A quarta-feira promete ser movimentada, em contraste com os primeiros dias da semana, quando os investidores estiveram mais retraídos devido à espera pelos eventos de hoje. No exterior, a primeira entrevista coletiva do presidente eleito dos EUA concentra as atenções do mercado, que busca por sinalizações sobre os estímulos fiscais prometidos por Donald Trump. Por aqui o aguardo é pelo fim da reunião do Copom, que pode optar uma aceleração nos cortes da Selic. Há pouco houve o anúncio do IPCA de dezembro, registrando alta de 0,30%, com acumulado de 6,29% no ano e abaixo do teto da meta de inflação. As bolsas europeias operam com ligeiras alta, assim como os futuros do Dow Jones e S&P 500. Às 9h39, o Ibovespa futuro registrava alta de 0,40%.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em alta e ultrapassou a resistência representada pelo topo formado em 63.280 pontos, mas é possível que ingresse em pequeno congestionamento intraday antes de estender os avanços até 63.800/64.200 pontos (comentário feito às 09:10h e baseado no gráfico intraday de 30’).

O dólar-futuro mostra condição baixista e poderá atingir o fundo formado em R$ 3,201 (comentário feito às 09:10h e baseado no gráfico intraday de 30’).

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Gestão das Cias Abertas

Rossi

João Rossi Cuppoloni e Rafael Rossi Cuppoloni foram eleitos Presidente e Vice-Presidente do Conselho de Administração, enquanto João Paulo Franco Rossi Cuppoloni assume a partir de hoje o cargo de Diretor-Presidente da Rossi.

Economia em Foco

Dia de reunião do Copom

O BACEN decide nesta quarta-feira pela taxa Selic, devendo ser reduzida em 0,5 ponto percentual, a 13,25% anuais. Cresce no mercado, no entanto, a opinião dos que defendem um corte mais agressivo, de 0,75 ponto percentual, ainda mais depois do IPCA de dezembro (0,3%), fechando o ano dentro do sistema de meta (6,29%) e a atividade econômica ainda frágil. Muitos defendem que seria de bom grado o BACEN ser mais rápido neste momento, visando voltar a estimular logo a economia, já que a desinflação segue o seu curso. Achamos, no entanto, que alguma cautela é necessária, com o corte em 0,5 ponto percentual nesta reunião, podendo vir a se acelerar mais nas próximas. Para isso, será importante que o cenário político e fiscal estejam melhor definidos.

IPCA registra 0,3% em dezembro

O IPCA de dezembro acabou dentro das estimativas de mercado, registrando 0,3%, depois de 0,18% em novembro. No ano, o índice ficou dentro do sistema de metas, no intervalo superior, próximo ao teto (6,29%). Influenciaram neste desempenho os alimentos e os preços administrados. Analisando por grupos, Alimentos e Bebidas passou de -0,2% para 0,08%, com impacto de 0,2 ponto percentual no índice, Transportes passou de 0,28% para 1,11%, impactado pelos reajustes da gasolina e o das passagens aéreas, e Despesas Pessoais passou de 0,47% para 1,01% (0,11 p.p.), devido às altas do cigarro, das despesas com excursões e de outros serviços. Para janeiro é possível que o IPCA venha mais elevado (0,45%), dada a sazonalidade do período. No ano, acreditamos que o índice venha a convergir para o centro do sistema de metas (4,5%).

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