A última semana de setembro deve começar negativa na Bovespa, assim como ocorre nas principais bolsas do mundo. Assim os principais índices europeus caem mais de 1%, enquanto os futuros do Dow Jones e S&P 500 têm desvalorização de 0,5%. O Ibovespa futuro, às 9h34, caia 1,04%. A maior aversão a riscos no exterior é fruto da espera dos investidores pelas falas de dirigentes de bancos centrais nos EUA e Europa, pelo primeiro debate dos candidatos à presidência dos EUA e também pela reunião da Opep. Internamente temos como destaque a nova fase da Operação Lava Jato, que prendeu temporariamente o ex-ministro Antonio Palocci.

Perspectiva – 26 a 30 de Setembro

Seguimos confiantes com o desempenho positivo dos mercados de risco nos próximos períodos. Por aqui o presidente Temer declarou estabilidade extraordinária. Nem tanto, mas certamente temos momento bem mais propício para arriscar um pouco mais e isso está sendo capturado pelos investidores, no volume de consultas às instituições.

É certo que vamos seguir com volatilidade e instabilidade, principalmente em decorrência do baixo crescimento das economias, mesmo depois de todos os esforços despendidos na flexibilização monetária. Ocorre que a discussão teórica agora passa a ser de que flexibilização monetária não está mais fazendo os efeitos projetados. A discussão muda para flexibilização fiscal. Daí as pressões sobre a Alemanha.

A flexibilização fiscal ampliaria investimentos em infraestrutura em todo o mundo, o que junto com reformas levaria para uma situação mais confortável e para preparar o futuro. Convenhamos que por aqui não é muito diferente. O mundo sairia da armadilha de crescimento baixo, baixa inflação e produtividade. Citamos, inclusive, discurso de Janet Yellen, na semana anterior, dizendo que o crescimento baixo da economia americana era fruto da baixa produtividade.

Por aqui achamos o momento também mais tranquilo depois do vencimento de opções e pronunciamentos mais fortes sobre mudanças e urgência de aprovação de medidas. Não dá para pensar em aprovação da PEC do teto dos gastos (PEC 241) sem resolução dos problemas dos Estados e não dá para falar em PEC sem perseguir reforma da Previdência. Também ligado a isso estaria a reforma trabalhista, destravando a economia e agindo sobre a produtividade.

Vamos ter volatilidade, mas repetimos o mantra que a tendência primária será de manutenção da alta na Bovespa. Mantemos nossa crença que vamos ultrapassar a faixa de 60.000 pontos do índice para buscar zona acima de 63.000 pontos. Vamos precisar de ajuda dos mercados em alta também no exterior, mas isso é factível.

Potencial dos Índices de Ações

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em baixa e testando a antiga reta de resistência (58.420 pontos), que poderá atuar de suporte e impedir a continuação da queda. Caso isto não aconteça, existirá possibilidade de extensão desta manifestação negativa até 58.040 pontos, por onde passa agora a reta de sustentação (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

O dólar-futuro manteve a recuperação e poderá testar a resistência representada pelo topo formado em R$ 3,275 (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 60’).

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Economia em Foco

Pesquisa Focus: As projeções para o PIB de 2016 passaram de -3,15% para -3,14%. Em 2017, a expectativa do PIB recuou de 1,36% para 1,30%. Sobre os dados de inflação, as expectativas do IPCA em 2016 recuaram de 7,34% para 7,25% e de 5,12% para 5,07% no próximo ano. A perspectiva da Taxa Selic permaneceu em 13,75% ao fim de 2016 e em 11,00% ao fim de 2017. A expectativa para a Taxa de Câmbio ao fim de 2016 recuou de R$ 3,30 para R$ 3,29 e permaneceu em R$ 3,45 em 2017. Mesmo que marginal, as expectativas do mercado continuam melhorando para este ano. Surpreendentemente, a percepção de crescimento do PIB para o ano que vem diminuiu, mas a inflação continua recuando no biênio.

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