Chegamos à última sessão do ano na Bovespa com seu principal índice acumulando valorização de 37,91% e aproximando-se novamente dos 60 mil pontos. A semana apresenta volume crescente, mas sempre bem abaixo da média dos pregões normais. Já a agenda de indicadores de hoje traz algumas novidades para os investidores avaliarem, como o IGP-M de dezembro e a Pnad de novembro, mas estes não devem impulsionar os negócios. Assim o Ibovespa futuro (+0,07%, às 09h40) aponta para uma abertura próxima da estabilidade no mercado à vista. Vale destacar também a última prévia da carteira teórica do Ibovespa, que vigorará pelo próximo quadrimestre, confirmando a inclusão das ações ON da Eletrobrás, sem exclusões, além dos papeis PN do Bradesco assumirem o segundo maior peso na composição.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro mostra situação neutra, podendo atingir 61.150/61.500 pontos se ultrapassar a resistência imediata de 60.890 pontos ou cair até a antiga resistência de 60.095 pontos, em caso de perda do suporte de 60.555 pontos (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

O dólar-futuro penetrou no suporte representado pelo fundo formado em R$ 3,264, mas a velocidade da queda inicial poderá dar chance para um congestionamento ou tentativa de recuperação, mesmo que apenas breve pausa antes da continuação da trajetória baixista até R$ 3,25/3,23 (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

Assista ao vídeo da Análise Gráfica

Economia em Foco

IGP-M registra 0,54% em dezembro
Segundo a FGV, o IGP-M variou 0,54% em dezembro, ante -0,03% em novembro, acumulando inflação de 7,17% em 2016, abaixo dos 10,54% de 2015. No mês, o IPA-M variou 0,69%, ante deflação de 0,16%, com destaque para Bens Intermediários (de -0,43% para 0,53%) e Matérias-Primas Brutas (de 0,90% para 1,96%), motivado por minério de ferro (de 9,04% para 17,53%), soja em grão (de -2,42% para 0,38%) e leite in natura (de -8,78% para -6,34%). O IPC-M foi de 0,20%, ante 0,26%, com 4 das 8 classes desacelerando, com destaque para o grupo Habitação (de 0,26% para -0,62%), com o item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 0,81% para -5,42%. O INCC-M registrou 0,36% em dezembro, ante 0,17% no mês anterior.

Taxa de desocupação foi a 11,9% em novembro
Continua dramática a situação do mercado de trabalho no País. No trimestre terminado em novembro, pela PNAD Contínua do IBGE, a taxa de desocupação foi a 11,9%. Contra o trimestre de jun-jul-ago/2016 (11,8%), cresceu 0,1 p.p. e contra igual período de 2015 (9,0%), 2,9 p.p.. A população desocupada (12,1 milhões) permaneceu estável contra o trimestre anterior, mas avançou 2,9 pontos percentuais contra o mesmo do ano anterior. A população ocupada (90,2 milhões) também se manteve estável contra o trimestre anterior e recuou 2,1% contra o mesmo do ano anterior. O número de empregados com carteira assinada (34,1 milhões) ficou estável sobre o trimestre anterior e caiu 3,7% contra o mesmo período de 2015. Estes dados mostram que o desemprego ainda deve se manter elevado neste início de 2017, podendo chegar a mais de 12% da PEA em meados do ano. Uma recuperação, apenas ao fim do ano citado.

Agenda

Corporativa

Econômica