A semana deve começar positiva na Bovespa, seguindo os passos dos seus pares estrangeiros. Estes sobem mais uma vez na esteira do bom desempenho das commodities metálicas, apesar do ligeiro recuo do petróleo.

Por aqui o cenário político ainda inspira cautela, podendo ocorrer uma decisão do STF sobre o imbróglio da nomeação de Moreira Franco como ministro. Os investidores também deverão observar a tramitação das reformas, como a da Previdência. No campo corporativo, os balanços de 2016 seguirão no radar, hoje restritos a BB Seguridade (divulgado há pouco) e Linx (após o fechamento da bolsa), além do cancelamento da oferta pública de ações da Unidas. O Ibovespa futuro, às 9h42, registrava alta de 0,85%.

Perspectiva – 13 a 17 de fevereiro

Seguimos manifestando nosso otimismo com a retomada de alta na Bovespa e a consecução de recordes sucessivos no mercado americano, ajudando outros mercados do mundo. Apesar de Trump ser imprevisível em suas declarações, no que tange aos planos para a economia as orientações estão corretas. Redução de impostos para empresas, setores e classe média. Aceleração de investimentos em infraestrutura e estímulos ao aumento da produtividade são vertentes aprovadas por todos.

As complicações daí derivadas serão domadas pelo Fed, que promete duas os três altas de juros em 2017 e possui muitas dúvidas sobre a política fiscal. Trump acaba de repetir que vai anunciar medida tributária “fenomenal” e isso ajuda a impulsionar os mercados.

Não podemos esquecer a capacidade de arrasto da economia americana sobre a economia global. Isso já começa a ser capturado pelo Japão e outras economias, onde bancos centrais estão revendo projeções de crescimento para melhor. Até aqui, no Brasil as instituições que antes já chegaram a projetar crescimento zero em 2017 (ou até negativo), já falam em crescimento de mais de 0,5%, mesmo com o carrego negativo de 2016.

Isso tem reflexo positivo sobre os resultados das empresas e, claro, sobre a precificação positiva dos ativos em bolsa. Assim, é possível intuir que o fluxo de recursos para o mercado secundário será mantido e não havendo ainda muitas emissões de novas ações, o ajuste terá que se dar sobre os preços.

É nesse contexto que seguimos afirmando ser possível após a superação do patamar de em 65.400 pontos, e galgar novos patamares, acima de 68.000 pontos.

Potencial dos Índices de Ações

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro atingiu no avanço inicial a resistência representada pelo topo imediato de 66.630 pontos e se conseguir vencê-la, mesmo que depois de algum congestionamento, indicará possibilidade de extensão dos avanços até o topo formado em 67.100 pontos (comentário feito às 09:18 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

O dólar-futuro experimenta uma recuperação depois de testar o suporte de R$ 3,119, mas terá que ultrapassar a resistência situada em R$ 3,134 para permitir a expectativa de formação de um repique altista de maior intensidade (comentário feito às 09:18 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

Assista ao vídeo da Análise Gráfica

Balanços 2016

BB Seguridade

Fechou 2016 com lucro líquido contábil de R$ 4.014 milhões e queda de 4,6%. Frisa-se que em 2016 os resultados das empresas subsidiárias de seguros, previdência aberta, capitalização e resseguros foram negativamente impactados devido ao aumento na alíquota da CSLL, majorada de 15% para 20%, a partir de setembro de 2015. Já o lucro líquido ajustado da BB Seguridade atingiu R$ 4.207 milhões, crescimento de 4,1% frente ao ano anterior. Aqui foram desconsiderados os seguintes fatores (i) impacto da majoração da CSLL, (II) enquadramento da BB Corretora no regime não cumulativo a partir de março de 2016, com aumento nas alíquotas de PIS/PASEP e COFINS sobre a receita bruta, (iii) desvalorização de R$ 116,2 milhões do investimento na subsidiária Mapfre BB SH2, por conta da realização de teste de imparidade, conforme determinado no CPC 01. A desvalorização foi decorrente de cenário econômico adverso, diminuição das projeções de prêmios emitidos e menor resultado financeiro. No geral, destacaram-se positivamente, em termos operacionais, as subsidiárias Brasilprev, BB Corretora, Brasilcap e BB Mapfre SH1. Esta subsidiária opera nos ramos de seguros Vida, Habitacional, Rural e Prestamista (seguro de crédito), mais resilientes à crise econômica. Já a Mapfre BB SH2 tem como focos os ramos de seguros de automóveis e danos patrimoniais, mais suscetíveis ao ambiente econômico.

Economia em Foco

Pesquisa Focus

Seguem as principais projeções revisadas neste ano, segundo a Pesquisa Focus. Na do dia 10/fev a inflação recuou, assim como a taxa de câmbio e o crescimento do PIB. A taxa Selic acabou mantida em 9,5% neste ano e 9,0% em 2018. No PIB, uma economia paralisada é a tônica da análise, com algum “efeito estatístico” de 2016 sobre o desempenho deste ano. Para este ano, o crescimento do PIB de 0,49% passou a 0,48%, mas em 2018 foi revisado para mais, de 2,25% para 2,30%; a taxa de câmbio passou de R$ 3,40 para R$ 3,35 neste ano e foi mantida em R$ 3,44 em 2018 e a inflação, pelo IPCA, foi revisada de 4,64% para 4,47% neste ano e acabou mantida em 4,5% em 2018. Chama atenção o Top 5, pela mediana, tendo reduzido neste ano de 4,45% para 4,15% e no ano que vem, de 4,50% para 4,21%. Isto deve abrir espaço para um ciclo mais agressivo de cortes da taxa Selic nas próximas reuniões do Copom. Na dos dias 21 e 22, a discussão é sobre a intensidade do corte, se em 0,75 ou em 1,0 ponto percentual. Ao fim do ano, estamos prevendo a taxa Selic em 9,5%.

Agenda

Corporativa

Econômica

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