dados econômicos positivos. Os PMI industriais da zona do euro e da Alemanha, referentes à dezembro, atingiram seus maiores patamares em alguns anos.

Perspectiva – 2 a 6 de janeiro

Ano Novo, Vida Nova. Assim reza a crença popular.

Apesar disso, 2017 vai começar exatamente como terminou 2016, pelo menos no primeiro trimestre, no que diz respeito aos indicadores sofríveis de conjuntura. A percepção é que está tudo muito demorado, até no que se refere à medidas que poderiam ser implementadas pelo Executivo, sem necessidade de passar pelo Legislativo.

Aparentemente, o presidente Temer se conscientizou disso e quer mais agilidade e proatividade de seus ministros, com destaque para a área econômica, saúde e educação. Temer sentiu que precisa de alguns resultados no curto prazo para conseguir manter sua base de apoio no Congresso e alguma aceitação pela sociedade.

Assim, é de supor que novas medidas micro serão adotadas e esperamos que não sejam tomadas “em cima da perna”. Que venham prontas e não seja preciso esperar até fevereiro para melhor especificar, como feito recentemente.

O novo ano começa com recesso no Legislativo e Judiciário e, portanto, com clima mais ameno. Porém, é possível que vazamentos ocorram e o lado político siga pesando nas decisões dos investidores. Sorte também que é época de férias para gestores de recursos e os mercados devem seguir por alguns dias meio em “banho-maria”.

Vamos fechando 2016 próximos de 60.000 pontos do Ibovespa, depois de ter perdido 65.000 pontos e de o mercado americano encerrar o ano em recorde histórico. Portanto, haveria espaço para novas altas da Bovespa, porém ainda muito longe do recorde histórico, de 74.000 pontos.

Se Temer e sua equipe conseguirem minimamente emplacar políticas corretas e com alguma velocidade, os agentes dos mercados reagirão com maior propensão ao risco beneficiando os mercados. Tudo vai depender de conseguir ou não colocar rodando o ajuste fiscal, encaminhar bem a reforma da Previdência Social e reforma trabalhista e não esgarçar as contas públicas com as negociações com os Estados.

Se tudo estiver bem encaminhado do lado econômico, os recursos para investimentos chegarão, os processos de fusões e aquisições acontecerão e os investidores assumirão parcelas crescentes de risco. Isso posto, podemos sonhar que ao longo do ano o recorde histórico possa ser novamente alcançado.

Feliz 2017 para todos!!

Potencial dos Índices de Ações

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em baixa e se perder o suporte imediato de 60.555 pontos poderá estender a correção até níveis entre 60.325 e 60.095 pontos. (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

O dólar-futuro testa a resistência imediata de R$ 3,296 e se conseguir vencê-la poderá estender o repique até R$ 3,312 (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

Assista ao vídeo da Análise Gráfica

Economia em Foco

IPC-S encerra dezembro com alta de 0,33%

O IPC-S acelerou na quarta quadrissemana de dezembro, registrando 0,33%, ante 0,24% na última divulgação. O índice em 2016 acumulou inflação de 6,18%. Dos oito grupos componentes do índice, seis apresentaram aceleração no encerramento de dezembro, com destaque para Transportes (de 0,55% para 0,78%), motivado pelo item gasolina (de 0,76% para 2,05%). Outras acelerações ficaram por conta de: Alimentação (de 0,35% para 0,44%), Vestuário (de 0,46% para 0,73%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,63% para 0,71%), Comunicação (de 0,10% para 0,25%) e Despesas Diversas (de 1,14% para 1,50%). Na contramão estão Habitação (de -0,64% para -0,67%) e Educação, Leitura e Recreação (de 1,05% para 0,95%).

Pesquisa Facus

Na expectativa do mercado da última Pesquisa Focus de 2016, o IPCA desacelerou ainda mais para 2016, de 6,40% na semana anterior para 6,38%. Já para 2017 acelerou, passando de 4,85% para 4,87%. A taxa de câmbio recuou um pouco para o final de 2017, de R$ 3,50 para R$ 3,48 e o PIB se manteve em recuo de 3,49% em 2016 e em crescimento de 0,50% para 2017. Para o final deste ano, a taxa Selic diminuiu de 10,50% para 10,25%.

O que será de 2017?

Viramos mais um ano. Uns diriam: tempo de renovar as esperanças e olhar para frente…Será mesmo ? Como apagar o bom e providencial avanço da Lava-Jato? E o que dizer da crise econômica atual? Certo que foi (e vem) sendo gerada por uma brutal perda de confiança dos agentes. Não foi um choque externo, uma crise global, que nos trouxe ao atoleiro atual, mas sim uma brutal crise de governabilidade que acabou no impeachment da presidente Dilma e na paralisia econômica atual. Como reverter isso? Até estamos indo bem…Na verdade, na gestão econômica os avanços são notáveis, mas como tudo neste “país da jabuticaba”, vem a Lava-Jato (LJ), as delações premiadas e agora o TSE e podem colocar tudo a perder. A LJ, pela fragilização da base de apoio do presidente Temer, o TSE, pela cassação da chapa Dilma-Temer, levando o atual presidente. Em resposta, Temer já disse que usará todos os mecanismos protelatórios possíveis para resistir a essa cassação. Mas como governará neste clima?? Se isso acontecer, o País, na certa, entrará em ebulição política e social. Bem, vida que segue. Tudo isso ainda são possibilidades, hipóteses. Esperamos que consigamos atravessar mais este ano com a agenda de reformas avançando, o crescimento retomando, o desemprego caindo, assim como a taxa de juros e a inflação…Não dizem que este País só avança na pressão?? Pois é…

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