A poucas horas para se conhecer o próximo presidente dos EUA, em disputa que vem trazendo volatilidade para os mercados, os investidores tornam-se mais cautelosos, principalmente após a euforia de ontem, quando o Ibovespa subiu quase 4%, acompanhando seus pares internacionais. O resultado da eleição norte-americana deve sair nesta madrugada de terça para quarta-feira, sendo que a expectativa majoritária aponta para a vitória de Hillary Clinton. Sobre a agenda de indicadores lá fora, destaque para os dados da produção industrial e superávit comercial da Alemanha, que frustraram as expectativas, assim como as exportações e importações da China, que caíram mais do que o esperado em outubro. Por aqui o foco ainda é o cenário político, com a PEC do teto dos gastos públicos em audiência pública no Senado. O Ibovespa futuro, às 9h44, operava com baixa de 0,47%.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro está corrigindo o forte avanço anterior, mas se não cair abaixo de suporte imediato de 64.460 pontos ainda poderá voltar a subir na direção do topo formado em 65.130 pontos (comentário feito às 09:12 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

O dólar-futuro tem sua resistência imediata em R$ 3,239 e se conseguir vencê-la poderá repicar até R$ 3,263. Por outro lado, em caso de perda do suporte de R$ 3,211, poderá atingir o fundo formado em R$ 3,191 (comentário feito às 09:12 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

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Temporada de Balanços 3T16

ALIANSCE
Reverteu o lucro de R$ 115 milhões do 3T15 em prejuízo de R$ 11 milhões, explicado pelo fato de que no 3T15 ocorreu a alienação do Santana Parque Shopping. No 3T16 não houve nenhuma alienação relevante de ativo e o resultado foi afetado negativamente pela desaceleração no ritmo de crescimento da receita com aluguéis e também com o aumento dos custos com condomínio.

BANCO PAN
Fechou o 3T16 com prejuízo de R$ 13 milhões, contra R$ 128 milhões no 2T16 e lucro de R$ 44 milhões no 3T15. Seus resultados continuaram impactados, embora em menor grau, pelas despesas com provisionamentos para crédito e despesas com pessoal e administrativas. Nas primeiras, é fato que o Banco vem promovendo uma limpeza na carteira de crédito e procurando operar com aqueles de melhores colaterais, como o consignado. Mas ainda pesa o risco da carteira de veículo, sobretudo da safra anterior, visto o prazo longo de empréstimo. Em paralelo, considere-se o risco decorrente do segmento de crédito em pessoa jurídica, em que pese o recuo dessas operações. Nas segundas (despesas de pessoal e administrativas) houve o impacto do acordo coletivo, afora as despesas decorrentes com originação de créditos, mais precisamente nos segmentos de cartões e consignado.

GUARARAPES
A Guararapes registrou no 3T16 lucro líquido de R$ 18 milhões, 44% inferior ao lucro líquido de R$ 32 milhões apurado no 3T15. Explicam o fraco resultado o aumento dos custos com lojas com menos de um ano de operação e o relevante acréscimo das despesas com vendas para fazer face ao acirramento da concorrência.

ITAUSA
O lucro líquido recorrente, de janeiro a setembro de 2016, foi de R$ 6,3 bilhões, com leve queda de 2,9%, em relação ao 3T15. O ROE recorrente atingiu 18,2%, mantendo-se estável. A equivalência patrimonial recorrente da holding Itaúsa perfez R$ 6,4 bilhões, contra R$ 6,6 bilhões. A área de serviços financeiros contribuiu com R$ 6,5 bilhões (praticamente estável), enquanto a área industrial, representada pelas participações nas empresas Duratex, Elekeiroz e Itautec, registrou recuo, remetendo a queda da equivalência patrimonial.

LINX
Aumentou a receita líquida em 8,7% no 3T16 com o lucro líquido, de R$ 18,0 milhões, se mantendo em linha com os R$ 17,5 milhões do 3T16. A taxa de renovação de clientes no trimestre foi de 98,7%, o mesmo patamar do 2T16.

MARCOPOLO
No 3T16, a receita operacional líquida foi de R$ 708,2 milhões, contra 658,6 milhões no 3T15, evolução de 7,5%. No mercado interno, o valor foi de R$ 179 milhões com queda de 39%, enquanto a receita com exportação gerou R$ 302,2 milhões, com aumento de 79%. Já as receitas obtidas no exterior foram de R$ 227 milhões, evolução de 13,7%. O Ebitda atingiu R$ 294,3 milhões, contra R$ 50,6 milhões no 3T15, devido ao impacto de R$ 268,1 milhões proveniente da alienação de 4,5 milhões de ações de emissão da New Flyer Industries Inc. O Ebitda recorrente foi de R$ 50,9 milhões, contra R$ 50,6 milhões no 3T15. Em contrapartida, a Marcopolo provisionou R$ 32,7 milhões para reestruturar a rede de vendas no mercado interno e externo, além de R$ 4,6 milhões para indenizações trabalhistas. O lucro líquido somou R$ 178,4 milhões, contra R$ 8,0 milhões no 3T15.

MILLS
Apresentou prejuízo de R$ 22,2 milhões no 3T16, ante R$ 20,9 milhões no 2T16, explicado pela queda do resultado operacional. A receita líquida foi de R$ 86,1 milhões, recuando 18,2% sobre o 2T16, pressionada pela queda da receita de locação, explicada, em parte, pelo fim de contratos relacionados às Olimpíadas.

QUALICORP
A gestora de benefícios de assistência à saúde dribla a crise e lucra R$ 70,5 milhões, um crescimento de 16% sobre os R$ 60,6 milhões do 3T15. A receita líquida consolidada do trimestre avançou 14%, para R$ 521 milhões. No acumulado de 9M16 o lucro atingiu R$ 331 milhões, 95% acima dos 9M15.

TUPY
A receita líquida, de R$ 763 milhões, caiu 10,9% na comparação com o 3T15. No mercado interno, houve aumento de 2,2%, decorrente de oportunidades pontuais de vendas e antecipação de volume de alguns clientes. Por outro lado, a receita do mercado externo caiu 13,4%, tendo em vista especialmente a queda de 1,4% no volume físico de vendas e a valorização de 11,7% do real ante o dólar. O lucro líquido foi de R$ 9,0 milhões, com margem líquida de 1,2%, ante lucro de R$ 60,4 milhões e margem de 7,1% no 3T15. No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, a empresa ainda registra prejuízo líquido de R$ 2,5 milhões, ocasionado sobretudo pelo prejuízo de R$ 28,8 milhões no 2T16.

UNIDAS
O lucro do 3T16 avançou 18% sobre o lucro do 3T15, de R$ 12,1 milhões para R$ 14,3 milhões, resultado principalmente do crescimento da receita líquida no mesmo patamar. A receita do segmento aluguel de carros teve expansão de 18,3%, enquanto a do segmento terceirização de frotas emplacou alta de 43,3% no 3T16 vs 3T15.

UNIPAR
A expansão de 11% do preço da soda no mercado internacional gerou aumento de 6% da receita líquida na comparação com o 3T15. Isto foi plenamente transferido ao lucro, que atingiu R$ 19,3 milhões no 3T16 vs R$ 14,4 milhões um ano antes.

Economia em Foco

IPC-S: teve variação de 0,39% até 07 de novembro, ante 0,34% na última divulgação. Cinco das oito classes apresentaram variação positiva, com destaque para Alimentação (-0,05% para 0,06%), com as frutas passando de -2,87% para -0,17%. Outros acréscimos: Educação, Leitura e Recreação (0,03% para 0,27%), Transportes (0,80% para 0,85%), Vestuário (0,23% para 0,26%) e Habitação (0,40% para 0,41%). As desacelerações ocorreram em: Saúde e Cuidados Pessoais (0,54% para 0,49%) e Comunicação (0,89% para 0,85%). O grupo Despesas Diversas permaneceu em 0,05%.

IGP-DI: variou 0,13% em outubro, ante 0,03% em setembro e 1,76% em out/2015. Em 2016, a taxa acumulada foi de 6,24% e 7,99% em 12 meses. O IPA foi de 0,04% em outubro, ante -0,03% no mês anterior, com o índice de Bens Finais passando de -0,36% para -0,33%, destacando o subgrupo alimentos in natura (de -7,76% para -7,17%). Os Bens intermediários recuaram 0,36%, ante -0,06% e as Matérias-Primas Brutas passaram de 0,40% para 0,92%. O IPC variou 0,34% ante 0,07%, com destaque para o grupo Transportes (de -0,11% para 0,80%), tendo a maior contribuição do item gasolina (de -1,23% para 1,77%). O INCC variou 0,21% em outubro, ante 0,33% no mês anterior.

Produção industrial regional: Segundo o IBGE, a produção industrial nacional cresceu 0,5% em setembro (ajuste sazonal), havendo expansão em 9 dos 14 locais pesquisados. Cabe destacar o crescimento de 9% no Espírito Santo, que elimina a perda de 7% verificada em agosto. Os demais tiveram os seguintes desempenhos: Minas Gerais (2,0%), São Paulo (1,6%), Rio Grande do Sul (0,7%), Região Nordeste (0,6%), Amazonas (0,5%), Pará (0,5%), Rio de Janeiro (0,5%) e Pernambuco (0,2%) completaram o conjunto de locais com índices positivos em setembro. Por outro lado, Goiás (-3,3%) apontou o resultado negativo, seguido por Ceará (-1,9%) e na Bahia (-1,6%), enquanto Paraná (0,0%) e Santa Catarina (0,0%) repetiram o patamar assinalado no mês de agosto.

Agenda

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Econômica

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