Com sete pregões consecutivos de alta, período no qual o Ibovespa acumula valorização de 7%, nesta sexta-feira a Bovespa busca força para manter a trajetória, enquanto suas congêneres externas operam de lado. Parte da cautela se deve à espera da série de indicadores econômicos nos EUA, alguns destes divulgados há pouco. O CPI de junho subiu conforme esperado (0,2%), ao passo que as vendas no varejo avançaram 0,6%, acima das projeções. Na China também houve uma série de divulgações de dados econômicos, com o PIB do 2T16, a produção industrial e vendas no varejo, ambos de junho, acima das expectativas. As bolsas européias operam com ligeiras baixas, enquanto os futuros do Dow Jones e S&p 500 sobem na margem. O Ibovespa futuro, às 9h41, tinha alta de 0,31%.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro ainda oscila lateralmente, precisando romper a resistência de 56.270 pontos para indicar nova arrancada até 56.700/57.000 pontos ou perder o suporte de 55.600 pontos, para sinalizar a possibilidade de ingresso em um processo corretivo mais importante.

O dólar-futuro interrompeu a recuperação provocada pelo esgotamento do Indicador de Força Relativa e somente indicará chance de um repique altista de maior intensidade em caso de rompimento da reta de baixa, que neste momento passa em R$ 3,29 (comentários feitos às 09:11 h e baseados nos gráficos intraday de 60’).

Economia em Foco

IGP-10 desacelera em julho
O IGP-10 variou 1,06% em julho, segundo pesquisa da FGV, ante 1,42% em junho e 0,75% em julho de 2015. No acumulado de 2016, o índice teve alta de 6,45% e 12,18% em 12 meses. O IPA teve variação de 1,23%, ante 1,89% em junho. O grupo Bens Finais teve variação de 2,67%, ante 0,51%, impactado pelo subgrupo alimentos in natura (1,72% para 14,37%). O grupo Bens Intermediários teve variação de 0,74%, ante 1,26%. Matérias-Primas Brutas variou 0,09%, ante 4,23%. O IPC variou 0,27%, ante 0, 49%, com desaceleração em seis das oito classes, destacando-se o grupo Habitação (0,84% para 0,31%), devido ao item tarifa de eletricidade residencial (1,53% para -0,19%). O INCC avançou em junho (0,49% para 1,76%), com a Mão de Obra subindo de 0,81% para 3,10%. A significativa desaceleração dos preços do atacado em julho confirmou que foi apenas um repique em junho. Devemos ficar atentos aos repasses dos itens de alimentação ao preço do varejo no próximo mês.

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