Uma série de fatores traz otimismo para os mercados acionários ao redor do mundo, o que deve dar impulso para a Bovespa nesta terça-feira. Primeiro, temos a volta das operações nas bolsas de Nova York e Londres que deve aumentar a liquidez nos mercados, seguido pelo PMI da indústria na China, que atingiu o maior nível em quatro anos e trouxe mais otimismo com a segunda maior economia do mundo. O petróleo também colabora para a boa perspectiva do dia, uma vez que a commodity opera em alta superior a 2%.

Internamente os noticiários corporativo e político estão bastante escassos, restando maior destaque para as especulações em torno da reunião do Copom, que se realizará na próxima semana. Aumentaram as apostas para uma intensificação no corte dos juros, em virtude da queda da inflação. O Ibovespa futuro operava, às 9h37, em alta de 0,95%, acompanhando as bolsas europeias e futuros do Dow Jones e S&P 500, que subiam em torno de 0,6%.

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em alta, mas precisando ultrapassar a resistência representada pelo topo formado em 61.165 pontos para permitir a continuação dos avanços até 61.500/61.800 pontos (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

Com relação ao dólar-futuro podemos notar a interrupção dos avanços anteriores, com possibilidade de uma realização e teste no suporte representado pelo fundo formado em R$ 3,295. Para anular tal expectativa, será necessário o rompimento da resistência situada em 3.322 (comentário feito às 09:10 h e baseado no gráfico intraday de 30’).

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Economia em Foco

Saldo comercial chega a US$ 47,69 bilhões em 2016

Foi recorde o superávit comercial em 2016, totalizando US$ 47,69 bilhões, mas obtido pela recessão econômica, que derrubou as importações em 20,1%, enquanto as exportações recuaram 3,5%. Decorrente disso, um importante indicador de dinamismo do comércio, a corrente de comércio somou US$ 322,79 bilhões, o pior resultado desde 2009 (US$ 280,72 bi). Para este ano de 2017 as expectativas indicam um saldo positivo em torno de US$ 40 bilhões, possível pela recuperação das exportações, com a alta das commodities, e da corrente de comércio. Notícia neutra para o mercado.

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