ENGIE BRASIL

O resultado líquido chegou a R$ 450,4 milhões, 29,8% superior ao 1T16 (R$ 346,9 milhões). A Receita Líquida cresceu pouco (apenas 0,2%), mas a empresa obteve importantes reduções de despesas. As transações no mercado de curto prazo, negativas em R$ 72 milhões no 1T16, recuaram para R$ 26,6 milhões no 1T17 (-63%). O resultado financeiro líquido negativo também teve drecréscimo (-44,1%), vindo de R$ 128,1 milhões no 1T16 para R$ 71,6 milhões no 1T17.

FIBRIA

A receita líquida totalizou R$ 2,074 bilhões no 1T17, 18% inferior ao 4T16 e 13% inferior ao 1T16. No primeiro caso, o menor volume vendido em função da sazonalidade das vendas explica a redução da receita. No segundo caso, a queda é justificada pela redução de 25% do preço médio líquido em reais, que por sua vez é justificado pela desvalorização de 19% do câmbio médio e pela queda do preço em dólar de 7%, compensando o aumento de 15% no volume vendido. O lucro, de R$ 329 milhões, reverteu o prejuízo de R$ 92 milhões no 4T16, mas foi 66% inferior ao lucro de R$ 978 milhões obtido em 1T16. A variação em relação ao 4T16 é explicada principalmente pelo resultado financeiro positivo e pelo resultado do ganho de capital com o projeto Losango, parcialmente compensado pelo efeito do IR diferido. Em relação ao 1T16, a variação deve-se em grande parte ao menor resultado financeiro e menor resultado operacional, compensado pelo resultado do ganho de capital com o projeto Losango.

INDS ROMI

Esta empresa reportou crescimento da receita líquida consolidada, melhores margens e Ebitda de R$ 10,8 milhões no 1T17. A receita líquida atingiu R$ 146,5 milhões, 12,9% superior à receita do 1T16, devido principalmente ao faturamento da subsidiária alemã B+W, que terminou o ano de 2016 com crescimento relevante em sua carteira de pedidos que estão sendo entregues ao longo de 2017 e a unidade de Fundidos e Usinados, que tem aumentado o seu volume de receita desde o início de 2016. A entrada de pedidos no 1T17, comparado com 1T16, apresentou crescimento de 17,3%, com destaque para a Unidade de Negócios Máquinas Romi e para a Unidade de Negócio de Fundidos e Usinados, que apresentaram crescimento de 15,0% e 21,4%, respectivamente. Todos estes fatores proporcionaram reversão do prejuízo do 1T16, de R$ 11,7 milhões, para lucro de R$ 2,6 milhões no 1T17.

LOJAS RENNER

O primeiro trimestre de 2017 foi caracterizado por um bom desempenho de vendas e, segundo a Renner, isto foi resultado da adequada composição de estoques no início do ano e da boa aceitação dos itens de outono-inverno pel0s clientes. Outro ponto positivo foi que os primeiros meses de 2017 trouxeram leves sinalizações positivas, com melhorias no fluxo de clientes nas lojas e aumento de peças por ticket. Com isso, a receita líquida consolidada avançou 14,7% no 1T17 vs 1T16, para R$ 1,235 bilhão. O lucro consolidado do período atingiu R$ 67,0 milhões, contra R$ 65,5 milhões no 1T16.

SANTANDER BR

Fechou o 1T17 com lucro líquido gerencial (excluí ágio decorrente da aquisição do Banco Real) de R$ 2,280 bilhões, cuja evolução foi de 37,3% ante o 1T16. O ROE anualizado perfez 15,9%, contra 12,6%. Pelo viés societário, o lucro líquido foi de R$ 1,824 bilhões e evolução de 50,4%. Tais crescimentos refletiram, em boa medida, o aumento do spread médio da carteira de crédito, frisando-se o recuo da taxa de juros básica, que possibilita melhor custo de captação. Em paralelo, considere as menores despesas com PDD, mas havendo elevado write-off de um caso pontual no segmento de grandes empresas. A carteira de crédito atingiu R$ 257,2 milhões em março, estável em relação a dezembro e avanço de 3,6% em doze meses. A carteira de crédito ampliada (incluí debêntures, avais, fianças e notas promissórias), por seu turno, perfez R$ 325,4 milhões, com leve avanço ante dezembro (0,8%) e 4,3% em doze meses. O índice de inadimplência (acima de 90 dias) atingiu 2,9% em março, contra 3,3% no mesmo período anterior (-0,4 p.p.). Em parte a queda repercute o write-off assinalado e, em parte, uma alteração no mix na carteira de PF, privilegiando mais o consignado, onde o risco é menor. O desempenho do 1T17 do Santander BR foi em linha com nossas expectativas, ressaltando-se que o 1T16 foi o pior período em termos de ampliação de risco, logo com uma base de comparação estreita. Lembramos que nosso preço alvo é de R$ 29,00/Unit, cujos fundamentos podem ser verificados no Relatório de Recomendação vigente. Na parte da tarde disponibilizaremos o Relatório de Desempenho do 1T17 do Santander Brasil.

WEG

No primeiro trimestre de 2017 o mercado brasileiro continuou com a tendência de normalização gradual do ambiente de negócios, depois de um período muito difícil. No mercado externo, as principais tendências continuaram as mesmas, com um mundo crescendo lentamente e com poucos investimentos de expansão de capacidade. Neste ambiente, a receita líquida consolidada da Weg no 1T17 teve queda de 12% diante da contabilizada no 1T16, mas a margem bruta e a margem Ebitda foram melhoradas diante da redução dos custos e despesas. De qualquer forma, o menor resultado financeiro líquido provocou uma redução de 8,7% do lucro atribuído aos sócios da empresa controladora, de R$ 282,4 milhões no 1T16 para R$ 257,7 milhões no 1T17.