A reação positiva dos mercados internacionais às medidas anunciadas nesta manhã pelo Banco da Inglaterra (BoE) devem sustentar uma abertura em alta nos negócios na Bovespa. A autoridade monetária reduziu os juros de 0,50% para 0,25%, aumentou o programa de compra de bônus em £ 60 bilhões e decidiu comprar até € 10 bilhões em bônus corporativos do Reino Unido. As medidas visam impulsionar a economia do país e combater os efeitos negativos do Brexit, o que traz altas acima de 1% para as bolsas europeias. O sinal positivo também predomina nos contratos futuros do Dow Jones e S&P 500. Por aqui as preocupações com a situação fiscal podem reduzir um pouco o ímpeto altista, devido a aprovação pela CCJ do aumento do subsídio dos ministros do STF e possíveis reflexos com um efeito cascata para outras categorias. O Ibovespa futuro avançava 0,44%, às 9h44.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em alta e poderá atingir o topo formado em 57.985 pontos, mas é possível que os já elevados níveis do Indicador de Força Relativa impeçam a superação desta resistência sem prévio congestionamento intraday.

O dólar-futuro poderá atingir R$ 3,23 nesta queda, mas neste momento o afastamento dos preços em relação às Médias Móveis mostra possibilidade de formação de um congestionamento intraday para corrigir este exagero baixista (comentários feitos às 09:08 h e baseados nos gráficos intraday de 60’).

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Temporada de Balanços 2T16

ABC BRASIL
Fechou o 2T16 com lucro de R$ 104,1 milhões, crescimento de 8,9% em relação ao 1T16 e 15,5% ante o 2T15. O ROAE anualizado atingiu 15,7%, aumento de 0,7 p.p. em relação ao 1T16 e 0,1 p.p. ante o 2T15. A Carteira de Crédito Expandida encerrou junho de 2016 em R$ 21.005 milhões, crescimento de 0,7% nos últimos 12 meses e redução de 1,8% no trimestre. No segmento Large Corporate, a carteira cresceu 3,3% nos últimos 12 meses e caiu 1,1% no trimestre, e no segmento Corporate houve redução de 13,2% nos últimos 12 meses e de 5,8% no trimestre. O índice de inadimplência acima de 90 dias foi ascendente, ao atingir 1,9%, contra 1,2% no 1T16 e 0,7% no 2T15.

BRASKEM
O lucro líquido atribuído aos sócios da Braskem foi de R$ 413 milhões no 2T16, uma perda de 62% se comparada aos R$ 1.096 milhões do segundo trimestre de 2015. Em seis meses a perda se reduziu para 12% (R$ 1.188 milhões no 1S16 x R$ 1.347 milhões no 1S15). A despesa financeira foi a grande responsável pela redução do lucro da Braskem no trimestre, impactada principalmente pelo resultado financeiro da Braskem Idesa, já que a operação do complexo petroquímico no México entrou em operação no 2T16 e a despesa financeira da Braskem Idesa deixou de ser capitalizada.

LIGHT
O prejuízo apresentado no 1S16 (-R$ 57 milhões vs +R$ 71,2 milhões no 1S15) se deveu ao fraco resultado operacional obtido (queda de 43% no resultado da atividade), compensado pela redução de 24,4% no resultado financeiro líquido negativo. O resultado operacional desfavorável se explica principalmente pela elevação de provisões na Light SESA (+117,2%), tendo em vista o programa de PDV em andamento. A melhoria financeira, a despeito do fraco resultado operacional, se deveu ao comportamento mais favorável do câmbio no período.

MAGAZINE LUIZA
A Magazine Luiza registrou faturamento de R$ 2,147 bilhões no 2T16, 2% maior que o receita do 2T15. O destaque foram as vendas através do e-commerce, que cresceram 34%, alcançando 23% da venda total. A margem bruta teve acréscimo de 1 p.p.. As despesas com vendas recuaram 20% e as despesas administrativas tiveram queda de 6%. A Magazine Luiza registrou no 2T16 geração de caixa, expressa pelo EBITDA, de R$ 162 milhões, 28% superior ao do 2T15. Por outro lado, o resultado financeiro foi pior mostrando aumento de 20% na despesa financeira líquida. O pior resultado financeiro reflete o aumento da perda com inadimplência de clientes e o aumento do CDI. O bom desempenho operacional foi determinante para a Magazine Luiza registrar lucro de R$ 10 milhões no 2T16, 243% superior ao do 2T15.

MILLS
Apurou prejuízo de R$ 20,9 milhões, alta de 156% em relação às perdas do mesmo trimestre do ano passado, em função do fraco desempenho operacional, além de provisões e despesas não recorrentes. A receita líquida recuou 28,8% ante o 2T15, reflexo da queda na receita dos principais segmentos: locação, venda de novos e de seminovos. O resultado financeiro também foi ruim, negativo em R$ 7,2 milhões, mas o prejuízo ficou menor em 55% quando comparado ao 2T15, devido ao aumento das receitas financeiras.

MULTIPLUS
Registrou lucro líquido recorde de R$136,5 milhões no 2T16, altas de 7,4% ante o 1T16 e 24,9% ante o 2T15, registrando incremento da margem líquida (2T16: 25,1%; 1T16: 22,4%; 2T15: 19,5%). Houve menor emissão de pontos (-15,7% ante 2T15), levando ao recuo de 11,5% no faturamento com pontos. Isto foi devido a queda na demanda e redução de ofertas dos voos, além da menor taxa de conversão nos cartões de crédito. Os resgates de pontos também se reduziram ante o 2T15 (-13,5%). Colaboraram para formação do resultado recorde a queda no custo dos resgates de pontos (-9,9% ante 2T15) e o aumento da receita financeira (+19,6%).

PROFARMA
Registrou lucro líquido de R$ 8,4 milhões no 2T16, apresentando melhora frente a apenas R$ 126 mil apurado no segundo trimestre de 2015. Já o lucro líquido ajustado, que leva em consideração à aquisição dos 50% remanescentes da rede de varejo Tamoio e os eventos não recorrentes, ficou em R$ 16 milhões. O desempenho reflete a evolução do resultado operacional da Profarma, com Ebtida de R$ 74,8 milhões no primeiro semestre, o que corresponde a 94% do Ebtida total do ano de 2015. A receita líquida foi de R$ 1 bilhão, crescimento de 19% ante o 2T15, reflexo do aumento da receita tanto na Divisão Distribuição Farma quanto na Divisão Varejo.

SANTOS BRASIL
O prejuízo de R$ 5,7 milhões no 2T16, ante lucro de R$ 4,7 milhões no 2T15, foi impactado pela piora da atividade operacional das unidades de Logística e do TEV e pela redução do total de contêineres importados e armazenados nos terminais. A receita líquida totalizou R$ 202,3 milhões, com redução de 12,8% em relação a receita líquida do 2T15. O resultado financeiro também apresentou fraco desempenho, com prejuízo de R$ 3,4 milhões, 17,2% maior do que o prejuízo do mesmo período de 2015.

TOTVS
O resultado da Totvs do 2T16 incorpora as atividades da Bematech, empresa adquirida em novembro de 2015. Considerando os valores consolidados pró-forma, que combinam os resultados de Totvs e Bematech correspondentes ao 2T15, a receita líquida e o lucro do 2T16 foi 2,1% e 44,1% inferiores aos do 2T15. A receita atingiu
R$ 544,9 milhões e o lucro apenas R$ 37,7 milhões.

Economia em Foco

Banco da Inglaterra reduz juro: Depois do Brexit esperava-se que o BoE (Banco da Inglaterra) fosse dar uma resposta mais rápida, estimulando a economia. Demorou um pouco mas veio. A taxa de juros foi reduzida nesta quinta-feira, de 0,5% para 0,25%. Agora é aguardar novas medidas. Cálculos do mercado estimam o PIB perdendo fôlego no curto prazo e o aumento do desemprego.

IPC-Fipe: teve variação de 0,35% na 4ª quadrissemana de julho, ante variação de 0,72% na última divulgação. Dos sete grupos pesquisados, cinco assinalaram desaceleração: Habitação (0,53% para 0,20%), Alimentação (1,69% para 0,78%), Transportes (0,09% para 0,04%), Vestuário (-0,65% para -0,98%) e Despesas Pessoais (0,49% para 0,26%). As acelerações ocorreram em Saúde (1,32% para 1,46%) e Educação (0,87% para 0,88%). O índice paulista deu uma desacelerada em julho (0,35% contra 0,72%), decorrente de uma economia ainda desaquecida, o que derrubou os preços de grupos como educação, saúde e vestuário. Alimentação também veio em queda, refletindo menor preço dos produtos in natura.

EUA – demissões corporativas em julho: recuaram 57,1% em julho, na comparação com igual mês de 2015 e após queda de 14,0% registrado no mês imediatamente anterior.

EUA – Pedidos de seguro-desemprego: ficou na marca de 269 mil na semana encerrada em 30 de julho, acima do aferido na semana anterior (266 mil) e da expectativa de mercado (264 mil). O número de pessoas atendidas pelo auxílio ficou em 2,138 milhões na semana até 23 de julho, ante 2,144 milhões na semana anterior (revisado de 2,139 milhões).

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