Nesta sessão que deve ser a última antes da conclusão do processo de impeachment de Dilma Rousseff, o Ibovespa futuro aponta para uma abertura positiva, ao registrar, às 9h39, alta de 0,29%. O sinal positivo também é predominante nas bolsas da Europa, que acompanham a ligeira alta do petróleo e refletem indicadores econômicos considerados fracos, mas que poderiam trazer novos estímulos monetários na região. Nos EUA os futuros de Dow Jones e S&P 500 tinham ligeiras quedas nesta manhã, enquanto investidores aguardam pelos indicadores econômicos que serão divulgados mais tarde.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro voltou a subir depois de breve correção provocada pelo esgotamento do Indicador de Força Relativa e se ultrapassar o topo imediato de 59.875 pontos, poderá atingir níveis entre 60.300 e 60.500 pontos.

O dólar-futuro manteve a trajetória baixista e poderá atingir o suporte representado pelo fundo formado em R$ 3,194 (comentário feito às 09:09 h e baseado no gráfico intraday de 60).

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Economia em Foco

IGP-M: variou 0,15% em agosto, ante 0,18% em julho e 0,28% em agosto/2015. No acumulado em 2016, o índice variou 6,25% e 11,49% em 12 meses. O IPA-M variou 0,04%, ante -0,01% em julho, com decréscimo no índice de Bens Finais (1,41% para 0,15%) e Bens Intermediários (0,28% para -0,36%). O índice de Matérias-Primas Brutas avançou (-1,96% para 0,34%). O IPC variou 0,40%, ante 0,29% em julho, com avanço em seis dos oito grupos, destacando Alimentação (0,44% para 0,66%), motivado pelo item frutas (-11,91% para 2,10%). O INCC teve variação de 0,26% em agosto, ante 1,09%. O IGP-M se manteve em baixa em agosto (0,15%), mas com algum aumento frente ao mês anterior no atacado, pelas Matérias Primas Brutas, e no varejo, pelos alimentos. Para setembro, estejamos atentos ao impacto de alta das carnes, devido ao encarecimento da ração, derivada do milho e outros grãos.

PNAD Contínua: a taxa de desocupação foi estimada em 11,6% no trimestre encerrado em julho, ante 11,2% entre fev-abr/2016 e 8,6% entre maio-julho do ano anterior. A população desocupada (11,8 milhões) cresceu 3,8% sobre o trimestre anterior e 37,4% sobre o ano anterior. A população ocupada (90,5 milhões) e o número de empregados com carteira assinada (34,3 milhões) ficaram estáveis sobre fev-abr/2016 e caíram 1,8% e 3,9%, respectivamente, sobre mai-jul/2015. O rendimento médio real (R$ 1,99 mil) ficou estável sobre o trimestre anterior e recuou 3,0% sobre o mesmo período do ano anterior. O cenário desfavorável no mercado de trabalho ainda permanece, apesar dos índices de confiança do Comércio e Serviço registrarem melhora em julho e agosto. Acreditamos numa relativa recuperação no último trimestre, devido ao período de vendas de final de ano e de maior absorção do trabalho temporário.

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