A temporada de resultados do 2T16 começa a ganhar espaço na Bovespa nesta semana, já com a previsão de quatro divulgações nesta segunda-feira. Uma delas nesta manhã, a da Fibria, que mostrou lucro líquido de R$ 743 milhões no 2T16, alta de 21,4% em relação ao 2T15 (mais informações no item Temporada de Balanços 2T16). Os investidores também iniciam a última semana de julho, período no qual o Ibovespa acumula alta de 10,63%, com cautela no aguardo das reuniões do Fed e BoJ, além da ata do Copom da semana passada. Assim o Ibovespa futuro mostra indefinição neste início de negócios e, às 9h40, registrava alta de 0,13%. As bolsas europeias registram valorização, enquanto os futuros do Dow Jones e S&P 500 operam próximos da estabilidade.

Perspectiva – 25 a 29 de julho

Parece claro que a situação da economia brasileira não é exatamente confortável e ainda vai exigir muito esforço de ajuste, o que significa dizer que os mercados de risco irão conviver com bastante volatilidade. Porém, reiteramos nossa posição que essa volatilidade será sustentada por tendência de alta de mais longo prazo, com topos cada vez mais altos e fundos cada vez mais rasos.

Basta ver os volumes que estão retornando para o mercado secundário e algumas empresas já começam a se movimentar para entrar em “fila” de IPOs. Além do retorno dos recursos que tinham saído anteriormente, há ainda a possibilidade de ingressos no País para diferentes operações financeiras (inclusive mercado secundário), que no nosso entender aguardam mais definições sobre o processo de impeachment da presidente afastada e ampliação da credibilidade de Michel Temer e sua equipe, a partir de medidas que terão de ser adotadas e, principalmente, votadas no Congresso Nacional.

Pode estar havendo ainda certa suavização dos balanços do segundo trimestre, principalmente com o dólar menos valorizado, que deve reduzir dívidas em reais. Igualmente ainda não parece haver grande reclamação por parte de exportadores e outros segmentos que gostam de dólar valorizado para suas atividades. Não devemos esquecer os efeitos benéficos sobre a desinflação com itens importados mais baratos.

No exterior ainda persistem dúvidas sobre os efeitos do Brexit (agora mais brandas), problemas com bancos italianos que precisam de capitalização e também com relação ao processo de radicalização da Turquia e tudo o que ela representa para a região do euro. Ao que parece esses itens irão pesar no comportamento da economia global.

Potencial dos Índices de Ações

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em ligeira alta, mas precisando ultrapassar a resistência imediata de 57.685 pontos para tentar nova arrancada na direção dos objetivos situados em 58.000 e 58.400 pontos.

O dólar-futuro ainda oscila no interior do congestionamento lateral e, se perder o suporte (base da figura) de R$ 3,25, poderá cair até o fundo formado em R$3,233 (comentários feitos às 09:08 h e baseado nos gráficos intraday de 60’).

Temporada de Balanços 2T16

Fibria
A receita líquida cresceu 3,3% no 2T16 (R$ 2,386 bilhões x R$ 2,309 bilhões no 2T15), mas no primeiro semestre deste ano avançou 11% para R$ 4,781 bilhões (1S15: R$ 4,306 bilhões). O segundo trimestre foi marcado pela queda no custo caixa de produção, principalmente nos meses de maio e junho, e redução da projeção de capex para 2016 em R$ 1,5 bilhão. Apesar do aumento da dívida bruta em dólar, a dívida líquida caiu de R$ 10,3 bilhões em março para R$ 9,7 bilhões em junho. O lucro do 2T16 foi de R$ 743 milhões (R$ 975 milhões no 1T16 e R$ 612 milhões no 2T15).

Hypermarcas
Receita líquida consolidada do 1S16 atingiu R$ 1.634,4 milhões (+11,8% x 1S15). No 2T16 a receita atingiu R$ 807 milhões (+11,4% x 2T15). O lucro do semestre foi de R$ 1.184 milhões, impulsionado por R$ 890 milhões de lucro com operações descontinuadas, função da venda do negócio de cosméticos. Descontado este evento, o lucro do 1S16 avançou expressivos 42% ao atingir R$ 294 milhões (1S15: R$ 207 milhões). No 1T16, a Hypermarcas apurou R$ 176,4 milhões de lucro (2T15: R$ 92,4 milhões). Esse crescimento é consequência da melhoria do seu resultado operacional e da redução das despesas financeiras líquidas.

Economia em Foco

Pesquisa Focus
As projeções para o PIB de 2016 passaram de -3,25% para -3,27%. Em 2017, a expectativa do PIB se manteve em 1,10%. Sobre os dados de inflação, as expectativas do IPCA em 2016 recuaram de 7,26% para 7,21% e de 5,30% para 5,29% no próximo ano. A perspectiva da Taxa Selic permaneceu em 13,25% ao fim de 2016 e em 11,00% ao fim de 2017. A expectativa para a Taxa de Câmbio ao fim de 2016 recuou de R$ 3,39 para R$ 3,34 e permaneceu em R$ 3,50 em 2017. Continuamos na contagem regressiva para o impeachment da presidente. Nesta semana chamou atenção na Focus a redução da taxa de câmbio. Deve ficar próxima a R$ 3,20 ao fim do ano.

Confiança do Consumidor avança pela terceira vez seguida
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da FGV, avançou 5,4 pontos em julho, subindo para 76,7 pontos, terceira alta consecutiva. O Índice das Expectativas (IE) avançou 8,2 pontos, atingindo 85,3 pontos, o maior desde dezembro/2014 (87,2 pontos), com o indicador que mede o grau de otimismo com a Situação Econômica Futura avançando 6,8 pontos, passando de 103,1 para 109,9 pontos. O Índice da Situação Atual (ISA) subiu 1,0 ponto, atingindo 65,7 pontos, destacando o indicador que mede o grau de satisfação em relação à situação financeira da família atual, subindo 1,8 ponto em julho, atingindo 59,0 pontos. Houve alta da confiança nas quatro classes de renda pesquisadas. A virada de ânimo dos agentes econômicos é uma realidade. Isso se reflete nas sondagens de confiança, todas melhorando. Esta do consumidor veio melhor pela perspectiva de recuperação do emprego e da renda.

IPC-S desacelera na terceira semana de julho
O IPC-S de 22 de julho, pela FGV, variou 0,36%, ante 0,41% na última divulgação. Quatro dos oito grupos componentes do índice apresentaram desaceleração, com destaque para Alimentação (0,89% para 0,71%), com destaque para o item hortaliças e legumes (-4,40% para -6,71%). Outras desacelerações ocorreram nos grupos Habitação (0,26% para 0,14%), Vestuário (-0,07% para -0,15%) e Educação, Leitura e Recreação (0,76% para 0,72%). As principais variações positivas foram Transportes (-0,16% para -0,07%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,54% para 0,68%), Comunicação (0,09% para 0,15%) e Despesas Diversas (0,59% para 0,64%).

Agenda

Corporativa

Econômica