A divulgação de uma série de indicadores econômicos positivos na China não traz muita força para os negócios nas bolsas internacionais. Os principais índices europeus sobem na margem e os contratos futuros do Dow Jones e S&P 500 caem ao redor de 0,5%. Sobre os dados chineses, as vendas no varejo, a produção industrial, o investimento em ativos fixos urbanos e as vendas de moradias, todos referentes a agosto, registraram crescimentos acima das expectativas. Entretanto, as bolsas do exterior sofrem a influência negativa da queda de mais de 2% do petróleo, devido à redução nas previsões de demanda global pela commodity em 2016 e 2017 feita pela Agência Internacional de Energia (AIE). Por aqui o Ibovespa futuro operava, às 9h37 com queda de 1,14%. Os investidores avaliam os desdobramentos da cassação de Eduardo Cunha, aprovada na noite de ontem, além de aguardarem o anúncio do programa de concessões do governo, que deve ser anunciado ainda hoje.

Foco Gráfico


O Ibovespa-futuro abriu em queda e rompendo a base de uma configuração de Bandeira de Baixa, sinalizando a possibilidade de consecução dos objetivos representados pelos fundos formados em 58.340 e 57.835 pontos. Para anular tal expectativa, será necessário que o índice retornasse para o interior da figura, ou seja, ultrapassar 58.900 pontos (comentário feito às 09:11 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

O dólar-futuro experimenta nova recuperação, mas terá que ultrapassar a resistência imediata de R$ 3,30 para tentar atingir o topo formado em R$ 3,33 (comentário feito às 09:11 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

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Economia em Foco

Programa de Concessões
Hoje o Governo vai anunciar seu pacote de concessões, que provavelmente contará com R$ 62 bilhões de oportunidades de investimento para o setor privado nas áreas de infraestrutura, transporte, saneamento e energia elétrica. A intenção do Governo Michel Temer é oferecer aos investidores um modelo de concessões com taxas de retorno que remunerem adequadamente o investimento, em oposição ao modelo de modicidade tarifária do Governo Dilma Rousseff, que não funcionou. Outro ponto importante é a disponibilidade de financiamento. O empréstimo-ponte do modelo anterior deve não acontecer agora. A primeira fase do Programa será divulgado hoje. Vamos aguardar.

Pesquisa Mensal do Comércio: Em julho, pelo IBGE, as vendas no varejo recuaram 0,3% na comparação com o mês anterior pelo conceito restrito. Contra julho/2015 registraram queda de 5,3%, repetindo a variação de junho, no ano recuaram 6,7% e em doze meses -6,8%. Das oito atividades pesquisadas, que compõem o varejo, seis apresentaram variação negativa na passagem de junho para julho. Segundo a pesquisa, as atividades de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%) e de combustíveis e lubrificantes (-0,3%) responderam juntas por cerca de 60% da taxa global. Pelo lado das vendas no conceito ampliado, a queda foi de 0,5% em julho, motivada pela retração em veículos e motos, partes e peças (-0,3%) e material de construção (-2,5%). Ainda segue vacilante as vendas do comércio varejista, pressionado pelas questões do endividamento das famílias, a taxa de juros alta e a inflação diminuindo o poder de compra dos consumidores.

IPC-Fipe: registrou alta de 0,05% na 1ª quadrissemana de setembro, contra 0,11% na última divulgação. Dos sete grupos pesquisados, quatro assinalaram desaceleração: Alimentação (0,74% para 0,55%), Despesas Pessoais (0,05% para -0,19%), Saúde (1,41% para 0,69%) e Educação (-0,05% para -0,12%). As acelerações ocorreram nos grupos Habitação (-0,57% para -0,40%), Transportes (-0,02% para 0,00%) e Vestuário (0,21% para 0,36%).

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